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Semelhanças entre o capitalismo e o mercantilismo

O mercantilismo e o capitalismo compartilham algumas semelhanças, já que ambos são filosofias econômicas e políticas de criação de riqueza. Mas em termos de perspectivas políticas, essas teorias divergem bastante. O capitalismo é uma evolução da filosofia mercantilista que incorpora os ideais que estavam ausentes no mercantilismo, principalmente a premissa de que a liberdade do indivíduo é crucial para a criação de riqueza. Como uma filosofia econômica, o mercantilismo foi abandonado à medida que o capitalismo se tornava a norma da ordem econômica global. No entanto, aspectos da filosofia mercantilista sobrevivem em algumas economias modernas.

O mercantilismo e o capitalismo são filosofias de criação de riqueza (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Origens do mercantilismo

O mercantilismo surgiu no século 16. Coincidiu com a maturação dos Estados-nação europeus e o crescimento de uma classe de comerciantes que controlava as rotas comerciais. Esses empresários tinham a intenção de manter um superávit comercial, pois acreditava-se que essa era a única forma de acumular riqueza a partir dos lucros comerciais. Os comerciantes agiam em estreita colaboração com os governantes para impor tarifas de importação. Essa filosofia foi guiada pela crença de que a riqueza só poderia ser sustentada impedindo outros países de negociar de forma competitiva. O mercantilismo foi uma doutrina econômica patrocinada pelo Estado que buscava monopólios comerciais à custa de outras nações, mesmo que isso significasse fazer guerra.

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Evolução do capitalismo

O capitalismo derivou do mercantilismo quando o princípio da liberdade pessoal criou raízes na Europa nos séculos 18 e 19. Ele abraçou a crença de que as pessoas devem ter a liberdade de criar riqueza sem impedimentos por controle social ou do governo. As ideias do capitalismo receberam ajuda do crescimento de uma classe média que procurou investir e compartilhar a riqueza que estava sendo monopolizada pelos comerciantes e as classes dominantes. Com o surgimento da Revolução Industrial no século 19, a criação de riqueza mudou do acúmulo de ouro e prata para manufaturados, capacitando uma nova classe de negócios que construiu fábricas e bens produzidos para mercados externos.

Semelhanças de função

O mercantilismo e o capitalismo defendem a criação de riqueza. Ambas as doutrinas econômicas reconhecem que os mercados no exterior são cruciais para a obtenção de riqueza. Ambas contêm classes mercantis que são essenciais para a manutenção do comércio, e ambas são sensíveis ao ambiente político que lhes permitiu se dedicar ao comércio e aos investimentos. Mas para além dessas linhas gerais, o mercantilismo e o capitalismo divergem em filosofias econômicas e políticas. O mercantilismo vê a riqueza em bens tangíveis de ouro e prata, enquanto o capitalismo vê riqueza na produção de bens manufaturados. O mercantilismo foi uma forma de nacionalismo econômico, enquanto o capitalismo é indiferente a fronteiras políticas; os lucros são movidos pela oferta e demanda de mercados, onde quer que estejam.

Economias mistas modernas

Em um contexto moderno, o mercantilismo ainda sobrevive na forma de "economias mistas" em todo o mundo. São economias que não são puramente capitalistas, mas incorporam algum controle do governo. Tal como aconteceu com os Estados-nação europeus dos séculos 16 e 17, a China intervém ativamente na sua economia para manter um superávit comercial. Ela mantém artificialmente o valor da moeda baixo para manter os custos de trabalho baixos. Isso resulta em exportações que são baratas de fabricar, mas rentáveis em mercados estrangeiros. Outras economias da Europa e os Estados Unidos impõem uma certa quantidade de controle do governo para regular economias e indústrias em áreas como os direitos dos trabalhadores e a proteção ambiental.

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Referências

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