Os tipos de medicamentos antidepressivos

Escrito por karen hellesvig-gaskell | Traduzido por andré schwarz
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Os tipos de medicamentos antidepressivos
A depressão é um grande mal dos tempos modernos (Jupiterimages/Goodshoot/Getty Images)

Antidepressivos podem surtir grandes efeitos em depressões moderadas e severas. Eles não apenas melhoram o humor, mas também ajudam o paciente a dormir, a se alimentar melhor e a se concentrar. Há uma grande variedade de antidepressivos que podem surtir efeitos em cada caso específico, mas pode ser necessário experimentar um pouco para encontrar a melhor opção.

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Tentativa e erro

A não ser que você experimente certo antidepressivo, não há como saber se ele é adequado ao sua quadro ou à sua situação química corporal. O médico poderá avaliar melhor as opções disponíveis ao obter informações detalhadas sobre os sintomas emocionais e também sobre outros problemas e preocupações de saúde do paciente.

Exames de sangue

Um exame de sangue poderá ser realizado para detectar alguns problemas genéticos que, por sua vez, poderão afetar a reação do organismo a certos antidepressivos. Embora o exame não garantirá que um medicamento específico vá surtir efeito, ele poderá indicar quais não surtirão efeitos.

Inibidores de recaptação de serotonina, de noradrenalina e de dopamina

Os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (os ISRS), os inibidores de recaptação de noradrenalina (ISRSN) e os inibidores de recaptação de noradrenalina e dopamina (os ISRND) funcionam para tratar diversos problemas psiquiátricos.

Como essas drogas costumam ter menos efeitos colaterais que alguns outros antidepressivos, elas são, geralmente, as primeiras a serem experimentadas.

Todos os três tipos funcionam de maneira similar, bloqueando a reabsorção (recaptação) de neurotransmissores -- a serotonina, a noradrenalina ou a dopamia -- pelas células cerebrais.

Alguns dos ISRS mais frequentemente receitados são o citalopram, a paroxetina, a fluoxetina (Prozac) e a sertralina.

Alguns ISRSN são, por exemplo, a duloxetina, a venlafaxina e a desvenlafaxine.

A bupropiona é o inibidor de recaptação de noradrenalina e dopamina mais receitado.

Antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos

Os antidepressivos tetracíclicos combatem a depressão de maneira diferenciada. Eles impedem que os neurotransmissores se conectem aos chamados receptores alfa-2, o que pode aumentar, indiretamente, a quantidade de noradrenalina e serotonina no cérebro.

Alguns antidepressivos tetracíclicos são a amoxapina, a maprotilina, a mirtazapina e a setiptilina.

Os antidepressivos tricíclicos limitam a capacidade de reabsorção de noradrenalina e serotonina e afetam, em menor grau, a recaptação de dopamina. Alguns dos antidepressivos mais antigos são tricíclicos e continuam sendo muito utilizados.

Alguns dos tricíclicos mais receitados são a doxepina, a amitriptilina, a desipramina e a nortriptilina.

IMAOs

Os antidepressivos mais antigos são os inibidores da monoamina oxidase (os IMAOs), que entraram no mercado há cerca de 50 anos. Hoje em dia, eles só são aplicados quando todas as alternativas mais recentes fracassarem.

Esses medicamentos tendem a ser evitados por conta de alguns efeitos colaterais sérios, como diminuição da pressão arterial, embaçamento da visão e tremores. Eles também poderão interagir de forma perigosa com outros fármacos, bebidas e alimentos.

Os mais receitados são a fenelzina e a tranilcipromina.

Os IMAOs no século XXI

Como os IMAOs continuam eficazes para tratar diversos casos de depressão, foi desenvolvida uma nova maneira de aplicá-los e evitar alguns dos efeitos colaterais. Trata-se de um adesivo que deve ser colocado na pele para liberar o princípio ativo no sangue.

Antidepressivos demoram para começar a surtir efeitos

Depois de começar a tomar antidepressivos, podem passar algumas semanas antes de serem observados os efeitos positivos. No princípio do tratamento, poderão haver dificuldades para dormir, cansaço e náuseas. Tais sintomas desaparecerão conforme o organismo se adapta ao medicamento.

Continue tomando o medicamento mesmo se os sintomas da doença já tiverem melhorado. Para largar os antidepressivos, é importante ter a supervisão de um médico.

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