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Prós e contras do protecionismo

Atualizado em 23 março, 2017

Como um grupo, os economistas do mundo não são reconhecidos pelo consenso na maioria dos assuntos. Mas, eles estão bem próximos de algo unânime: as leis de protecionismo de mercado prejudicam o crescimento econômico. Embora as tendências mundiais tenham se movido em direção a um mercado mais livre, a maioria dos países continuam a usar várias medidas de proteção dos seus mercados, por exemplo, com tarifas e alíquotas de importação para protegerem os mercados internos de concorrentes internacionais. Mas, apesar da maior parte dos economistas preferirem um mercado livre, eles reconhecem que o protecionismo beneficia alguns países na economia mundial.

Prós: proteger empregos do país

Proteger as empresas e empregos internos é um dos principais argumentos que lideram o protecionismo. Os sindicatos e as industrias locais geralmente apelam pelo patriotismo para conseguirem apoio das políticas de proteção. Por exemplo "Compre América" tem sido um grito de guerra, entre a indústria automotiva americana desde que as importações Japonesas se tornaram concorrentes fortes. Os economistas admitem que o comércio livre impõe custos e encargos a algumas industrias e trabalhadores a curto prazo. Entretanto, a longo prazo ele é mais benéfico do que um comércio protecionista, o qual eles acreditam ajudar somente uma pequena parte à custa de uma maior economia e sociedade.

Prós: segurança nacional

Os defensores do protecionismo afirmam que um comércio livre excessivo compromete a segurança nacional fazendo com as nações dependam demais dos bens e produtos de outros países. Eles então discutem medidas preventivas vitais para as indústrias nacionais, por exemplo, a do aço e petróleo. Aumentar o preço do petróleo, por exemplo, atende as demandas por mais produção de petróleo nacional e mesmo dependência nas suas importações por outros países, tais como do Oriente Médio.

Prós: novas indústrias

Os governos geralmente justificam políticas protecionistas afirmando que tais medidas são necessárias para ajudar as novas industrias em processo de desenvolvimento. A validade deste argumento, entretanto, é prejudicada pela tendência de tais politicas de se tornarem permanentes à medida em que as industrias se tornam mais dependentes dessa ajuda ou até mesmo pressionam o governo para que mantenha tais medidas vigentes.

Contras: preços elevados, menos esocolha

O protecionismo restringe a competição, consequentemente limitando a disponibilidade de bens e produtos internacionais, forçando os consumidores a comprarem e pagarem mais caro por produtos locais. Os custos das tarifas e outras barreiras de proteção são repassadas aos consumidores com o aumento de preços das mercadorias internacionais. O livre comércio, por outro lado, força mais competitividade entre os produtores em todo o mundo, e isso faz com os preços sejam mais baixos e aumentem a diversidade dessas mercadorias.

Contras: lento crescimento econômico

Os economistas alegam que o protecionismo limita o crescimento econômico, visto que, restringe os mercados sobre as ofertas e disponibilização dos produtos. Eles alertam que se um país restringe os bens e produtos de um outro país, este também pode adotar medidas de restrição, o que consequentemente diminuirá o crescimento econômico, já que o processo de exportação se tornará mais difícil.

Contras: tensões globais

Quando o governo de uma nação restringe importações de outros países, adotando medidas tarifárias, e alíquotas de importação, ou outras políticas de proteção, a segunda nação pode fazer retaliações com ações similares contra os produtos da primeira. As ações de restrição de comércio com outras nações podem se tornar uma "guerra de mercado", à medida que as nações continuem agindo contra os produtos uma das outras. Em casos extremos, essas tensões podem se tornar verdadeiros conflitos armados.

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