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Mulheres da Bíblia que oraram para terem filhos

Nos tempos bíblicos, as crianças eram uma parte vital do status social e econômico de uma família. Quando as famílias não tinham crianças, assumia-se que os homens não teriam gerações. Além do amor materno, era muito importante para as mulheres não deixar que os maridos parecessem inferteis diante da sociedade; dessa forma, o único tratamento de fertilidade apropriado aceito pela Bíblia era a oração. O nascimento de filhas são raramente relatados na Bíblia e a maternidade só era considerada bem-sucedida quando a criança era um menino.

Apesar de entendermos de onde vêm os bebês melhor do que as mulheres da Bíblia, nós ainda os vemos como presentes eternos (BananaStock/BananaStock/Getty Images)

Rebeca (Gênesis 27 - 27)

A promessa de incontáveis ​​descendentes a Abraão teve um início lento, de acordo com relatos da Bíblia. Sara, a esposa, teve apenas um filho, Isaac (embora não exista nenhum registro de orações por uma criança). Isaac casou-se com Rebeca, mas foram necessários 20 anos de oração de ambos para que ela conseguisse a primeira e única gravidez, dos gêmeos Esaú e Jacó.

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Raquel (Gênesis 29 - 31, etc.)

A história de Raquel define um padrão de narrativas na Bíblia sobre mulheres especialmente apreciadas pelos respectivos maridos, apesar dos problemas de fertilidade. Ela foi a primeira escolha de Jacó, mas ele precisou casar-se com a irmã dela, Léia, que não tinha problemas para engravidar. Raquel assumiu a liderança da avó do marido, Sara, e teve filhos através da serva Bila. Ela também negociou com a irmã a utilização de um tratamento de fertilidade com ervas e raízes de mandrágora. Ela, finalmente, teve dois filhos, José e Benjamin, últimos filhos registrados de Jacó. Raquel morreu logo após dar a luz ao segundo filho.

Tamar (Gênesis 38)

O problema de fertilidade de Tamar é um dos poucos casos bíblicos onde a responsabilidade não é diretamente da mulher, e ela é uma das poucas mães bíblicas que toma ações diretas, além de orar, para ter um filho. O problema de Tamar é que o marido, neto de Jacó e filho de Judá, morreu antes de ter filhos. De acordo com a lei e costumes da época, a responsabilidade de engravidar Tamar era dos outros filhos de Judá, apesar de a criança ser considerada filho do irmão morto. O segundo irmão também morreu, e Judá teve medo de enviar o filho mais novo para Tamar. Então, Tamar engana Judá, engravida dele e, disfarçando-se de prostituta, torna-se a avó do rei Davi.

Ana (1 Samuel 1:1-2:21)

Ana é provavelmente a mulher mais conhecida por orações de fertilidade que, segundo a história, foi tão fervorosa que um sacerdote olhando para ela achou que estivesse bêbada. Assim como Raquel, Ana foi valorizada pelo marido, apesar da esterilidade e de ser desprezada pela outra esposa dele. Elcana, marido de Ana, perguntou a ela por que o amor dele não era o suficiente. Isso talvez a tenha libertado para prometer devolver o filho para Deus, se ela conseguisse se tornar mãe. O filho, Samuel, tornou-se o grande profeta que ungiu e aconselhou os dois primeiros reis de Israel e Judá.

Isabel (Lucas 1:5 - 80)

O Novo Testamento é muito mais preocupado com a política de ocupação do que com a fertilidade, mas esta passagem possui elementos da história de Abraão e Sara, com o nascimento de uma criança de pais idosos que já haviam desistido de terem filhos. Isabel era prima de Maria, a mãe de Jesus, e o filho foi o grande profeta conhecido como João Batista. O marido, sacerdote Zacarias, teve que ficar mudo quando soube que Isabel teria um filho e não pode falar até que a criança nascesse.

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Referências

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