O ruído como repelente de ratos

Escrito por contributing writer | Traduzido por ale grassi
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O ruído como repelente de ratos
Camundongos são capazes de ouvir frequências sonoras mais altas que os humanos (mouse image by timur1970 from Fotolia.com)

Quando se trata do controle de pestes como ratos, dispositivos repelentes ultrassônicos vêm sendo comercializados por décadas. Eles produzem sons de alta frequência (de 15 a 19 KHz) ou ultrassônicos (acima de 19 KHz) na tentativa de repelir roedores. Existem várias teorias acerca de seu funcionamento, podendo causar-lhes medo, desorientação e dores físicas, assim como fazer com que confundam os sinais de alerta entre membros de uma colônia.

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Efeitos do som

De acordo com um estudo feito em 1984 na Universidade de Nebraska, sons extremamente altos (de 120 a 150 decibéis) podem causar convulsões e até a morte em ratos de laboratório. No entanto, ruídos a este nível também são prejudiciais aos ouvidos humanos e não podem ser usados como repelentes de ratos. Na tentativa de afastá-los, tais dispositivos usam frequências mais altas do que os seres humanos são capazes de ouvir. O som também se dissipa rapidamente ao se afastar de sua fonte. O ruído a 60 cm de distância de uma fonte equivale a um quarto da força do ruído a 30 cm de distância. A 1,2 m, o som representa apenas um sexto da força.

Diferenças entre o rato de laboratório e o rato selvagem

Testes feitos em espécies de ratos e camundongos de laboratório mostram que o ruído é um repelente mais eficaz em animais de laboratório do que em selvagens. Ratos selvagens da Noruega, por exemplo, são repelidos por dispositivos ultrassônicos apenas temporariamente, como relatado em um estudo de 1984 da Universidade de Nebraska. Por fim, acabam superando o medo ou apreensão do repelente e seguem suas rotinas normalmente.

O ruído como repelente de ratos
Animais de laboratório são mais sensíveis a sons ultrassônicos do que os selvagens (shy white hamster looking out from the tube image by Nikolay Okhitin from Fotolia.com)

Habituação

A habituação é um termo da psicologia que se refere a um organismo se acostumar a algo, superando o medo ou a apreensão. Isto parece ocorrer quando dispositivos ultrassônicos são utilizados para repelir camundongos em condições normais. O uso inicial do dispositivo é geralmente um sucesso, mas como eles se acostumam com o barulho, acabam superando o medo, podendo voltar a habitar áreas que anteriormente eram abandonadas.

Limites de frequência

Seres humanos podem ouvir sons em frequências de até 23 KHz. Pesquisadores da Universidade Estadual de Louisiana relatam que camundongos e ratos são sensíveis ao sons de 60 a 76 KHz, respectivamente. No entanto, animais domésticos comuns como cães e gatos também podem ouvir frequências ultrassônicas. Os gatos podem perceber sons de até 64 KHz e os cães percebem até 45 KHz. Caso possua animais de estimação, desconsidere o uso do ruído como repelente.

O ruído como repelente de ratos
Animais de estimação podem ser sensíveis a repelentes ultrassônicos (The spitz-dog and cat on a neutral background image by Ulf from Fotolia.com)

Efeitos ultrassônicos

De acordo com o Discovery News, ratos se comunicam com sons de alta frequência além do alcance do ouvido humano. Repelentes ultrassônicos podem funcionar ao impedir sua comunicação e abafando seus sons. Camundongos machos cantam canções de acasalamento ultrassônicas e tais dispositivos podem interferir em sua reprodução. Ratos também comunicam aflições ou sinais de alarme ultrassonicamente. Camundongos submetidos a dispositivos ultrassônicos podem interpretá-los como um pedido de socorro ou de alarme e abandonar a área.

O ruído como repelente de ratos
Há uma série de razões pelas quais repelentes ultrassônicos afetam os camundongos (little mouse image by Alexandru Buzatu from Fotolia.com)

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