Dicas para falar de sexo com as crianças

Uma conversa sincera com os filhos é fundamental para uma boa educação sexual

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Falar de sexo com crianças pode ser uma tarefa complicada. Tudo depende da forma como a questão é encarada pelos pais. Se algumas optam pela naturalidade na hora de lidar com a sexualidade, outras famílias apostam nas metáforas para tornar tudo um pouco mais lúdico e agradável. No entanto, especialistas em psicologia infantil apontam que, quanto mais naturalmente o assunto for abordado, mais fácil será a assimilação por parte das crianças. Em cada faixa etária, o tema deve ser tratado de forma diferente, já que a capacidade de compreensão dos pequenos muda de acordo com a idade.

Overview

Identidade sexual

É normal que a criança exija respostas aos pais

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As dúvidas e curiosidades das crianças em relação ao sexo começam junto com outros questionamentos existenciais como de onde vieram. É normal que a criança exija respostas aos pais. Essa fase é um momento de descoberta e formação da identidade sexual das crianças. Uma conversa franca e aberta pode começar abordando as diferenças entre o corpo masculino e feminino, uma curiosidade comum nessa faixa etária. É preciso explicar também aos pequenos por que não se pode mostrar os órgãos genitais em público, por exemplo.

Desenhos

O uso de desenhos é útil para ensinar aos pequenos alguns conceitos básicos da relação sexual

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O uso de desenhos e ilustrações é muito útil para ensinar aos pequenos alguns conceitos básicos da relação sexual. Existem bons livros infantis disponíveis no mercado sobre o assunto, que contam com ilustrações para ajudar as crianças a conhecerem o assunto de forma lúdica. Nessa idade, que vai até os cinco ou seis anos, a criança ainda não precisa ser exposta aos detalhes da relação sexual, que serão entendidos posteriormente. É importante destacar que a história da cegonha já não tem o efeito que tinha antigamente. Melhor apostar em metáforas como o crescimento das árvores, que é algo natural. De qualquer forma, não é preciso inventar mentiras para os pequenos.

Sem medo

A cumplicidade dos pais é importante para uma boa educação sexual

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As perguntas das crianças podem provocar nos pais um sentimento de medo e incompreensão. Afinal, nem sempre é fácil entender como o seu filho descobriu certos termos, por exemplo. O ideal é lidar com o assunto sem medo. A criança, especialmente antes dos cinco anos, naturalmente vai perguntar como entrou na barriga da mãe ou por que os pais ficam nus. Procure sempre explicar esses e outros assuntos na linguagem deles. Muitas vezes, o tema não é fácil de lidar, nem mesmo com adultos. Mas é preciso investir na educação sexual dos pequenos para que eles ultrapassem qualquer barreira de vergonha ou desinformação que futuramente poderá se tornar um problema.

Pesquisa

As crianças aprendem muito também com outras crianças

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Quando as primeiras perguntas sobre sexo e sexualidade começarem, pesquise sobre o que seus filhos já sabem e como aprenderam. Descubra onde ouviram e quais as principais fontes de conhecimento deles. Pode ser da televisão, da internet, de conversas com os amigos ou mesmo algo registrado na rua. Sabendo a fonte deles, você poderá estabelecer uma relação de confiança com a criança, deixando claro que ela sempre pode contar com os pais para essa e outras dúvidas. Manter um canal aberto de comunicação é fundamental para uma educação sexual sadia e natural.

Nomes corretos

Na escola, as crianças aprendem os nomes corretos das partes do corpo

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Uma situação muitas vezes constrangedora pela qual os pais passam ao abordar a sexualidade é quanto aos nomes dos órgãos genitais. Existe uma nomenclatura médica e uma série de outros nomes e apelidos populares, que variam entre culturas e regiões diferentes. O ideal é falar os nomes corretos dos órgãos do corpo humano. Evite apelidar os órgãos porque cada um carrega em si ideias que podem ser machistas ou agressivas. Com a ajuda de um desenho ou ilustração, explique como funcionam os órgãos genitais masculino e feminino. Ensine os nomes: pênis, vagina, vulva, junto com outros mais populares. Mas evite apelidos ou diminutivos.

Tomar banho com os pais

A hora do banho é também um momento de conhecer o próprio corpo

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Durante a chamada primeira infância, antes dos seis anos, a criança costuma tomar banho com os pais. Essa é uma oportunidade para que os pequenos entendam a nudez como algo normal. Outro ponto que pode ser abordado nesses momentos é a mudança natural, lenta e gradual que ocorrerá no corpo da criança conforme ela vá crescendo. No entanto, chega uma certa idade em que eles já estão aptos a tomar banhos sozinhos. Trabalhe para que essa transição seja feita de forma natural e não brusca para não se tornar constrangedora.

Conversa aberta

A conversa aberta é aliada da educação sexual

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A partir dos sete anos, aproximadamente, a criança entra em uma fase na qual já é capaz de compreender uma série de ideias que antes eram tratadas apenas de forma lúdica. É hora de um bate-papo mais adulto, por assim dizer. Assuntos mais sérios podem ser abordados, por exemplo: como acontece a relação sexual, os processos que geram uma gravidez e o que acontece durante os nove meses de gestação. Deixe a criança tirar todas as dúvidas sobre o assunto e mantenha, uma vez mais, o caminho de diálogo aberto para dúvidas futuras.

Masturbação

Dos nove aos 15 anos, a mulher tem a primeira menstruação

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A partir dos nove anos, a criança se aproxima da pré-adolescência e, com isso, uma grande dose de hormônios passa a fazer parte da vida dela. É uma fase de muitas dúvidas a respeito de sexo, desejo e masturbação. Muitas famílias tratam o tema como tabu. Psicólogos, no entanto, apontam que a informação é a melhor fonte de lidar com o assunto. Evite abordar o tema como um constrangimento. É fundamental que os pequenos entendam que conhecer o próprio corpo é algo natural. O período entre os nove e os 15 anos de idade é a faixa-etária em que as mulheres têm a primeira menstruação e os homens, a primeira ejaculação.

Outros temas

A criança precisa conhecer o funcionamento da camisinha

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Durante essas conversas sobre sexo, seja na fase dos desenhos ou do papo aberto, é importante ir introduzindo outros temas fundamentais referentes à sexualidade. Um deles é a questão da homossexualidade. Desde cedo, é preciso que a criança entenda que algumas pessoas se sentem atraídas por pessoas do mesmo sexo, o que é perfeitamente normal. Outro assunto considerado tabu são as doenças sexualmente transmissíveis. Falar de doenças não é fácil, mas as crianças devem saber as principais delas (aids, sífilis, gonorreia) e ter em mente que elas são transmissíveis em relações sexuais desprotegidas. É uma oportunidade também para mostrar como a camisinha funciona e como ela é uma aliada do sexo.

Olhe para si mesmo

A sexualidade é também um processo de autoconhecimento

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Os pais devem olhar para si mesmos para educar seus filhos. Isso quer dizer que é importante analisar suas próprias crenças e valores em relação à sexualidade para orientar melhor os pequenos. Hoje em dia, as crianças são expostas a todo tipo de informação. Por isso, é importante que os pais tratem de temas mais sensíveis de forma natural. É função dos pais ajudá-las a compreender melhor os assuntos que as crianças assimilam. Lembre-se: a forma como os pais tratam a sexualidade durante a infância será a forma como o futuro adulto vai encarar a questão. Portanto, é fundamental que os pais tratem do assunto de forma natural, baseada nos princípios de uma educação sexual saudável.

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