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Argumentos contra o uso de animais em testes de laboratório

Atualizado em 21 fevereiro, 2017

Os testes em animais são um assunto controverso. Cientistas usam animais como cobaias em experimentos com novos produtos de beleza, medicamentos e outros produtos químicos. De acordo com a ONG Humane Society, 10% dos experimentos em animais nos Estados Unidos são realizados para testar novos produtos para o mercado de cosméticos. Há diversas questões sobre a natureza ética desse tipo de teste, bem como a respeito de sua aplicação prática para os seres humanos.

Os testes em animais são um assunto sujeito a muitos questionamentos (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Animais sentem dor

O principal argumento ético contra os testes com animais em laboratórios é o de que eles sentem dor, já que são seres sencientes. Os seres humanos não têm o direito de propositalmente causar dano em outras espécies sencientes com o fim de promover seus próprios interesses. Esse argumento é especialmente verdadeiro no que diz respeito a pesquisas de produtos, em que a vida e o bem-estar do animal são menos valorizados que o desenvolvimento, por exemplo, de um novo tipo de batom ou loção. Em experimentos médicos, dar intencionalmente a um animal uma droga potencialmente nociva ou contaminá-lo com uma doença para testar novos tratamentos é equivalente à crueldade animal.

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Custo

Os experimentos com animais apresentam custos muito altos. As cobaias devem ser alimentadas, alojadas, cuidadas e tratadas quando aparecerem os efeitos colaterais dos produtos que estiverem sendo testados. Os próprios animais devem ser adquiridos. Testes científicos devem ser repetidos de modo a produzir evidências mais robustas, então os cientistas terão de repetir os experimentos de alto custo por vários meses. Além disso, os ambientes em que os testes são realizados devem ser mantidos sob estrito controle.

Animais reagem de modo diferente

Talvez o argumento mais convincente contra os experimentos com animais seja simplesmente o fato de que eles não são seres humanos. Eles possuem uma conformação genética e física completamente diferente daquela dos humanos, e suas reações aos medicamentos ou cosméticos não são necessariamente a mesma que uma pessoa teria. Por exemplo, o FDA, órgão governamental dos EUA responsável pelo controle de medicamentos e cosméticos, determinou que as respostas que os olhos e a pele de coelhos apresentam a substâncias irritantes são as mesmas dos olhos e da pele humanos em menos da metade dos casos. As reações humanas a produtos químicos e medicamentos são extremamente diferentes daquelas dos animais. Nas pesquisas de câncer efetuadas com roedores, esses animais apresentam processos biológicos que criam tumores, sendo que tais processos estão inteiramente ausentes dos seres humanos. Eles ainda possuem órgãos que contraem tipos de cânceres que as pessoas não apresentam. A anatomia, a genética e a fisiologia dos animais os tornam fontes imperfeitas de respostas humanas a qualquer produto químico ou medicamento.

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Referências

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