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O papel da mulher na Charia Islâmica

O papel da mulher na Charia, ou lei Islâmica, é complexo e frequentemente mal entendido tanto por muçulmanos quanto não-muçulmanos. Direitos do casamento, diretos a propriedade e diretos políticos e sociais são questões centrais relacionadas ao lugar da mulher na Charia. De acordo com a professora da Virginia Commonwealth University Islamic Studies, Amina Wadud, as próprias mulheres no Islão descordam sobre o que significa ser uma mulher muçulmana. Esses direitos e papéis são vistos diferentemente baseados no país de origem e na interpretação do Corão, o livro sagrado muçulmano.

O papel da mulher no Charia é afetado por variáveis como facção e país de origem (Thinkstock Images/Comstock/Getty Images)

Posição política e social

O papel das mulheres na política e na vida social varia pela interpretação da Charia. Algumas interpretações veem mulheres como inferiores aos homens e puníveis por ofensas baseadas em gênero, como ataques por homens. Mulheres vivendo sob tais interpretações da Charia podem não ter direito ao voto ou direito de viajar sem a permissão de um homem e pode ser necessário que cubram seus corpos, cabeças e faces completamente de preto. Reciprocamente, alguns estudiosos indicam que o Islão tem uma tradição de exigir educação para mulheres e de tratá-las com reverência.

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Posse de propriedade

Na revista "Sufism: An Inquiry", o Dr. Nahid Angha escreveu que mulheres enfrentam menos obrigações e mais escolhas no uso de suas finanças que os homens. Elas têm controle sobre suas propriedades e recebem uma mesma parte de propriedade depois do divórcio. No entanto, algumas sociedades islâmicas enfrentam uma realidade diferente. Alguns ativistas dos direitos das mulheres criticam a Charia por dar à elas a metade dos direitos dos homens em relação à herança.

Direitos de casamento

Algumas interpretações da Charia favorecem homens ao invés das mulheres em termos de direitos de casamento. Maridos podem divorciar as esposas simplesmente ao proclamar três vezes que irão se divorciar, enquanto algumas mulheres enfrentam considerável dificuldade para obter o divórcio. Da mesma maneira, homens podem bater em suas mulheres e até ter múltiplas esposas, práticas que proponentes de direitos humanos criticam profundamente. Em tradições mais moderadas, no entanto, mulheres casadas podem conseguir um status legal que carrega tanta importância quanto os maridos.

Diferenças facciosas e nacionais

Variações na interpretação da Charia e suas regras para mulheres podem estar ligadas a regiões. Enquanto muitas mulheres muçulmanas nos Estados Unidos, Europa e alguns países do Oriente Médio como Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, têm a liberdade para escolher suas próprias carreiras, cuidar do próprio dinheiro e votar, mulheres em países como Arábia Saudita e Somália podem enfrentar punições severas por crimes de comportamento indecente sob a lei da Charia. Por exemplo, cerca de 25 mulheres jordanianas por ano são vítimas das chamadas matanças de honra se elas são abusadas sexualmente por um homem que não seja seu marido.

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Referências

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