Dores no pulso em violinistas

Escrito por lee simmons | Traduzido por aline fernandes
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Dores no pulso em violinistas
Os violinistas geralmente sofrem de dores no pulso (Photodisc/Photodisc/Getty Images)

Assim como os atletas, as lesões também podem afetar os músicos. A dor no pulso é uma das maiores aflições do violinista e pode ser desencadeada por inúmeras coisas, incluindo movimentos repetitivos e o uso excessivo. Essas lesões podem deixar um violinista sem trabalhar durante dias, e, às vezes, meses. Assim como praticar o violino, tratar a dor no pulso e prevenir incidentes futuros exige uma boa dose de paciência, disciplina e determinação.

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Tipos

Inúmeras condições podem produzir dores de pulso em violinistas. A síndrome do túnel carpal ocorre quando o nervo mediano do pulso fica sob pressão. Isso pode resultar em uma sensação de formigamento ou dormência nos dedos. Similarmente, a síndrome de De Quervain é uma aflição causada por uma condição de movimentos repetitivos, o que pode causar dores na lateral do pulso assim como no polegar. Essa doença pode atingir especificamente as mãos de manuseio do arco e de dedilhado do violinista, visto que ambas estão envolvidas em movimentos repetitivos. Outra lesão causada pelo uso repetitivo é a tendinite no pulso, que ocorre quando o tendão do pulso torna-se inflamado ou irritado.

Verificação

No caso de uma dor leve no pulso associada ao ato de tocar violino, a lesão pode ser tratada em casa. Uma dor intensa, entretanto, deve ser verificada imediatamente por um médico. Um fisioterapeuta pode idealmente conduzir testes passivos, sondando o pulso gentilmente, para verificar o nível de dor.

Na flexão passiva do pulso, o cotovelo do violinista é mantido em um ângulo de 90 graus, e o pulso é gentilmente curvado para baixo em direção ao antebraço. Um pulso saudável deve ser curvado até um ângulo de 90 graus em relação ao antebraço sem dor. Na extensão passiva do pulso, segura-se o cotovelo do violinista com uma mão e alonga-se gentilmente o pulso até estendê-lo. Qualquer dor ou movimento limitado é observado.

No desvio ulnar passivo, segura-se o braço do violinista um pouco acima do pulso com uma mão, que deve estar em posição de aperto de mão. Ergue-se então a mão gentilmente. Esse teste determina se existe dor ou movimento limitado no lado radial (do polegar) do pulso. No desvio radial passivo, as costas da mão são pressionadas gentilmente para baixo para determinar se existe dor ou movimento limitado no lado ulnar (do dedo mindinho) do pulso.

Tratamento

Uma dor leve ou o uso limitado do pulso geralmente pode ser tratado com vários dias de repouso e medicamentos sem prescrição para aliviar a dor e o inchaço. Sintomas prolongados, no entanto, podem ficar sujeitos a uma variedade de tratamentos.

Uma combinação de terapias de fricção e de injeção e exercícios é um tratamento eficaz para a dor no pulso de violinistas. A terapia de fricção aplica somente uma pressão suficiente em áreas sensíveis do pulso antes que se torne dolorido. A fricção visa romper o tecido de cicatrização para permitir que o processo de cura seja iniciado.

A terapia de injeção é útil para soltar o tecido de cicatrização, como também reforçar os ligamentos para restabelecer a estabilidade das juntas. Exercícios leves podem ser feitos sem um assistente e são um componente importante da terapia de injeção. Os exercícios que utilizam o potencial de movimento completo do pulso são particularmente terapêuticos. Acenar para cima e para baixo em um movimento de despedida, movimentar a mão para o lado em movimento de martelo, inclinar a mão para a frente enquanto aplica pressão nas costas com a outra mão, e inclinar a mão para trás enquanto aplica pressão na palma com a outra mão são exemplos de exercícios terapêuticos. Todos os exercícios não devem causar dor.

Prevenção

Quando se trata de evitar a dor no pulso, a prevenção tem-se tornado parte regular do repertório de um violinista profissional e de um amador. O violinista deve passar vários minutos exercitando o pulso antes de pegar seu instrumento. Os exercícios que utilizam toda a amplitude de movimento do pulso são úteis para aquecer o tendão e os ligamentos do mesmo. Fazer pausas de 10 minutos a cada hora de prática também permite que o violinista se alongue e evite lesões.

Similarmente, variar o repertório possibilita que o violinista mude os tipos de músculos utilizados na performance. Passar tempo demais em uma única composição que exige um movimento repetitivo do pulso pode sobrecarregar os tendões. Por essa razão, as composições longas devem ser aprendidas ao longo de vários dias. Reduzir a intensidade da prática antes de uma apresentação também é útil para evitar as dores no pulso no dia de um concerto.

Considerações

Como um violinista utiliza tantos grupos diferentes de músculos, a dor no pulso também pode ser causada por outras partes do corpo. Crescentemente, a postura e o alinhamento têm-se tornado a base da campanha de um violinista contra a dor. Pensar sobre a postura adequada e técnicas de alinhamento e aplicá-las aos movimentos diários, não somente tocando violino, pode aumentar bastante as chances de evitar as dores no pulso.

A Técnica de Alexander, por exemplo, é um método que funciona para aliviar a tensão muscular entre as várias partes operantes do corpo. Essa técnica enfatiza o alinhamento apropriado entre a cabeça, o pescoço e o tronco. Ao criar lembretes mentais, o violinista pode acabar com maus hábitos de postura e melhorar a flexibilidade geral. Entendendo os efeitos prejudiciais da gravidade sobre o alinhamento corporal, o violinista ganha uma vantagem para se tornar um músico verdadeiramente livre de dores.

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