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Mosteiros e conventos na Idade Média

Em quase todos os livros ou filmes que descrevem a Idade Média, os monges e as freiras são representados como um elemento constituinte da sociedade. Embora os acadêmicos divirjam se esses homens e mulheres realmente caminharam entre o povo, em vez de permanecer na clausura, existem poucas dúvidas de que a vida monástica atraiu muitas pessoas durante esse período. Eles passavam a maior parte de suas vidas em condições extremamente contrastantes do europeu convencional.

Os monges eram geralmente encarregados de preservar materiais eruditos (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Mosteiros e conventos

Predominantemente, os monges e as freiras da Idade Média viveram em mosteiros e em conventos, respectivamente. Em regra, cada uma dessas comunidades era muito exclusiva, privada e segregada. Ninguém tinha permissão de entrar, a menos que tivesse negócios especiais a tratar, e a única exceção à segregação sexual era caso o padre que oferecesse a missa no convento ou próximo a ele. As ordens religiosas da Idade Média, fossem compostas por monges, freiras ou ambos, eram geralmente dedicadas a objetivos religiosos que exigiam que esses homens e mulheres mantivessem distância de distrações sociais. Os mosteiros e conventos permitiam a essas pessoas viverem de doações à igreja e serem totalmente devotas a seu trabalho em suas ordens religiosas.

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A vida em clausura

Uma das poucas ocasiões em que um monge ou freira em clausura poderia ser visto por um membro da sociedade era na missa de domingo. Naqueles dias, havia menos paróquias e igrejas, e as viagens eram difíceis, então era comum que os mosteiros e conventos abrissem suas portas aos domingos para todos os cristãos. As pessoas que participavam das missas nesses locais frequentemente comentavam sobre a qualidade dos coros no estilo barroco.

Nos outros dias, entretanto, mosteiros e conventos permaneciam fechados, permitindo aos monges e freiras que rezassem, venerassem e trabalhassem sem distúrbios, cada um em seu pequeno quarto. Embora a maioria desses religiosos vivesse para rezar, algumas ordens eram especialmente dedicadas a outras tarefas também, como reproduzir escritos eruditos ou produzir trabalhos artísticos. Com pouca coisa para distraí-los no resto do dia, os habitantes dos mosteiros e conventos eram os baluartes de sabedoria e arte durante a Idade Média.

Eremitas

Em alguns casos, um monge ou uma freira recebiam permissão de um conselheiro espiritual para se afastarem ainda mais da sociedade, vivendo em total isolamento em pequenas cabanas, com exceção de alguns dias por ano para irem à missa. Apesar de que os eremitas fossem raros, os livros de história estão cheios de exemplos de como esses homens e mulheres impactaram a sociedade, porque sua completa dedicação ao sagrado e à sabedoria permitia que dessem conselhos desinteressados para quem os procurasse.

Conselheiros espirituais

Enquanto alguns monges e freiras viviam com simplicidade em seus mosteiros e conventos, e embora os eremitas vivessem com ainda menos luxo, alguns religiosos eram requeridos a acompanhar os bispos e reis como conselheiros. Nesses casos, somente através de sua autodisciplina eles se mantinham tão simples quanto o possível, apesar dos luxos ao seu redor. Um excelente exemplo disso é Gregório I, que, antes de se tornar um papa, ficava na corte real em Constantinopla para fornecer exemplos e conselhos espirituais.

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Referências

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