Sobre a doença disenteria amebiana

Escrito por sandra ketcham | Traduzido por marina villar
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Sobre a doença disenteria amebiana
A disenteria amebiana pode causar colite e diarreia (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

A doença disenteria amebiana é causada pela Entamoeba histolytica, um tipo de parasita. O National Institutes of Health afirma que esse parasita é capaz de viver no cólon sem causar sintomas, mas pode algumas vezes invadir as paredes do cólon e causar colite, diarreia crônica, ou disenteria aguda. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention, a maioria dos casos de disenteria amebiana são leves, e os sintomas geralmente se desenvolvem dentro de duas ou quatro semanas de infecção.

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Geografia

A disenteria amebiana é comum em países subdesenvolvidos, embora ocorra em todo o mundo. Essa doença é mais comum em climas tropicais e subtropicais, especialmente em países com pouco saneamento básico e em condições de superpopulação. Em algumas áreas do mundo, como México, África, e sessões da América do Sul, a doença é comum e afeta uma porcentagem significante da população.

Causas e fatores de risco

De acordo com o NYU Langone Medical Center, uma pessoa pode contrair a disenteria amebiana ao ingerir alimento ou água que estejam contaminadas com o parasita, ou colocando algo na boca que tenha tido contato direto com fezes ou uma pessoa infectada. Tocar em cistos ou ovos de E. histolytica em superfícies contaminadas, e então ingeri-los, também resulta na infecção. Qualquer um que viva em uma instituição, ou que faça sexo anal, ou viaja para países subdesenvolvidos com pouco saneamento básico está em grande risco de contrair a disenteria amebiana. O alcoolismo, desnutrição, gravidez, idade avançada, câncer, e sistema imunológico comprometido também colocam a pessoa em grande risco, de acordo com o National Institutes of Health.

Sintomas

Os sintomas de disenteria amebiana incluem fezes moles, perda de peso, dor no estômago, náusea, fezes com sangue, febre, fadiga, e cólica estomacal. Raramente, um abscesso no fígado pode se desenvolver. Uma combinação de sintomas, amostras de fezes e exames de sangue são usados para diagnosticar a condição. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em aproximadamente duas semanas. Se deixada sem tratamento, no entanto, a taxa de recorrência é alta. O National Institutes of Health afirma que a doença não causa sintomas em quase 90% das pessoas afetadas.

Tratamento e prevenção

O tratamento consiste em um ciclo completo de medicamentos anti-parasitários, como o metronidazol. Se ocorrer vômito, o medicamento é tipicamente administrado de forma intravenosa. Para prevenir a infecção por E. histolytica, é essencial tomar precauções quando viajar para países subdesenvolvidos. Beba somente água engarrafada ou água fervida, evite comer vegetais e frutas frescos, não beba ou coma leite que não seja pasteurizado ou laticínios, e fique longe de alimentos vendidos na rua. A boa higiene, incluindo a lavagem frequente das mãos, é também importante.

Considerações

Sem o pronto atendimento, a disenteria amebiana pode potencialmente se espalhar pela corrente sanguínea até o fígado, onde se forma um abscesso. Raramente, a infecção viaja até o cérebro, pulmões, ou outros órgãos. Em algumas pessoas, os efeitos colaterais dos medicamentos usados para tratar a E. histolytica podem ser severos. Quando possível, os medicamentos são dados para prevenir que complicações ocorram.

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