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Craques do futebol: Bebeto

Bebeto foi um dos jogadores mais badalados do futebol carioca nas décadas de 1980 e 1990. Nascido José Roberto Gama de Oliveira, em Salvador (BA), destacou-se ainda no futebol europeu e, principalmente, na seleção brasileira. Foi com a amarelinha que conquistou o tetracampeonato em 1994, formando uma inesquecível dupla com Romário. E criou tendência ao comemorar um gol simulando ter um bebê nos braços. Rápido e habilidoso, destacava-se pelos dribles rápidos e pelos gols de voleio. Hoje, é deputado estadual pela Bahia. Conheça um pouco mais da sua carreira.

Bebeto conquistou vários títulos no Brasil e na Europa (Getty Images)

O início

Revelado no Vitória (BA), Bebeto já chamava a atenção pela habilidade e pelo faro de gol. Mesmo muito franzino, chamou a atenção do Flamengo, que o contratou. No rubro-negro, marcou 34 gols em 80 jogos, disputados entre 1983 e 1989. Jogou ao lado de mitos como Zico e Renato Gaúcho e conquistou vários campeonatos, como o Brasileiro de 1983 (como reserva) e a Copa União de 1987, marcando o gol do título. Embora não tenha sido reconhecido como um nacional legítimo, esse campeonato reuniu os maiores clubes do país.

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Na seleção

Bebeto jogou pela seleção brasileira desde as categorias de base. Integrou o time sub-20 que conquistaria o Campeonato Mundial, em 1983. Também conquistou a medalha de prata para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Mas seu grande momento na década foi com a Copa América de 1989. Jogando no Maracanã, ele fez uma dupla perfeita com Romário e conquistou o título, que o país não via há 40 anos. No ano seguinte, integrou o time que disputou a Copa de 1990, mas ficou na reserva e viu o time ser eliminado pela Argentina.

Ida polêmica para o Vasco

Já se consolidando como um grande ídolo no Flamengo, Bebeto tomou uma decisão surpreendente: foi jogar no maior rival do rubro-negro. Transferiu-se para o Vasco da Gama em 1989, conquistando o Campeonato Brasileiro daquele ano. Defendeu as cores do clube até 1992, marcando 28 gols, em 53 jogos. A partir de então, sempre faria dúbias declarações de amor aos dois clubes, acirrando ainda mais a rivalidade entre eles. Não conseguiu fugir da polêmica nem mesmo quando passou a jogar na Europa.

Na Espanha

No auge da forma, Bebeto foi contratado por um pequeno clube espanhol, sediado na região da Galícia: o La Coruña. Liderou um time com grandes jogadores, como o líbero Djukic e o volante Mauro Silva. Conquistou a Copa do Rei em 1995 e por duas vezes (1994 e 1995) terminou em segundo lugar no Campeonato Espanhol, ameaçando as potências Barcelona e Real Madrid. Permaneceu no clube até 1996, marcando 86 gols, em 131 partidas. É até hoje o maior artilheiro da história do clube.

Tetracampeão

Bebeto já havia mostrado, em 1989, que fazia uma dupla de ataque perfeita com Romário. Entrosados, ambos voltaram a jogar juntos em 1993, nas eliminatórias para a Copa. A vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai garantiu o time no mundial. E em 1994 não deu outra. O baiano franzino disputou as sete partidas ao lado do baixinho carioca e marcou dois gols importantíssimos, contra os Estados Unidos e a Holanda. Foi um dos jogadores que ajudaram o Brasil a conquistar o tetracampeonato.

Em baixa

Depois do grande êxito no início dos anos 1990, Bebeto iniciou um período de decadência. Em 1996, deixou o La Coruña e voltou ao Flamengo, marcando sete gols, em 15 jogos. Após esta rápida passagem, defendeu três clubes em 1997: Sevilla, Vitória e Cruzeiro, disputando apenas 13 partidas. Em 1998 foi para o Botafogo, anotando nove tentos, em 17 jogos. Mesmo assim, garantiu-se como titular na Copa do Mundo de 1998, apoiado por Zagallo. Por suas fracas atuações, foi um dos jogadores mais criticados após a derrota na final, para a França (3 a 0).

Fim de carreira

Nos últimos anos como atleta profissional, Bebeto tornou-se um cigano da bola, passando por diversos clubes mundo afora. Em 1999, deixou o Botafogo e foi para o Toros Nesa, do México. Em 2000 passou pelo também mexicano Gavillanes Tampico, Kashima Antlers (Japão) e Vitória. Em 2001, retornou ao Vasco da Gama e encerrou a carreira no Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Neste período, anotou apenas seis gols, em 32 jogos. Apesar da queda no final, ficou marcado pelos belíssimos gols e os títulos que conquistou em seus anos de apogeu.

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Referências

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