A trajetória do craque Jairzinho

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Nascido em 25 de dezembro de 1944, no Rio de Janeiro, Jair Ventura Filho viria a ser conhecido como o jogador Jairzinho. O craque passou pelos times do Botafogo, Olympique de Marselha (França), Cruzeiro, Portuguesa de Acarígua (Venezuela), Noroeste, Fast Clube e Jorge Wilsterman (Bolívia). Entre os títulos conquistados pelo jogador estão o bicampeonato carioca, em 1967 e 1968, pelo Botafogo, o Campeonato Mineiro, em 1975, e a Taça Libertadores, em 1976, pelo Cruzeiro, além da Copa do Mundo em 1970. Ora ponta-direita, ora atacante, nas 104 partidas que disputou pela Seleção Brasileira, Jairzinho marcou 42 gols.

Overview

Nascido em 25 de dezembro de 1944, no Rio de Janeiro, Jair Ventura Filho viria a ser conhecido como o jogador Jairzinho. O craque passou pelos times do Botafogo, Olympique de Marselha (França), Cruzeiro, Portuguesa de Acarígua (Venezuela), Noroeste, Fast Clube e Jorge Wilsterman (Bolívia). Entre os títulos conquistados pelo jogador estão o bicampeonato carioca, em 1967 e 1968, pelo Botafogo, o Campeonato Mineiro, em 1975, e a Taça Libertadores, em 1976, pelo Cruzeiro, além da Copa do Mundo em 1970. Ora ponta-direita, ora atacante, nas 104 partidas que disputou pela Seleção Brasileira, Jairzinho marcou 42 gols.

O início

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Jairzinho morava em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, até que sua família se mudasse para a capital do estado. O endereço não poderia ser mais interessante para um futuro craque do futebol, pois ele foi morar na Rua General Severiano, próximo à sede do Botafogo. Ainda menino, começou a frequentar o clube. Logo, fez um teste para as categorias de base do time e começou a jogar pelo alvinegro carioca.

O desafio de substituir Garrincha

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Na Seleção Brasileira, Jairzinho teve o privilégio de atuar ao lado de craques como Nilton Santos, Didi, Gérson e o grande Garrincha. Com habilidade e força física impressionante, coube a Jairzinho a difícil missão de herdar a camisa 7 de Garrincha. Aos 19 anos, o jovem aceitou o desafio e não fraquejou. Foi convocado para a Copa do Mundo de 1966, porém nem ele nem a Seleção brilharam. Pela equipe nacional, o jogador ganhou destaque após a conquista dos Jogos Pan-americanos de 1963, em São Paulo.

Conquista de títulos no Brasil e classificação para a Copa

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Jairzinho fazia os torcedores delirarem com sua técnica e habilidade em campo. O craque ajudou o Botafogo a conquistar o Torneio Rio/São Paulo de 1966, a Taça Brasil, de 1968, e os campeonatos cariocas de 1967 e 1968. Na decisão do estadual do Rio de 1966, Jairzinho marcou um gol na goleada por 4 a 0 sobre o Vasco da Gama. Ele contribuiu também para que a Seleção Brasileira, comandada por João Saldanha, se classificasse para a Copa do Mundo de 1970, no México.

Jairzinho Furacão

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Jairzinho ganhou o apelido de furacão e não foi à toa pois era praticamente impossível parar aquele homem que mais parecia trator. O craque deixava os zagueiros para trás, sem fôlego. Características como força, ímpeto e explosão fizeram com que o jogador se tornasse um dos maiores nomes do futebol mundial nas décadas de 1960 e 1970 e alcançasse um dos maiores desempenhos individuais na história das Copas do Mundo no Mundial de 1970.

Consagração na Copa de 1970

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Foi na Copa de 1970 que Jairzinho começou a escrever seu nome no rol dos grandes jogadores da história do futebol. No jogo de estreia do Brasil, marcou dois gols na vitória da brasileira contra a Tchecoslováquia, por 4 a 1. A próxima adversária foi a seleção da Inglaterra, que era temida por ser a então campeã mundial. Jairzinho foi o autor do único gol da partida, após receber a bola num lance de Pelé, que o deixou na cara do gol, pronto para marcar o golaço.

Fracasso na França

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Com a grande visibilidade, Jairzinho passou a receber constantes convites de clubes europeus. Em 1974, o Furacão recebeu uma proposta irrecusável do Olympique de Marselha, da França, e assinou contrato com o time. No entanto, não se adaptou ao país, ao clube nem ao estilo do futebol europeu. Ao lado do companheiro Paulo César Caju, que já estava no clube francês, não chegou sequer a terminar a temporada de 1974/75. Após problemas disciplinares, como a acusação de agredir um bandeirinha, decidiu retornar ao Brasil, onde assinou contrato com o Cruzeiro.

Volta ao Cruzeiro e fim da carreira

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Aos 31 anos e ainda com um preparo físico invejável, Jairzinho assinou contrato com o Cruzeiro, que tinha como principal objetivo a conquista da Taça Libertadores. O jogador era considerado um veterano, mas continuava dando trabalho aos zagueiros e, em 1976, foi um dos principais nomes na conquista da Taça Libertadores da América, título mais importante da história do time mineiro. Depois do Cruzeiro, Jairzinho jogou em times menores no Brasil até se aposentar em 1982, aos 37 anos de idade.

Carreira como treinador

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Após pendurar as chuteiras, o já ex-jogador se aventurou como treinador, mas não obteve muito sucesso. A estreia como técnico foi no time do Nineth October, do Equador, em 1982. De volta ao Brasil, dois anos depois, o Furacão foi novamente ao Botafogo, só que desta vez para ser treinador do time de juniores do alvinegro. Seu grande feito foi sem dúvida ter sido o responsável por descobrir, nas categorias de base do São Cristóvão, time do Rio de Janeiro, um jovem chamado Ronaldo, que se tornaria o "Fenômeno".

Ensino do futebol no exterior e retorno ao Brasil

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Furacão aceitou o convite para ensinar futebol a jovens no Japão na década de 1990. O craque carioca passou também pela Grécia, onde esteve à frente do Kalamata, e pelo mundo árabe, onde foi treinador do Ittefaq. De volta ao Brasil, trabalhou ainda como dirigente do Campo Grande, no Rio de Janeiro, e do Caxias, no Rio Grande do Sul. Atualmente, Jarizinho leva adiante a Escolinha de Futebol Jairzinho Furacão, que tem como objetivo ajudar jovens carentes de várias comunidades do Rio de Janeiro.

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