Tecidos das roupas de uma mulher nobre no Renascimento

Escrito por elise o'neill | Traduzido por ana carolina fernandes
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Tecidos das roupas de uma mulher nobre no Renascimento
Mulheres nobres do Renascimento se vestiam em tecidos que refletiam sua posição (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

O período do Renascimento ou a "Renascença" na Europa começou no século XIV com a redescoberta dos textos clássicos da Grécia e Roma antiga. O termo Renascimento significa o movimento cultural que re-examinou paradigmas religiosos da Idade Média e abriu o caminho para gênios artísticos, como Leonardo Da Vinci, na Itália e William Shakespeare, na Inglaterra. Certas restrições estabelecidas na Idade Média, categorizada pelos historiadores como um época de 900 a 1300 D.C., continuaram na Renascença, embora a melhoria no transporte tenha gradualmente introduzido novos tecidos às mulheres nobres do Renascimento.

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Leis suntuárias

A distinção de classe era de extrema importância durante a Idade Média e o Renascimento. A designação de tecidos e cores para determinadas classes ajudavam a identificar os membros da classe nobre. Essas eram as chamadas leis suntuárias, ou leis sobre as despesas. Leis suntuárias restringiam roupas elegantes à classe nobre. Dentro dela, haviam leis adicionais que marcavam a posição de uma mulher - só a rainha usava pele de zibelina e joias de ouro. As nobres da época selecionavam seus adornos e tecidos de acordo com a classificação de seus pais ou irmãos. Até certo ponto, as leis eram auto-aplicáveis, porque a maioria das mulheres não podia comprar tecidos permitidos para aquelas acima de sua posição.

Seda

Mulheres nobres com meios e classificação usavam vestidos de seda em ocasiões especiais. A Rota da Seda, uma antiga rota comercial entre a China e Itália, forneceu seda durante a Idade Média. Países europeus começaram a sua própria produção durante o Renascimento. A Inglaterra iniciou a sua própria produção de seda em meados do século XV. Em 1685 o rei da França tornou ilegal a prática das religiões protestantes, causando tecelões de seda franceses a emigrar para Inglaterra e aumentar sua produção. A maior disponibilidade da seda tornou o tecido mais acessível para as nobres no Renascimento.

Tecidos das roupas de uma mulher nobre no Renascimento
A seda era reservada às mulheres nobres no Renascimento (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

As nobres do Renascimento utilizavam tecidos de lã em suas roupas para se aquecer durante os meses mais frios do ano. A melhor lã era a merino, de ovelhas merino espanholas, originadas da região central da Espanha. Durante o século XV, a indústria de lã espanhola era tão rentável que todas as regiões, eventualmente, começaram o cultivo e a produção de lã merino para exportação.

Algodão

O comércio com a Índia, a partir do Renascimento, iniciou o uso de tecidos de algodão no vestido de nobres. O comércio entre comerciantes ingleses e fabricantes indianos encorajou esta tendência. Os tecidos da Índia eram populares por causa de seus desenhos coloridos e bonitos. Nos séculos XVII e XVIII, os produtores ingleses forneciam imitações mais baratas de algodão indiano, tornando-o mais acessível e menos desejável para a nobreza hierarquicamente superior.

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