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Os métodos mais estranhos de tráfico usados nas prisões

O encarceramento gera tráfico de mercadorias ilegais
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Introdução

O contrabando tem sido um problema constante nas penitenciárias: desde os inofensivos filmes pornográficos ou caixas de cigarro até as drogas mais famosas ou os mais sofisticados componentes eletrônicos. Familiares e amigos são as pessoas que introduzem a maioria dos itens proibidos nos dias de visita, e também não faltam funcionários corruptos ajudando o esquema. Soma-se a isso toda uma gama de métodos artificiosos destinados a burlar a vigilância e fazer chegar os mais diversos objetos às mãos dos presos. Continue lendo e surpreenda-se.

As radiografias permitem detectar objetos ocultos no corpo
Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images

Itens nas cavidades do corpo

São cada vez mais numerosos os intermediários e reclusos que ocultam o contrabando dentro dos próprios corpos. A boca, o reto ou a vagina se tornam opções para transportar e guardar mercadorias, que acabam isentas dos registros periódicos feitos nas celas. No entanto, às vezes, o corpo humano oferece outros espaços que não são cavidades. Esse foi o caso de George Vera, um preso do estado do Texas, nos EUA, com obesidade mórbida que escondeu uma pistola de 9 mm entre as amplas dobras de sua pele.

As crianças podem ser usadas para dissimular o contrabando
Jupiterimages/Goodshoot/Getty Images

Drogas em livros infantis

Em uma cadeia de Nova Jérsei, nos EUA, um surpreendente método para introduzir drogas gerou confusão entre os guardas veteranos. Tratava-se de um livro infantil para colorir, cuja dedicatória exibia: "Para papai". Ele chegou via correio no nome de um recluso e, em suas páginas, constavam rabiscos de giz de cera supostamente feitos por uma criança. Descobriu-se, no entanto, que eles estavam compostos por uma pasta na qual se haviam misturado diversas substâncias psicotrópicas, além de pigmentos de cor.

Mulheres atraentes têm sido boas espiãs e contrabandistas
Comstock/Comstock/Getty Images

"Strippers" disfarçadas

O Centro de Detenção Federal de Miami, nos EUA, se tornou famoso por causa de um insólito sistema de contrabando. Alguns dos traficantes ali encarcerados costumavam contratar assistentes legais que, na realidade, eram atraentes "strippers". Quando faziam visitas, elas vestiam trajes formais que eram rapidamente eliminados quando estavam a sós com seus clientes. Por debaixo das roupas, ocultavam uma variedade de dinheiro em espécie, bebidas e revistas pornográficas. Como se isso fosse pouco, elas ofereciam a esses presos ricos uma sessão completa de sexo "a domicílio".

Os registros e as revistas corporais são frequentes nas prisões
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Feijões suspeitos

Feijões artificiais e grãos de café pintados à mão já foram utilizados em algumas prisões para alojar pequenas quantidades de cocaína. Tratavam-se de excelentes imitações, que enganavam facilmente os funcionários. No entanto, além das drogas, as armas também são uma mercadoria cotidiana. Em uma prisão alemã, circulou um crucifixo que escondia uma navalha de aparência terrível. Ossos de frango, alças de baldes ou escovas de dentes afiadas são algumas das matérias-primas com que os presos fabricam armas.

Os contrabandistas lançam pacotes de formas muito diversas
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Por catapultas

As catapultas da Antiguidade retornaram, mas não para dominar fortalezas. Os traficantes decidiram usá-las em certas ocasiões para lançar pacotes de drogas ou outros elementos clandestinos até os pátios das prisões. Os reclusos se agrupam, formando círculos, e, ao receber um sinal, mudam rapidamente de posição. Às vezes, dois deles começam uma briga a uma certa distância, para distrair os guardas. Nesse momento, o pacote voa por cima do muro, camuflado numa bola de tênis, e os detentos rapidamente o escondem. O procedimento da catapulta é empregado também na fronteira entre o México e os Estados Unidos.

As pombas podem levar mensagens amarradas às patas
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Pombas mensageiras

Os telefones móveis são outra mercadoria ilegal popular. Eles são usados pelos presos para entrar em contato com suas quadrilhas e coordenar entregas de drogas, mas também para manter o Facebook ativo! Para introduzir os componentes do celular nas cadeias, os internos recorrem a pombas treinadas. Depois, seus comparsas se encarregam de levá-las para o exterior, onde são amarradas em suas pernas pequenas bolsas com as mercadorias. Por fim, as pombas levam a carga de volta para seu lugar de origem. Há também casos de dispositivos móveis escondidos no interior de uma perna ortopédica.

Muitos traficantes já morreram por ocultar drogas em seus estômagos
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Preservativos camuflados

Os preservativos têm sido usados pelos traficantes a fim de introduzir droga em seus corpos. Há algum tempo, passaram a ser usados também para introduzir transmissores na prisão. Tratam-se de pequenos dispositivos construídos com partes de um rádio, que podem transmitir sinais entre celas ou escutar a frequência usada pelos guardas. Promover a saúde sexual se converte na desculpa predileta para dar aos preservativos um uso bem diverso do habitual.

Penteados espalhafatosos, como o de Amy Winehouse, despertam a suspeita dos funcionários das cadeias
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Penteados chamativos

Em 2009, a cantora Amy Winehouse visitou seu marido na cadeia de Pentonville, onde se encontrava em prisão preventiva. O extravagante penteado de Amy acabou despertando suspeitas dos funcionários, que prosseguiram a revistá-lo profundamente. Aparentemente, em outras ocasiões a cantora havia ocultado narcóticos em seu coque, até mesmo enquanto estava no palco. Algumas versões garantem que a droga era distribuída em três níveis: cocaína na parte superior, heroína no meio e maconha na base do penteado. Sem dúvida, muitas outras mulheres empregaram o mesmo sistema de contrabando.

Os médicos das prisões devem ser muito cuidadosos
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Prescrições

Na maioria das cadeias, ocorre o tráfico de substâncias como crack, cocaína ou maconha. No entanto, quando essas drogas estão em falta, os presos não hesitam em partir para outras, como a metadona. Viciados com receitas para usar esse medicamento fingem tomar o comprimido na presença do médico ou da enfermeira, quando, em realidade, guardam-no na boca sem engoli-lo. Quando voltam a estar sozinhos, cospem-no em um recipiente e enviam o medicamento a quem pagou por ele.

Os visitantes são registrados nas cadeias
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Uma bagagem muito volumosa

Nem sempre os objetos que entram ou saem das prisões o fazem de forma ilegal. A cadeia mexicana de Chetumal viveu uma das tentativas de fuga mais incríveis de todos os tempos. Uma mulher chamada Mar Arjona não estava disposta a esperar pelos 20 anos de prisão que seu marido deveria cumprir. Durante uma visita conjugal, ela conseguiu colocá-lo dentro de uma mala de grandes dimensões e tentou tirá-lo como se se tratasse de bagagem. Naturalmente, ambos foram descobertos.