Tipos de palcos teatrais

Os palcos proscênios são os mais comuns nos teatros ocidentais

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Na Grécia Antiga, as peças eram representadas em anfiteatros que, às vezes, abrigavam até 25.000 pessoas. Os atores, sem o benefício dos microfones, tinham que atuar em um estilo declamatório, o que não pareceria natural para os públicos modernos. Ao longo da história do teatro, a arquitetura dos palcos influenciou o estilo do teatro e vice-versa. Hoje, há quatro tipos básicos de palcos teatrais.

Palco proscênio

O tipo de palco mais tradicional para o teatro é o proscênio, em que o público senta-se em fileiras de frente para o palco. O próprio proscênio é a parede que separa o palco do auditório – onde o público senta – e parece uma moldura ao redor da área de atuação. Alguns palcos desse tipo são "inclinados", o que significa que a superfície é inclinada em um ângulo que proporciona uma melhor visão da área "traseira" do palco – aquela bem distante do público.

Os palcos proscênios são ideais para atuação e estilos de produção realistas. As área das coxias, ao lado esquerdo e direito do palco, assim como a do urdimento – o espaço em cima do palco – são camufladas pela parede do proscênio. Em muitas produções, cenários inteiros são escondidos nessas áreas, de modo que os assistentes de palco possam mudar completamente o cenário do palco entre as cenas, criando a ilusão realística de um local diferente para a próxima cena.

Palco arena

Nesse tipo de espaço, o público rodeia completamente a área de atuação. Seja ele quadrado, circular ou retangular, esse tipo de palco coloca o público bem próximo a área de atuação. Também conhecido como teatro circular, esse tipo de palco é semelhante àquele usado nos tempos medievais, no qual uma plataforma era colocada no meio de um mercado ao ar livre. O cenário deve ser mínimo, para não esconder os atores do público ao redor, embora as mudanças de iluminação possam criar a ilusão de passagem de tempo entre as cenas. Os diretores devem guiar cuidadosamente o local marcado dos atores para que, durante a peça, eles encarem o público de cada lado e não deixem uma seção particular prejudicada. Esse tipo de palco é adequado para peças nas quais um ar de intimidade seja exigido ou para atores que interagem diretamente com o público, como normalmente acontecia nas peças medievais.

Palco aberto

Nessa organização, o público senta-se nos três lados de um palco retangular que literalmente se "abre" na área de assentos. Um palco aberto pode ou não ser ligado a um palco proscênio maior. Durante a Restauração nos séculos 17 e 18, a maioria dos palcos eram uma combinação de proscênio e aberto, com um cenário elaborado que não visava o realismo, mas apresentava uma visão idealizada de grandeza. Como os atores e o público ficavam completamente iluminados durante a apresentação, na época da Restauração era mais difícil criar a ilusão de um mundo separado no palco, embora essa ilusão possa agora ser criada com a iluminação moderna. Os palcos abertos permitem produções realistas que atraem sutilmente o público para o mundo da peça à medida que os atores entram e saem do palco aberto.

Palco flexível

Como o nome sugere, um palco flexível pode assumir vários formatos e formas, incorporando elementos dos palco aberto, arena ou proscênio. Alguns espaços em teatro são planejados, de modo que o palco possa ser alterado durante o curso da apresentação. Esses palcos permitem um realismo estilizado, no qual a ilusão de lugares diferentes é criada de cena a cena ao mudar o espaço de atuação em vez de mudar o cenário do palco. As produções atuais de peças gregas antigas ou Shakespearianas geralmente tentam "modernizar" o material com figurinos e atuações naturalistas dos dias de hoje, trazendo o que parece ser um material grandioso demais para um nível mais acessível, tanto fisicamente quanto artisticamente.

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