Como acabar com a birra das crianças

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Você está no supermercado e vê uma criança, aos berros, se jogando no chão, se contorcendo, xingando a mãe, chutando o pai, chorando litros, como se estivesse sentindo a maior dor do mundo. Antes de ser mãe, pensa: "que absurdo, que criança mal educada, cadê os pais que não tomam uma atitude?". Depois que se torna mãe, fatalmente esse dia chega para todas. Aí, você fica tão sem ação quanto aqueles pais do supermercado e, só então, os entende. Isso porque as birras são normais e fazem parte do desenvolvimento infantil. A seguir, veja algumas dicas para ajudar seu filho a superar esses momentos.

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Você está no supermercado e vê uma criança, aos berros, se jogando no chão, se contorcendo, xingando a mãe, chutando o pai, chorando litros, como se estivesse sentindo a maior dor do mundo. Antes de ser mãe, pensa: "que absurdo, que criança mal educada, cadê os pais que não tomam uma atitude?". Depois que se torna mãe, fatalmente esse dia chega para todas. Aí, você fica tão sem ação quanto aqueles pais do supermercado e, só então, os entende. Isso porque as birras são normais e fazem parte do desenvolvimento infantil. A seguir, veja algumas dicas para ajudar seu filho a superar esses momentos.

O porquê das birras

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O sistema nervoso, bem como as capacidades físicas e emocionais da criança, está em franco desenvolvimento até aproximadamente os sete anos de idade. Portanto, elas não sabem como lidar com boa parte de seus sentimentos. E quando se fala em frustração, então, tudo piora. Se para os adultos já é uma questão difícil de ser superada, para os pequenos o desafio é ainda maior. É natural que ao sentir-se frustrada a criança não saiba exatamente como expressar essa sensação e manifeste-a em forma de birra. Normal. Cabe aos pais, porém, arrumar formas de ajudar seus filhotes a entenderem e, com o tempo, resolver isso de forma mais amena.

A postura dos pais

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Quando a criança começa a apresentar os primeiros episódios de birra é muito comum que pais, sobretudo os de primeira viagem, entrem em pânico, afinal também não sabem como lidar com esse comportamento dos filhos. Sentimentos como raiva, nervosismo, apreensão, falta de controle e inabilidade tomam conta da família. Isso é muito natural, afinal tanto filhos como seus pais estão experimentando pela primeira vez uma situação difícil para todos. Mas, acalme-se: não é o fim do mundo, acontece em todas as famílias e passa. Basta ter paciência e não ignorar o fato.

Não diga "sim" para tudo

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Os pequenos precisam de limites. Como a criança ainda não tem controle de sua vida e, sobretudo de suas sensações, confia plenamente nos pais para que sejam seus guias, ditando o que fazer e indicando o caminho a seguir. Essa é, aliás, uma das principais responsabilidades dos cuidadores. Dizer "não" aos filhos e impor-lhes limites, mesmo que isso os deixe frustrados, é necessário. A criança que nunca é contrariada e tem todas suas vontades realizadas em casa vai sofrer muito quando receber as negativas da "vida lá fora". Começar a mostrar que nem tudo é do jeito e na hora que ela quer vai ensiná-la, aos poucos, a entender como o mundo funciona. Consequentemente, os episódios de birra tenderão a diminuir.

Seja mais presente

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Os tempos modernos fazem com que muitas mães e pais trabalhem o dia todo fora de casa, deixando os cuidados com os filhos a cargo de babás, parentes ou escolas. Todas as crianças precisam de proximidade familiar, necessitam se sentir amadas e especiais, sobretudo por seus pais. Por isso, mesmo que a rotina seja dura e estafante, dedicar um tempo de qualidade a seu filho quando estiverem juntos é fundamental para que ele se sinta importante. Criança amada é criança confiante. Dessa forma, terá mais recursos psíquicos para lidar com seus sentimentos negativos ao invés de abrir o berreiro e se atirar no chão ao primeiro sinal de frustração.

Não proteja demais

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A vida é mesmo assim, cheia de altos e baixos. E, por mais que doa nos pais, aceitar que seus filhos também passarão por frustrações e dores é necessário para formá-los mais preparados para lidar com seus desafios futuros. Não se deve proteger a criança de qualquer tristeza, perda ou frustração, pois ela precisa também experimentar essas sensações para que saiba, no futuro, lidar de forma mais equilibrada com essas situações. No início, as birras serão inevitáveis, mas com o tempo elas desaparecerão e o pequeno passará a lidar com as dificuldades de forma mais tranquila.

Não bata nas crianças

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É fato: uma hora ou outra você vai experimentar sentimentos negativos, como raiva ou nervosismo, frente a um "espetáculo" de birra de seu filho. Natural. Não se desespere ou sinta-se culpada, afinal mãe também é ser humano. Controle-se e nunca, em nenhuma situação, bata em seu filho na hora da birra. Isso só aumentará sua frustração e dor, fazendo-o ficar ainda mais nervoso e descontrolado. A violência só aumenta as dificuldades. Respire fundo, saia de perto, conte até dez, peça ajuda a outra pessoa, como o pai, a tia ou a avó e segure os ímpetos violentos. Birra é resolvida com compreensão, paciência e persistência. Nunca com violência!

Preveja birras e evite-as

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Você precisa ir ao supermercado e sabe que a criança não sabe lidar com o "não" como resposta ao desejo de comprar tudo o que ela quer? Evite a situação! Se possível, não leve a criança para o mercado ou, então, se não tiver com quem deixá-la, converse antes de sair de casa dizendo que ela poderá escolher apenas um item, preparando-a para o que virá pela frente.

Não ceda às manipulações

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Crianças repetem comportamentos bem sucedidos. Ou seja, se fez birra uma, duas ou três vezes, e papai e mamãe cederam a seus caprichos, ela vai repetir o mesmo modo de agir, afinal deu certo antes. Não ceder às manipulações é importantíssimo para acabar com os chiliques dos filhos. Mantenha-se firme em suas decisões, sobretudo as que impõem limites ao pequeno ditador.

Espere a crise passar e depois converse

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Qualquer pessoa, quando está muito transtornada, não consegue enxergar com clareza as situações nem escutar algo. Portanto, dar bronca ou conversar com seu filho no momento do chilique é perda de tempo e energia. Espere que ele se acalme e, então, converse com ele, explicando a situação e o porquê dela. É importante que seu filho entenda o que fez errado e, para isso, precisa estar calmo para poder ouvir o que você tem a ensinar.

Não deixe a criança sentir fome ou sono

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Crianças são seres em franca formação e não sabem expressar exatamente aquilo que as incomoda. Muitas vezes, os motivos dos maiores chiliques são apenas fome ou sono. Previna isso e não deixe os horários das refeições e do sono/soneca passarem sem a criança ser atendida. A rotina é a melhor amiga dos pais nesses casos.

Ignore a birra

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Sem plateia, não há espetáculo. Essa é uma das frases mais ditas em relação às birras dos filhos. E pode ter sentido. Muitas vezes, a criança só quer atenção e o faz por meio do protesto. Ignorar o fato pode surtir efeito, pois ela vê que não é assim que consegue o que quer. O ideal, depois, quando ela se acalmar, é você tentar entender o que ela precisa, que foi manifestado por meio da birra.

Paciência, persistência e compreensão sempre!

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Não tem outro jeito, sem estas três palavrinhas quase mágicas — paciência, persistência e a compreesão — quase nada na maternidade acontece. Ser mãe é vestir-se com essas três qualidades a todo momento. Na hora da birra, sobretudo, é necessário reforçar isso e munir-se de amor. Com ajuda e tempo, seu filho conseguirá se controlar frente a seus desafios e se tornará uma pessoa muito melhor. Boa sorte!

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