Problemas no motor após a troca da correia dentada

Escrito por richard rowe | Traduzido por eduardo gama
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Problemas no motor após a troca da correia dentada
Problemas após a troca da correia (Creatas Images/Creatas/Getty Images)

Tocar a correia dentada é como ir nadando até a China para comprar chá. O objetivo final é bem simples, mas você pode ter problemas até chegar lá. Os procedimentos envolvidos na substituição podem, com o mínimo erro, causar serias consequências.

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Virabrequim dessincronizado

Sincronizar o virabrequim com o comando de válvulas é a parte mais importante na troca da correia dentada e é uma das várias etapas onde, facilmente, as coisas podem dar errado. A função básica da correia é sincronizar o movimento das válvulas, pelo eixo de comando de válvulas, com a rotação do virabrequim; se as válvulas ou o virabrequim girarem enquanto a correias estiverem fora do lugar, ambos ficarão dessincronizados. Embora haja marcas de referência na correia, nas engrenagens e no bloco do motor, esse pequeno acidente é bastante comum para mecânicos mais novos.

Problemas no motor após a troca da correia dentada
A troca da correia não é um procedimento trivial (Comstock/Comstock/Getty Images)

Desalinhamento do comando de válvula

Motores com duas válvulas por cilindro (DOHC) têm mais chances de desalinhamento por causa do segundo comando de válvulas. Os comandos de válvulas giram mais facilmente do que o virabrequim, por isso, é mais fácil esbarrar em um deles durante a troca da correia. Girar um dos eixos perto do outro ou do bloco do motor reduz a quantidade de ar que entra no cilindro, reduzindo a compressão, por deixar as válvulas abertas muito tempo, ou prendendo gases de exaustão no cilindro.

Posição do distribuidor

Se você perceber que a sincronização dos componentes é uma parte vital do processo da troca da correia dentada, você está certo. Muitos motores usam distribuidores que funcionam pela tampa da correia e através de um conjunto de engrenagens na cabeça do cilindro, no bloco do motor ou no intervalo da correia dentada; outros usam um distribuidor que funciona através da correia da bomba de óleo ou da correia dentada em si. Girar a engrenagem da bomba de óleo parece não ser algo importante, mas é quando sua posição determina a sincronização do distribuidor.

Problemas aleatórios

Algumas trocas necessitam desmontar metade do motor para que seja possível chegar à correia, o que oferece inúmeras oportunidades para erros na hora da remontagem. Pequenos deslizes incluem esquecer de conectar um sensor ou não colocar uma correia corretamente, ou então esquecer, trocar ou danificar um tubo de vácuo. Problemas maiores incluem danos a sensores ou encaixes malfeitos, principalmente na área dos sensores de posicionamento do virabrequim e do comando de válvulas. Correias dentadas são de borracha, o que significa que elas esticam durante a instalação; após a instalação inicial da correia e do tensionador, aguarde entre 15 e 20 minutos para que a correia fique completamente esticada e assuma o comprimento final dela. Esquecer esta parte pode gerar uma correia frouxa, saltando engrenagens, e um motor quebrado.

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