O que é uma doca seca

••• military ship in dry dock image by Vasyl Dudenko from <a href='http://www.fotolia.com'>Fotolia.com</a>

Seja em forma de um navio submersível, com nome e número oficiais ou como uma vala, às vezes com lados e base permanente, uma doca seca tem um único propósito: o escoramento de um navio, fora da água, enquanto construções, reparos ou modificações são feitas. As docas secas auxiliam os construtores navais nessas funções há dois mil anos.

História

Uma doca é o corpo de água entre píeres, ou ao lado de um píer, onde os navios carregam e descarregam ou passam por reparos. Uma doca seca é preenchida com água e depois drenada, ao receber um navio, onde serão feitos reparos e manutenção.

Ao longo de 22 séculos, as docas secas evoluíram. As originais, descritas pelo escritor grego Ateneu, foram construídas no Egito e eram valas secas onde os navios eram construídos e reparados. Terminado o trabalho, a vala era aberta para o mar e a inundação resultante fazia o navio flutuar. (Veja a referência 1)

Na Europa, uma doca seca encomendada em 1495, pelo então rei da Inglaterra, Henrique VII, serve hoje como a casa do HMS Vitória, no Estaleiro Histórico de Portsmouth. O Vitória foi o carro-chefe do vice-almirante Horatio Lord Nelson, na vitória da Marinha Real sobre as frotas francesas e espanholas em Trafalgar, Espanha, em 1805, sendo então o navio de guerra encomendado mais antigo do mundo. (Veja a referência 2)

Tipos

Existem dois tipos de doca seca. O primeiro é um dique seco (ou doca seca) semelhante aquele usado pelos egípcios, ou seja, uma vala que é aberta quando o navio está posicionado para partir.

O segundo tipo é a doca flutuante que consiste de um navio submersível. Essas docas tem números oficiais como qualquer outro navio, e muitas delas tem nomes. A maior doca flutuante do mundo está no Terminal Internacional de Cruzeiros Shangai, na cidade de Yangzhou, na China. Com 410 metros, a doca seca Mt. Emei Shan é grande o suficiente para submergir, capturar e levantar os Very Large Crude Carries, os maiores navios em operação do mundo.

Enchendo a doca

Seja a doca seca ou flutuante, o contraventamento do chão desse local é primeiramente ajustado para segurar a quilha, a espinha dorsal do navio, que carrega o seu peso, em seguida, a doca seca é preenchida com água. Esse processo é feito através de válvulas que são abertas para que a água preencha a doca.

A doca flutuante preenche os seus "compartimentos" com água, fazendo com a doca afunde na água de maneira controlada até uma profundidade pré-determinada, baseada no navio, ou seja, baseada na profundidade com a qual o navio está na água. Para navios pequenos, a profundidade pode ser de apenas 4,50 m ou 6 m. Já com maiores navios, como os petroleiros, essa profundidade pode ser de 24 m ou até mesmo 30 m. Mesmo nessas profundidades, a cabine de comando e a estrutura superior da doca seca permanecerá acima da água.

A doca seca comum abre as suas comportas para permitir a entrada do navio.

Prendendo o navio

Em docas secas ou flutuantes, o navio entra lentamente, alinhando-se o mais perto possível da linha central da câmara de ancoragem para se prender as fixações abaixo da quilha quando a doca flutuante levanta ou o dique seco é drenado. Cabos de ancoragem são colocados pelo o navio e apertados, para mantê-lo no local.

Secando a doca

Quando o navio está posicionado, a doca seca fecha as suas comportas e bombeia a água para fora da câmara, criando um espaço seco para trabalho ao redor e abaixo do navio. Nas docas flutuantes, as bombas são iniciadas, retirando a água das câmaras de inundação, fazendo com que a doca flutue e levante o navio da água. Para sair da doca, o processo é simplesmente invertido.

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