Tipos de esmalte utilizados em cerâmicas japonesas

Escrito por helen harvey | Traduzido por andré schwarz
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Tipos de esmalte utilizados em cerâmicas japonesas
Os oleiros japoneses empregam uma grande variedade de técnicas de esmalteamento (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Há quatro tipos principais de cerâmicas japonesas: a porcelana, peças de barro, grés e cerâmicas esmaltadas. Antes do século VIII, o esmalteamento era totalmente acidental, sendo resultado de reação de cinzas que ocorriam quando as peças eram expostas ao fogo. A maioria das peças permaneceram sem ser esmaltadas até o século XVII, e as poucas que o eram obtinham sua aparência por meio de técnicas chinesas. Rebeliões que então ocorriam na China causaram grandes interrupções no fluxo comercial e o Japão começou a desenvolver suas próprias técnicas de cerâmica e esmaltamento.

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Cerâmica tenmoku

Embora a técnica Tenmoku tenha sido utilizado nas dinastias T'ang e Sung, atribui-se a Otsuka Keizaburo o aperfeiçoamento da técnica tenmoku e a sua promoção a forma de arte em meados do século XIX. A região do Mashiko tornou-se, desde então, conhecida em todo o mundo por causa da qualidade da cerâmica que produzia. Essas peças eram muito utilizadas para fazer tigelas e utensílios para chás. O esmalte tenmoku é obtido com a aplicação de óxido de ferro nas peças e colocando-as em fornos a altíssimas temperaturas, dando-lhes fortes tons de preto, marrom ou bronze.

Peças shigaraki

A shigaraki é famosa por seus depósitos e formas distintas e começou a ser produzida no período Kamakura, no século XII, nas regiões de Tokoname e Atsumi. A técnica foi originalmente empregada para fazer utensílios domésticos comuns, e as peças produzidas eram muito apreciadas pelos mestres do chá dos períodos Muromachi e Momoyama. A partir de então, o estilo e as técnicas de esmaltamento nelas empregadas se tornaram em uma das mais amadas da terra do sol nascente. As peças ficam com uma coloração que varia do neutro ao marrom avermelhado e a técnica envolve a oxidação, obtida por meio da livre passagem de ar no forno durante o aquecimento.

Peças shino

O esmalte shino foi desenvolvido nas áreas de Mino e Seto durante o período Momoyama, em meados do século XVI. Esse esmalte é composto principalmente por barro e pelo feldspato local e deixa as peças que têm arte em relevo com uma cor leitosa semelhante à do cetim. No começo do século XX, fábricas de cerâmica de todo o mundo aprimoraram a técnica para produzir esmaltes shino de outras cores, como tons de preto, verde e laranja. Fabricantes contemporâneos empregam uma técnica que deixa áreas aleatórias das peças sem serem aquecidas e sem serem pintadas, o que as deixa com uma textura mais especial.

Técnica oribe

Essa técnica começou a ser empregada durante as eras Keicho e Genna, no final do século XVI. O nome vem de Furuta Oribe, um discípulo do artesão mestre Sen Rikyu, que foi o primeiro a empregar o método. Aquecimentos controlados a fogo baixo com o uso de esmaltes pretos, verdes e marrons dão a característica aparência abstrata e muito orgânica das peças. As peças produzidas não se caracterizam apenas pelo esmalte empregado, mas frequentemente também pelo formato distorcido e irregular dado pelo inovador Furuta Oribe.

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