×
Loading ...

Dicas para falar de sexo com as crianças

James Woodson/Photodisc/Getty Images

Introdução

Falar de sexo com crianças pode ser uma tarefa complicada. Tudo depende da forma como a questão é encarada pelos pais. Se algumas optam pela naturalidade na hora de lidar com a sexualidade, outras famílias apostam nas metáforas para tornar tudo um pouco mais lúdico e agradável. No entanto, especialistas em psicologia infantil apontam que, quanto mais naturalmente o assunto for abordado, mais fácil será a assimilação por parte das crianças. Em cada faixa etária, o tema deve ser tratado de forma diferente, já que a capacidade de compreensão dos pequenos muda de acordo com a idade.

Comstock/Comstock/Getty Images

Identidade sexual

As dúvidas e curiosidades das crianças em relação ao sexo começam junto com outros questionamentos existenciais como de onde vieram. É normal que a criança exija respostas aos pais. Essa fase é um momento de descoberta e formação da identidade sexual das crianças. Uma conversa franca e aberta pode começar abordando as diferenças entre o corpo masculino e feminino, uma curiosidade comum nessa faixa etária. É preciso explicar também aos pequenos por que não se pode mostrar os órgãos genitais em público, por exemplo.

Getty Images/Lifesize/Getty Images

Desenhos

O uso de desenhos e ilustrações é muito útil para ensinar aos pequenos alguns conceitos básicos da relação sexual. Existem bons livros infantis disponíveis no mercado sobre o assunto, que contam com ilustrações para ajudar as crianças a conhecerem o assunto de forma lúdica. Nessa idade, que vai até os cinco ou seis anos, a criança ainda não precisa ser exposta aos detalhes da relação sexual, que serão entendidos posteriormente. É importante destacar que a história da cegonha já não tem o efeito que tinha antigamente. Melhor apostar em metáforas como o crescimento das árvores, que é algo natural. De qualquer forma, não é preciso inventar mentiras para os pequenos.

Chung Sung-Jun/Getty Images News/Getty Images

Sem medo

As perguntas das crianças podem provocar nos pais um sentimento de medo e incompreensão. Afinal, nem sempre é fácil entender como o seu filho descobriu certos termos, por exemplo. O ideal é lidar com o assunto sem medo. A criança, especialmente antes dos cinco anos, naturalmente vai perguntar como entrou na barriga da mãe ou por que os pais ficam nus. Procure sempre explicar esses e outros assuntos na linguagem deles. Muitas vezes, o tema não é fácil de lidar, nem mesmo com adultos. Mas é preciso investir na educação sexual dos pequenos para que eles ultrapassem qualquer barreira de vergonha ou desinformação que futuramente poderá se tornar um problema.

Visage/Stockbyte/Getty Images

Pesquisa

Quando as primeiras perguntas sobre sexo e sexualidade começarem, pesquise sobre o que seus filhos já sabem e como aprenderam. Descubra onde ouviram e quais as principais fontes de conhecimento deles. Pode ser da televisão, da internet, de conversas com os amigos ou mesmo algo registrado na rua. Sabendo a fonte deles, você poderá estabelecer uma relação de confiança com a criança, deixando claro que ela sempre pode contar com os pais para essa e outras dúvidas. Manter um canal aberto de comunicação é fundamental para uma educação sexual sadia e natural.

Pixland/Pixland/Getty Images

Nomes corretos

Uma situação muitas vezes constrangedora pela qual os pais passam ao abordar a sexualidade é quanto aos nomes dos órgãos genitais. Existe uma nomenclatura médica e uma série de outros nomes e apelidos populares, que variam entre culturas e regiões diferentes. O ideal é falar os nomes corretos dos órgãos do corpo humano. Evite apelidar os órgãos porque cada um carrega em si ideias que podem ser machistas ou agressivas. Com a ajuda de um desenho ou ilustração, explique como funcionam os órgãos genitais masculino e feminino. Ensine os nomes: pênis, vagina, vulva, junto com outros mais populares. Mas evite apelidos ou diminutivos.

Goodshoot/Goodshoot/Getty Images

Tomar banho com os pais

Durante a chamada primeira infância, antes dos seis anos, a criança costuma tomar banho com os pais. Essa é uma oportunidade para que os pequenos entendam a nudez como algo normal. Outro ponto que pode ser abordado nesses momentos é a mudança natural, lenta e gradual que ocorrerá no corpo da criança conforme ela vá crescendo. No entanto, chega uma certa idade em que eles já estão aptos a tomar banhos sozinhos. Trabalhe para que essa transição seja feita de forma natural e não brusca para não se tornar constrangedora.

Photos.com/Photos.com/Getty Images

Conversa aberta

A partir dos sete anos, aproximadamente, a criança entra em uma fase na qual já é capaz de compreender uma série de ideias que antes eram tratadas apenas de forma lúdica. É hora de um bate-papo mais adulto, por assim dizer. Assuntos mais sérios podem ser abordados, por exemplo: como acontece a relação sexual, os processos que geram uma gravidez e o que acontece durante os nove meses de gestação. Deixe a criança tirar todas as dúvidas sobre o assunto e mantenha, uma vez mais, o caminho de diálogo aberto para dúvidas futuras.

Chung Sung-Jun/Getty Images News/Getty Images

Masturbação

A partir dos nove anos, a criança se aproxima da pré-adolescência e, com isso, uma grande dose de hormônios passa a fazer parte da vida dela. É uma fase de muitas dúvidas a respeito de sexo, desejo e masturbação. Muitas famílias tratam o tema como tabu. Psicólogos, no entanto, apontam que a informação é a melhor fonte de lidar com o assunto. Evite abordar o tema como um constrangimento. É fundamental que os pequenos entendam que conhecer o próprio corpo é algo natural. O período entre os nove e os 15 anos de idade é a faixa-etária em que as mulheres têm a primeira menstruação e os homens, a primeira ejaculação.

Keith Brofsky/Digital Vision/Getty Images

Outros temas

Durante essas conversas sobre sexo, seja na fase dos desenhos ou do papo aberto, é importante ir introduzindo outros temas fundamentais referentes à sexualidade. Um deles é a questão da homossexualidade. Desde cedo, é preciso que a criança entenda que algumas pessoas se sentem atraídas por pessoas do mesmo sexo, o que é perfeitamente normal. Outro assunto considerado tabu são as doenças sexualmente transmissíveis. Falar de doenças não é fácil, mas as crianças devem saber as principais delas (aids, sífilis, gonorreia) e ter em mente que elas são transmissíveis em relações sexuais desprotegidas. É uma oportunidade também para mostrar como a camisinha funciona e como ela é uma aliada do sexo.

Thinkstock Images/Comstock/Getty Images

Olhe para si mesmo

Os pais devem olhar para si mesmos para educar seus filhos. Isso quer dizer que é importante analisar suas próprias crenças e valores em relação à sexualidade para orientar melhor os pequenos. Hoje em dia, as crianças são expostas a todo tipo de informação. Por isso, é importante que os pais tratem de temas mais sensíveis de forma natural. É função dos pais ajudá-las a compreender melhor os assuntos que as crianças assimilam. Lembre-se: a forma como os pais tratam a sexualidade durante a infância será a forma como o futuro adulto vai encarar a questão. Portanto, é fundamental que os pais tratem do assunto de forma natural, baseada nos princípios de uma educação sexual saudável.