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Invenções estúpidas que faturaram muito dinheiro

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Introdução

Desde a pré-história, a humanidade evoluiu em uma velocidade impressionante graças ao surgimento de invenções fantásticas. Algumas ideias ajudaram os homens a percorrer grandes distâncias em menor tempo, se proteger do frio, do calor e da umidade. Outras permitiram acabar com doenças e prolongar a expectativa de vida das pessoas. Mas nem toda invenção é genial: algumas não têm utilidade alguma e não passam de bobagens. Isso não quer dizer que elas não possam render muito dinheiro. Nunca faltará alguém disposto a pagar bem por algo tão desnecessário quanto uma dentadura com um dente a menos. Descubra algumas invenções tolas que faturaram (ou podem faturar) milhões.

Antenna Balls/Divulgação

Antenna Balls

Um belo dia, alguém teve a ideia de colocar um enfeite na antena de rádio do seu carro. Algum tempo passou e outras pessoas resolveram copiar a ideia. Até aí, tudo bem. Mas e se alguém resolvesse transformar a ideia em um produto e sair vendendo por aí? Pois o norte-americano Jason Wall não só topou a empreitada como ainda bolou um modelo “especial”: uma bolinha amarela com um rosto estilizado. Boboca, não? Mas a invenção deu certo, se tornou uma febre nos Estados Unidos e rendeu milhões de dólares a seu criador. Hoje, é vendido em vários desenhos diferentes.

Big Mouth/Divulgação

Big Mouth Billy Bass

Desde séculos atrás, pescadores costumavam exibir exemplares de peixes empalhados, que capturavam em alguma ocasião. Esse tipo de produto se banalizou a tal ponto que os animais começaram a ser vendidos em lojas, como simples item de decoração, e não um grande troféu. O que poderia ser feito para aperfeiçoar a ideia original e sair da mesmice? Algum "gênio" achou que deveria criar um... peixe falante! Por mais ridícula que a ideia possa parecer, a verdade é que muita gente achou interessante. E a empresa que lançou o invento, a Gemmy Industries, se deu bem: milhões de exemplares foram comercializados desde 2000, quando o objeto foi criado.

Snuggie/Divulgação

Snuggie

Sabe aqueles dias em que o frio é tão rigoroso que você quer assistir à TV enrolado nas mantas? E como fazer para mexer no controle remoto ou comer aquela pipoquinha durante o filme? Gary Clegg enfrentou esse problema em 1997, quando estudava na University of Maine. A solução que encontrou foi estranha, mas bastante engenhosa: criar um cobertor com mangas. O invento, conhecido como snuggie, é meio esquisito, mas pegou rapidamente: dezenas de milhões de exemplares foram vendidos desde então. Clegg, o jovem inventor, agora é um homem rico e entrou para a galeria dos empreendedores inusitados da América.

Fit Deck

FitDeck

Após medir seu peso pela última vez, você se preocupou com os quilinhos a mais e resolveu fazer exercícios. E se, em vez de malhar em alguma academia, você simplesmente comprasse uns cartõezinhos que ensinam como se exercitar? A ideia pode parecer absurda, mas nem todo mundo pensa assim. Tanto é que o inventor dessa proposta emplacou um grande sucesso nos Estados Unidos. Inventadas por Phil Black, as chamadas FitDeck são pequenas cartolinas que trazem desenhos e dicas instrutivas no verso. Ao preço de US$ 19, se tornaram mania e renderam um faturamento anual superior a US$ 4,7 milhões.

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Mouse de computador

Imagine se as lojas de eletrodomésticos começassem a vender televisores em que você precise manusear não só um controle remoto, mas dois ao mesmo tempo. Bizarro, não? Pois essa foi a sensação dos usuários dos antigos computadores em 1968. Em dezembro desse ano, o norte-americano Douglas Engelbart apresentou um acessório complementar ao teclado, formado por dois cilindros dentro de uma pequena caixinha de madeira. Trabalho dobrado, em uma época em que os equipamentos não se destacavam pela praticidade. Mas curiosamente, a ideia deu tão certo que invadiu a rotina de todos. Hoje, ninguém consegue viver sem o velho e bom mouse.

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Bola 8 Mágica

Em 1946, o jovem Albert Carter resolveu se tornar um empreendedor. Para isso, uniu seus talentos à influência profissional de seu pai, um vidente de relativo sucesso. O resultado foi a criação de uma esfera mágica, semelhante às das partidas de sinuca, que seria usada para dar respostas sobre o futuro. Sim, uma bola de bilhar que prevê o futuro. Por mais besta que possa parecer, o negócio se tornou um sucesso estupendo. Com seu amigo Abe Bookman, criou a Alabe Crafts Company e venderam milhões e milhões de exemplares. Basta fazer uma pergunta e lançá-la. Segundos depois, aparecem respostas como “certamente”, “provavelmente” ou “muito difícil”, entre outras.

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Billy-Bob Teeth

Jonah White era mais um jovem norte-americano como tantos outros. Chegou à universidade, mas queria mesmo seguir a carreira de jogador de futebol (o deles, claro). Quando viu que não conseguiria realizar seu sonho, resolveu apelar e lançou um produto pra lá de inútil: próteses falsas, com dentes tortos ou alguns a menos. Ninguém em sã consciência pagaria US$ 10 para exibir um sorriso banguelo. Mas, pelo visto, o que não falta no mundo é maluco. Somente nos Estados Unidos, mais de 15 milhões de unidades foram vendidas desde 1994. White, obviamente, ficou muito rico e está rindo à toa. Certamente, com todos os dentes intactos.

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Koosh ball

No final dos anos 1980, o norte-americano Scott Stillinger estava morrendo de tédio em seu escritório. Para se distrair um pouco, resolveu juntar todos os elásticos que estavam em sua mesa e os juntou até formar uma pequena bola saltitante. Uma invenção pueril que poderia ter morrido ali mesmo, caso seu chefe lhe empurrasse um pouco de trabalho. Mas não foi o que aconteceu: ele levou a bola para seus filhos brincarem e, em poucos dias, todas as crianças do bairro queriam uma. Resultado: a invenção maluca se tornou uma febre e foi o brinquedo mais vendido no Natal de 1988.

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O osso da galinha

Ao comer um frango assado, é comum encontrar no animal um osso inusitado, em forma de “Y”. Com o passar dos anos, esse pedaço se tornou uma espécie de medidor de sorte. Duas pessoas seguram as extremidades e tentam quebrá-las. Quem ficar com o maior pedaço, terá uma vida melhor. E não é que um maluco resolveu lançar uma versão em plástico do chamado “osso da sorte”? O mais incrível é que o negócio deu certo. Ken Ahroni teve a ideia em 1999, durante um jantar de Ação de Graças. Resultado: ele vendeu milhões de exemplares desde então e o faturamento de sua empresa já chega a um milhão de dólares por ano. Sortudo!

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Caxirola

Na Copa do Mundo de 2010, os torcedores se estressaram com o barulho ensurdecedor da vuvuzela, a corneta dos torcedores sul-africanos. Os organizadores do mundial de 2014, porém, resolveram criar um novo instrumento, exclusivamente para os jogos no Brasil. A ideia já seria duvidosa o suficiente, mas o Comitê Organizador Local (COL) ainda convocou o músico baiano Carlinhos Brown para elaborar algo bem barulhento. E assim surgiu a caxirola. Uma empresa assumiu a missão de fabricar os pequenos objetos de plástico e deve ganhar bilhões de dólares. Desde que a Fifa, a entidade máxima do futebol mundial, não proíba o produto de entrar nos estádios, como andou ameaçando.