A estrutura dos contos e romances na literatura espanhola

Escrito por tatyana ivanov | Traduzido por rúben carlos esteves
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A estrutura dos contos e romances na literatura espanhola
O livro Dom Quixote é um dos romances mais conhecidos da literatura espanhola (Jupiterimages/Pixland/Getty Images)

A literatura espanhola é considerada a literatura escrita na Espanha usando a língua espanhola, embora nos seus primórdios tenha sido escrita em castelhano, catalão e galego. A estrutura dos romances e contos na literatura espanhola varia com base no ouvido e na língua com que esses trabalhos foram redigidos, uma vez que certos temas e estruturas estão presentes durante certos movimentos literários específicos.

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Origens

A prosa espanhola começou a se desenvolver sob o patrocínio do escritor castelhano Alfonso X, o Sábio, durante o século 13. Embora ele tenha escrito livros de história e de direito, a sua prosa influenciou um dos primeiros contistas da região, o seu sobrinho Don Juan Manuel. O livro "O Conde Lucanor", publicado em 1335, foi uma das primeiras prosas ficcionais em castelhano. Este romance foi estruturado com base em uma história constituída em quatro partes, com 51 contos que formam a narrativa do romance.

Renascimento e a Idade do Ouro

Com a invenção da imprensa durante o período do Renascimento, aumentou muito o número de romances e de contos escritos e impressos em espanhol e nos dialetos espanhóis. Durante essa época, um dos livros mais famosos da literatura espanhola foi escrito por Miguel de Cervantes, "Dom Quixote". O livro foi publicado originalmente em dois volumes em 1605 e 1615. A estrutura do primeiro romance ficou conhecida nos dois volumes como a busca de Dom Quixote. O segundo volume foi publicado como uma sequência, embora faça agora parte do romance. Ele é menos estruturado do que o primeiro e contém mais questionamentos filosóficos.

Realismo e Naturalismo

Depois do Renascimento, a literatura espanhola foi dominada pela poesia, pelas peças teatrais e pelos ensaios políticos até metade do século 19, com o aparecimento do Realismo e do Naturalismo. A importância do romance predominava nesse período, uma vez que as suas temáticas incluíram a exploração realista do comportamento. A estrutura dos romances era, no geral, dividida em partes publicadas em jornais. O livro "Pepita Jimenez", uma obra importante do autor Juan Valera, foi escrita em forma de carta, o que significa que a estrutura foi determinada pela junção de vários documentos redigidos.

Literatura Moderna

O Modernismo foi um período de experimentação literária na Espanha durante o final do século 19 e início do século 20. Os escritores que viveram nessa época puseram de lado as convenções literárias tradicionais e utilizaram novas formas, estruturas e temas em suas obras. Por exemplo, o livro "A árvore da ciência", um romance cativante escrito por Pio Baroja, é dividido em duas partes similares que são separadas por um discurso filosófico entre o personagem principal, o aluno de medicina Andrés Hurtado, e o seu tio. O romance "Névoa", de Miguel de Unamuno, é um claro exemplo do Modernismo. Trata-se de um livro tragicômico, um tipo de romance que era escrito em um ritmo rápido, sem atentar ao realismo ou aos detalhes.

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