Síndrome pós-laminectomia

Escrito por shelley moore | Traduzido por marcella narvaes
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Síndrome pós-laminectomia
A laminectomia causa dor nas costas (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

Uma laminectomia é uma opção cirúrgica quando o disco na espinha dorsal é deslocado de seu espaço normal, causando dor nas costas e nas partes baixas da perna, no chamado nervo ciático. A cirurgia remove toda ou parte de uma lâmina, um pedaço de osso que suporta a vértebra. Remover a lâmina tira a pressão da raiz nervosa. A síndrome pós-laminectomia é diagnosticada quando o paciente ainda tem dor ou se a dor volta a acontecer depois da cirurgia nas costas ou pescoço.

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Índices de sucesso da laminectomia

De acordo com o Capitol Spine and Pain Centers (Centro Capitólio da Espinha Dorsal e Dor, em tradução livre), há aproximadamente 500.000 cirurgias na espinha dorsal nos Estados Unidos todo ano e até 20% dessas cirurgias resultam em algum grau de dor nas costas ou pernas. O site SpineHealth.com observa que depois da laminectomia, 70 a 80% dos pacientes mostram melhoras nas habilidades normais diárias, além de uma redução significativa nos níveis de dor. A cirurgia é particularmente eficaz para a dor no ciático, uma dor no nervo que vai até as pernas, vindo da espinha dorsal.

Sintomas

Sintomas específicos da síndrome pós-laminectomia incluem dores no pescoço ou braços depois da cirurgia no pescoço, ou dores nas costas e pernas depois da cirurgia nas costas. O paciente pode descrever uma dor chata ou ardente e não confinada em uma só área. Em contraste, pode haver algumas dores agudas. Alguns pacientes desenvolvem uma sensibilidade anormal, como uma dor quando tocado por um estímulo que não deveria provocar dor, como um cotonete. Eles também podem ter uma dor maior quando tocados por um estímulo que deveria provocar certa dor, como uma agulha.

Causas

Existem muitas causas possíveis para a síndrome pós-laminectomia. Apesar da cirurgia ter descomprimido a raiz nervosa da espinha dorsal, o nervo pode não ter se recuperado da compressão. Além disso, a formação de uma cicatriz pode ocorrer e causar uma dor crônica. O paciente pode ter episódios de hérnias discais, mudanças estruturais na espinha ou progressão de uma condição degenerativa.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco podem fazer com que a laminectomia não seja eficaz. Pessoas com diabetes, distúrbios auto-imunitários ou doenças vasculares estão mais propensos a ter a síndrome pós-cirúrgica. De acordo com a American Academy of Spine Physicians (Academia Norte-Americana de Médicos da Espinha-Dorsal, em tradução livre), até depressão, ansiedade, insônia e tabagismo são fatores de risco para desenvolver a síndrome.

Tratamento

Repetir a cirurgia não é recomendado devido ao risco de complicações e um tempo maior para recuperação. Medicações para dores, como os anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs), podem aliviar os sintomas. Fisioterapia e exercícios de estabilização lombar também podem ajudar, junto com a estimulação da espinha dorsal que usa corrente elétrica para aliviar a dor. Os médicos também podem recomendar desnervação com radiofrequência ou bloqueios de nervos epidurais.

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