A estrutura óssea dos répteis

the skull of the giant reptile image by Natalia Pavlova from Fotolia.com

A morfologia dos répteis é incrivelmente diversificada. Eles se ramificaram logo no início de sua evolução, o que resultou na criação de diversas criaturas, como tartarugas, cobras e dinossauros. De maneira semelhante, os esqueletos dos répteis são igualmente variados.

Crânio

Os primeiros répteis que evoluíram há 300 milhões de anos atrás eram chamados de anapsídeos. Eles não tinham a fenestra temporal, um buraco grande na parte de trás do crânio. Acredita-se que as tartarugas sejam anapsídeos que sobreviveram, embora seja possível também que elas tenham re-evoluído essa estrutura do crânio ao longo do tempo. Os répteis que surgiram posteriormente divergiram-se em dois grupos. Entre os sinapsídeos, incluem-se os mamíferos de hoje e os répteis semelhantes a mamíferos, que possuem uma única fenestra temporal. Enquanto isso, o grupo dos diapsídeos inclui todos os outros répteis verdadeiros. Eles possuem duas fenestras temporais, que dão espaço para os músculos da mandíbula e mordidas mais poderosas.

Adaptações

Os répteis são melhores adaptados para lidar com rigor da vida na terra do que seus ancestrais anfíbios. Eles possuem ossos mais compactos nos pés e uma espinha dorsal mais flexível. Outra característica que os diferencia dos anfíbios é que os répteis modernos possuem diversas vértebras conectadas aos ossos superiores da pélvis, que proporcionam uma conexão ampliada entre os membros posteriores e o esqueleto. Os anfíbios, por sua vez, possuem apenas uma vértebra conectada, enquanto os primeiros répteis tinham duas.

Resistência

De acordo com o livro The Age of Reptiles, de Edwin Harris Colbert, os répteis possuem uma articulação bem definida entre os ossos e uma estrutura óssea mais eficiente, o que faz com que eles tenham um esqueleto um pouco mais resistente. Isso também é perceptível no crânio, pois ele protege firmemente o cérebro e oferece uma base para o funcionamento da mandíbula.

Tartarugas

As tartarugas têm uma das modificações ósseas mais interessantes entre os répteis. Sua coluna vertebral e costelas são fundidas aos ossos no interior do casco superior. As vértebras do pescoço e rabo são pequenas o suficiente para permitir uma grande flexibilidade de modo que a maioria das tartarugas consegue retrair-se para dentro do casco. Os membros anteriores são conectados à parte inferior do casco por uma cintura escapular que se estende ao longo do corpo da tartaruga a partir da coluna vertebral.

Cobras

A estrutura óssea das cobras é única. O site Pet Education afirma que as costelas das cobras estão ligadas a todas as vértebras, que totalizam entre 130 e 500, exceto às da cauda. Algumas jiboias e pítons conservam uma pélvis vestigial utilizada para reprodução. Os ossos do crânio são conectados por ligamentos elásticos, enquanto as juntas da mandíbula possuem articulações duplas e são posicionadas na parte posterior para que a cobra possa esticar a sua boca e passar suas presas através dela. Os dentes são voltados para trás e há duas fileiras na mandíbula superior e uma na inferior. Suas presas ocas e sulcadas podem injetar veneno.

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