O impacto da melanina em pessoas de pele escura

Escrito por lillian wade | Traduzido por ágata erhart
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O impacto da melanina em pessoas de pele escura
A melanina dá à pele a sua cor natural (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

Todos produzem melanina, exceto em casos raros de albinismo. A melanina, encontrada na epiderme, dá à pele, aos pelos e aos olhos suas cores naturais. Sua quantidade na pele determina quão clara ou escura será a pele. Os melanócitos são as células que produzem a melanina. Peles mais escuras não possuem uma maior quantidade dessas células do que as mais claras, porém, seus grânulos são maiores. Devido à inter-racialidade de pessoas de diferentes regiões, a quantidade de melanina na pele das pessoas de cor varia muito, entre chocolate escuro até tons bem claros. Enquanto uma pele escura proporciona melhor proteção do sol, ela também pode sofrer efeitos prejudiciais.

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Efeitos positivos

Sem melanina, a pele seria extremamente vulnerável à destruição do sol. Quanto mais melanina na pele, mais esta reflete os raios solares nocivos, reduzindo o risco de câncer de pele e protegendo contra o processo de envelhecimento, caracterizado por rugas profundas e marcas de expressão. A maior parte da vitamina D necessária para o corpo desenvolver ossos fortes é absorvida do sol, por isso, felizmente, a melanina não bloqueia completamente os raios ultravioletas.

Efeitos negativos

A melanina se espalha irregularmente ao longo do corpo, por isso, as partes exteriores das extremidades são mais escuras do que as internas. A pele com mais melanina é mais propensa a erupções ou espinhas, ficando com manchas escuras, ou pode desenvolver manchas ou cicatrizes grandes e pouco atraentes, chamadas de queloides. Uma diminuição na pigmentação pode ocorrer quando há traumas na pele, como uma queimadura, e ela adquire manchas brancas, em vez de escuras. As descolorações desaparecem lentamente e podem gerar ansiedade ou estresse.

Efeitos raciais

A mesma melanina produzida nos corpos de todas as pessoas separa "raças" e cria cicatrizes emocionais. Embora poucos estudos tenham sido feitos para determinar o impacto da discriminação, durante um longo período de tempo, a Comissão Nacional de Estatística dos EUA identificou as três principais formas através das quais a discriminação racial pode afetar coletivamente as pessoas de cor. Uma é "através das gerações", na qual a falta de oportunidades de uma geração diminui as oportunidades das futuras. Outra forma é "por meio de processos dentro de um domínio", na qual a discriminação contra uma pessoa jovem pode afetar os resultados posteriores. Outra é "entre domínios", em que a falta de oportunidades em uma área é baseada em ocorrências em outra.

Efeitos geográficos

De acordo com o artigo americano "The Biology of Race" (A biologia da raça), a divisão das raças baseadas na cor da pele é uma classificação social sem significação genética. Apesar de a quantidade de melanina ser determinada por genes herdados dos pais, a raça é atribuída mais à geografia do que à genética. Uma mistura de povos de diferentes partes do mundo criaram as diferentes "raças". Montanhas, oceanos e desertos criaram barreiras físicas que afetaram o clima, fazendo com que algumas regiões ficassem mais diretamente expostas à luz solar. Nessas áreas, a pigmentação da pele tornou-se mais escura para proteção contra o sol.

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