O que é a forma rondó?

Escrito por peggy epstein | Traduzido por henry alfred bugalho
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O que é a forma rondó?
Um rondó é uma forma que fica repetindo o tema principal (Medioimages/Photodisc/Photodisc/Getty Images)

A palavra "rondó" vem do francês "rondeau", que significa "redondo". Na música, um rondó é uma forma caracterizada pela repetição do tema principal e usada frequentemente como o movimento final de sonatas clássicas, sinfonias e concertos, podendo muitas vezes ser descrita como o clímax da obra. O tempo é quase sempre muito rápido.

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Estrutura

As formas musicais são geralmente descritas usando letras do alfabeto para indicarem a estrutura da peça. "A" é a abertura ou o verso inicial. "B" e temas subsequentes são indicados alfabeticamente por letras sequenciais. Uma peça em forma sonata começaria com uma seção "A", seguida por uma "B" e retornaria, então, a "A" para a conclusão. A forma rondó, contudo, poderia adicionar uma "C" após a segunda seção "A". Outras seções poderiam ser adicionadas após cada retorno a "A". Não importa quantas seções há numa numa peça (por exemplo, se ela é A-B-A-C-A), ela ainda será um rondó.

História

A forma rondó primitiva apareceu na música francesa para piano no século XVI. No final do século XVII, a forma rondó começou a aparecer regularmente na música orquestral e no final do século XVIII, ela era usada regularmente como o movimento final para sinfonias. O rondó era recorrente na música sinfônica de Mozart e Beethoven. Saint-Saens, Mendelssohn e Chopin continuaram a escrever rondós no século XIX. Ela continua sendo uma forma popular na música contemporânea.

Rondó clássico

O rondó na música do período clássico havia se fixado na forma A-B-A-C-A-B-A, fazendo de A-B-A um único tema seguido por C, que funciona como uma ponte para retornar a A-B-A. A forma poderia ser representada por uma seção A com notas rápidas seguida por um B mais lento que retorna a A. A seção C apresenta material novo que contrasta tanto com A e B. Alguns rondós são concluídos com uma coda, uma breve seção final, que conduz a peça ao desfecho.

Rondó primitivo

Formas primitivas do rondó podem ser encontradas em canções de trovadores do século XIII. Há outros exemplos mais avançados do rondó nos séculos XIV e XV. Em alguns rondós primitivos, a duração de cada seção não era sempre idêntica em cada uma delas. Uma breve seção "A" poderia ser seguida por uma seção "B" muito mais longa e retornar ao "A" original. A seção "C" poderia até ter uma duração diferente de "A" e "B".

Rondó contemporâneo

Compositores de meados e final do século XX continuaram usando o rondó em sua música. Às vezes, a forma foi construída de modo tão complexo, como se pode ouvir em "As alegres travessuras de Till Eulenspiegel" de Richard Strauss, que uma análise especial é necessária para descobrir onde as seção começam e terminam. Em muitos exemplos contemporâneos, o retorno à seção "A" torna-se uma versão alterada a cada retorno.

Exemplos

Um exemplo de rondó do século XIV pode ser encontrada em "Ma Fin est Mon Commencement" de Machaut, como visto em Omnibus Music Scores (ver referências). O rondó classíco pode ser ouvido na Sonata para Piano n. 9 de Haydn, e Por Elise de Beethoven, é um exemplo do rondó clássico tardio. O Concerto para Violino de Prokofiev demonstra como o rondó é usado na música erudita contemporânea.

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