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Títulos e fatos que marcaram a trajetória do Corinthians

Kaz Photography/Getty Images Sport/Getty Images

Introdução

Fundado em 1910, o centenário Corinthians possui uma rica história de títulos. Até 2012, foram 26 títulos paulistas e cinco Brasileiros, além de três Copas do Brasil, a conquista da Libertadores e do bicampeonato mundial. Não faltam glórias para o clube, que sempre contou com grandes jogadores, como Neco, Teleco, Luizinho, Baltazar, Rivelino, Casagrande, Sócrates, Marcelinho Carioca e Paulinho. Mas algumas vezes não foi o time, e sim a torcida, que protagonizou eventos épicos. Vide a impressionante Invasão Corintiana, ocorrida no Rio de Janeiro durante o Brasileirão de 1976. Confira alguns dos momentos mais importantes da história do Timão.

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O primeiro título paulista

O Corinthians mostrou ser um clube precoce. Em 1913, com apenas três anos de existência, disputou pela primeira vez o Campeonato Paulista. Começou com uma série de derrotas, mas evoluiu e terminou na quarta colocação. No ano seguinte, no entanto, não houve chance para ninguém. Mais experiente, o Time do Povo venceu todas as dez partidas que disputou, marcando 37 gols e sofrendo apenas 9. Sagrou-se assim campeão pela primeira vez, superando as potências da época. Foi neste período que surgiu o primeiro grande ídolo: Neco. Ele foi artilheiro do campeonato, anotando 12 tentos. Seria o primeiro a ser homenageado com um busto no Parque São Jorge.

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O primeiro tricampeonato

Após um início de carreira fulminante no Paulista, o Corinthians pisou no freio. Venceu apenas a edição de 1916 e não conseguiu levantar a taça nos anos seguintes. As conquistas voltaram somente em 1922, quando o Timão faturou o Torneio do Centenário da Independência. Mas, desta vez, a equipe do Parque São Jorge não perderia a hegemonia do estado: venceu os dois campeonatos seguintes, obtendo o primeiro de seus três tricampeonatos. Neste período, o clube já rivalizava com o Palestra Itália (futuro Palmeiras) e o Paulistano. Mais uma vez, o grande Neco liderava a equipe, agora ao lado de outros craques, como Del Debbio, Tuffy, Brandão e o grande goleador Teleco.

Shaun Botterill/Getty Images Sport/Getty Images

Campeão dos centenários

As glórias dos anos 20 e 30 não se repetiram nos anos seguintes. O Corinthians venceria o Campeonato Paulista em 1941 e viveria um jejum de dez anos. No início da década de 1950, porém, surgiria um timaço, formado pelo ponteiro Cláudio, o meia Luizinho e o centroavante Baltazar. Eles obtiveram o bicampeonato em 1951/52. Por isso, houve grande expectativa para a disputa do Paulistão de 1954, que recebeu o pomposo nome de Torneio IV Centenário da Cidade de São Paulo. Com o ainda jovem Gilmar dos Santos Neves no gol, o Timão empatou com o Palmeiras na final e levantou a taça. Como já havia vencido o torneio comemorativo de 1922, ficou conhecido como O Campeão dos Centenários.

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A invasão do Maracanã

Após 1954, o time ficaria mais de 20 anos sem conquistar um campeonato sequer. Por isso, a torcida ficou ouriçada quando o time de 1976 avançou no Brasileirão. Não havia nenhum craque, mas 11 atletas cheios de raça e amor à camisa, como os laterais Wladimir e Zé Maria, o volante Givanildo e o centroavante Geraldão. A semifinal contra o Fluminense seria no Maracanã, mas isso não impediu que 70 mil corintianos fossem ao Rio de Janeiro e dividissem o estádio com os locais. Empolgado com a demonstração de fidelidade, o Timão empatou com a poderosa Máquina Tricolor, comandada por Rivelino, e obteve a vaga à final nos pênaltis. O título não veio, mas a invasão ficou na história.

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Fim da Fila

Depois de longuíssimos 23 anos de espera, o Corinthians finalmente conquistou um título: o Paulista de 1977. O time continuava sendo aquele do ano anterior, cheio de jogadores raçudos, mas agora vinha reforçado por um craque: o meia-atacante Palhinha. O Timão chegou à final contra a Ponte Preta e venceu a primeira partida por 1 a 0, mas foi derrotado por 2 a 1 no confronto seguinte, forçando a realização de um terceiro jogo. E, como era de se esperar, a vitória veio, mas com um grande sufoco. Após um bate-rebate, com direito a bola na trave e tudo, Basílio aproveitou um rebote e estufou as redes e os corações de milhões de torcedores.

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A Democracia Corintiana

Sem o peso do jejum de títulos, o Corinthians pôde evoluir e montou uma grande equipe. Faziam parte dela os atacantes Casagrande e Biro-Biro e os meias Sócrates (foto) e Zenon. Essa equipe conquistou o bicampeonato paulista de 1982/83 e chegou às semifinais do Brasileirão. Mas a grande contribuição deste elenco foi a Democracia Corintiana. Em um período em que o país ainda convivia com a ditadura militar, o Timão deu um exemplo formidável: atletas e outros funcionários passaram a ter voz e poder de decisão nos rumos do clube e a concentração foi abolida. A experiência durou pouco, mas se consolidou como o maior movimento político da história do nosso futebol.

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O primeiro Brasileirão

Muitos craques já disputaram o Campeonato Brasileiro pelo Corinthians, como Rivelino, Palhinha, Sócrates e Casagrande. Mas coube a um elenco sem grandes estrelas a conquista do primeiro título nacional, em 1990. O zagueiro Marcelo, o volante Wilson Mano e os atacantes Tupãzinho e Fabinho estavam entre os notáveis da equipe, mas se destacavam mesmo pela raça. A conduzir este grupo de guerreiros estava um jogador lento, meio gordinho, mas com grande habilidade e que era um exímio batedor de faltas: o meia Neto. Ele praticamente levou o time nas costas, superando adversários muito superiores tecnicamente. Na final, duas vitórias sobre o São Paulo deram ao Timão a conquista inédita.

Shaun Botterill/Getty Images Sport/Getty Images

O primeiro Mundial

A Fifa resolveu realizar, em 2000, a primeira edição oficial do Campeonato Mundial Interclubes de futebol. O torneio seria realizado no Brasil e o Corinthians foi convidado por ser o campeão brasileiro. O time formado por craques como o zagueiro Gamarra, o volante Vampeta e o meia Marcelinho Carioca agarrou a oportunidade com afinco. Aproveitaram-se da ausência do Palmeiras, que vencera a Libertadores, e despachou os adversários que encontrou no caminho. Mas, como sempre acontece com o Corinthians, o título veio de forma sofrida: um empate com o Vasco levou a decisão para os pênaltis. E o Timão conquistou o mundo!

Lintao Zhang/Getty Images Sport/Getty Images

A primeira Libertadores

O Corinthians era o último dos grandes times paulistas a não ter a Libertadores em seu currículo. As piadas se tornaram frequentes e ganharam proporções gigantescas após a vexatória eliminação para o Tolima, em 2011, ainda na fase preliminar. Foi o último ano de humilhações. Em 2012, a equipe do volante Paulinho, o meia Danilo e o folclórico atacante Emerson Sheik deu um show. Conciliaram talento e raça e terminaram o campeonato sem perder uma partida sequer. Eliminaram o Santos de Neymar, então detentor do título, e foram à decisão contra o temível Boca Juniors. Um empate em Buenos Aires e uma vitória incontestável no Pacaembu fecharam a brilhante campanha que levou à conquista do título invicto.

Lintao Zhang/Getty Images Sport/Getty Images

O bicampeonato mundial

Após conquistar o único título que lhe faltava, a Copa Libertadores, o Corinthians seguiu para o Japão. Ali, seria realizado o Mundial Interclubes, que reúne os campeões continentais. O Timão estreou contra o egípcio Al Ahly e penou para vencer a partida por 1 a 0. As dificuldades não desanimaram os jogadores, que foram à final contra o Chelsea com muita raça e vontade. O time britânico era forte, mas já não contava com seu principal jogador, o atacante Drogba. Os corintianos aproveitaram e se impuseram do começo ao fim. E um gol do atacante peruano Guerrero fez justiça ao melhor time do mundo em 2012.