Por que o propilenoglicol é eficaz em ruminantes

Escrito por heatherlin rowan | Traduzido por angela spada
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Por que o propilenoglicol é eficaz em ruminantes
As vacas leiteiras têm necessidades nutricionais especiais, porque o leite é um produto rico em nutrientes (euter kuh image by Marco Di Prato from Fotolia.com)

A produção de leite impõe estresse ao corpo de ruminantes, como as vacas. Quando uma vaca começa a lactação, ou produção de leite, seu corpo começa a armazenar gordura. Isto pode ocorrer de maneira exagerada e queimar gordura somente para obter energia, resultando em problemas de saúde. Muitos fazendeiros suplementam a dieta do animal com propilenoglicol para ajudar a regular o seu metabolismo.

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Absorção ruminal

Um estudo científico, publicado no periódico Journal of Animal Feed Science and Technology indicou que dentro de 30 minutos da ingestão de suplemento alimentar com propilenoglicol, seus níveis no sangue aumentarão em 100 a 300 por cento. As moléculas de propilenoglicol não possuem carga magnética, assim elas são absorvidas de maneira fácil e rápida através de membranas não carregadas das células que revestem o rúmen do animal. O rúmen é um divisão do estômago onde o alimento fermenta-se com o auxílio de bactérias benéficas que ajudam a vaca a digerir a matéria vegetal rica em fibras.

Promovendo a produção de insulina

Um estudo sobre metabolismo, conduzido pelos Drs. Kristensen e Raun, mostrou que o propilenoglicol, uma vez no sangue, estimula o pâncreas a liberar mais insulina. De modo direto, o propilenoglicol torna os tecidos mais resistentes à influência da insulina. Isto significa que ainda que as células estejam recebendo o estímulo hormonal, não estão absorvendo glicose, o produto da digestão de carboidratos, fora da corrente sanguínea. Como parte de um circuito de retroalimentação, o pâncreas compensa os elevados níveis de glicose no sangue, aumentando a taxa de secreção insulínica.

Reduzindo a cetose

Uma condição chamada cetose ocorre quando os produtos de gordura digerida, as moléculas de cetona, acumulam-se no fígado e na corrente sanguínea. Um tipo especial de cetona, a acetona, pode causar estragos na saúde e na produção de leite da vaca. O Manual Merck de Veterinária explica que a cetose pode eventualmente levar à falta de apetite, desidratação, agressão e até falta de coordenação em vacas prenhas. À medida que o propilenoglicol se decompõe, ele produz propionato. Este é uma parte importante de uma reação química que recicla as cetonas, reduzindo a quantidade de acetona no sangue e reequilibrando os fluidos sanguíneos.

Controlando a função hepática

A reação em que o fígado usa o propionato para remover a acetona do sangue, é a mesma que também transforma as cetonas em glicose. A glicose pode ser usada imediatamente para energia, sem efeitos colaterais, armazenada como glicogênio, ou decompor este último para fornecer mais glicose para energia instantânea. Um estudo sobre glicose sanguínea, conduzido pelos Drs. Pickett, Piepenbrink e Overton, sugeriu que a suplementação das dietas das vacas com propilenoglicol não eleva significativamente o açúcar no sangue porque o seu excesso está sendo armazenado como glicogênio no fígado.

Aumentando o apetite

O propilenoglicol ajuda a controlar os níveis de açúcar sanguíneo com o aumento de produção de insulina e reciclando as cetonas em glicose. Os níveis normalizados de açúcar no sangue agem no sentido de aumentar o metabolismo da vaca -- a velocidade em que ela queima alimentos para obter energia. Isto, por sua vez, aumenta o apetite e o consumo de ração. Prevenindo a perda de apetite ou restaurando-a no início da lactação, os fazendeiros podem impedir que as vacas leiteiras abandonem sua alimentação, eliminando assim a subsequente redução no volume de leite.

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