Tipos de agonistas dopaminérgicos

Escrito por lynette arceneaux | Traduzido por bruna latronico
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Tipos de agonistas dopaminérgicos
Os agonistas dopaminérgicos mimetizam a ação da dopamina no cérebro (blue brain image by John Sfondilias from Fotolia.com)

A dopamina é uma substância química que age como neurotransmissor no sistema nervoso central, afetando a habilidade cerebral de controlar movimentos e respostas emocionais. Os agonistas da dopamina são drogas que mimetizam a ação da dopamina, ligando-se aos receptores dopaminérgicos e causando resposta dos neurônios como se a dopamina estivesse presente nas reações.

Os médicos podem usar esse tipo de medicação para uma série de doenças, incluindo a doença de Parkinson, síndrome das pernas inquietas, discinesia e algumas desordens endocrinológicas.

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Oral: ergolina

Os agonistas dos receptores da dopamina derivados da ergolina são a bromocriptina e cabergolina. Esses medicamentos são derivados de alcaloides do ergot, produzidos pelo fungo Claviceps purpure.

Além de agir como a dopamina, esses medicamentos também bloqueiam a produção de prolactina, um hormônio produzido pela hipófise, tendo benefícios simultâneos em doenças endocrinológicas que tenham hipersecreção desta substância.

Oral: não ergolínicos

Os agentes não ergolínicos incluem o pramipexol e ropinirol. Aprovadas pelo FDA, vigilância sanitária dos EUA, em 1997, essas drogas tratam os sintomas motores precoces na doença de Parkinson, tendo um papel importante no controle das dificuldades de coordenação. Também são utilizadas no tratamento da síndrome de pernas inquietas.

No Brasil está liberado apenas o uso do pramipexol.

Oral: liberação estendida

As drogas não ergolínicas também estão disponíveis em formas de longa liberação. A formulação permite que a substância ativa da medicação seja liberada gradualmente e constantemente na corrente sanguínea, criando um nível basal, sem picos ou decaimentos da medicação no corpo. Uma outra vantagem é que, ao invés de tomar três ou quatro pílulas por dia, o paciente tomará apenas uma dose diária.

Transdermal

Em 1997, o FDA também aprovou o uso transdermal da rotigotina. A forma da medicação, em um adesivo fixado na pele, libera doses contínuas de agonistas dopaminérgicos.

Em 2008 houve um recolhimento de lotes de medicamentos nos Estados Unidos e na Europa, porque a rotigotina tem a tendência de cristalizar nos adesivos. A indústria farmacêutica percebeu que isso poderia atrapalhar a absorção cutânea, reduzindo sua a efetividade.

Os adesivos ainda estão disponíveis na Europa, mas houve um pedido do FDA para reformulação do modelo do medicamento nos Estados Unidos. Esta droga não é comercializada no Brasil.

Injeção

A apomorfina é um agonista da dopamina injetável. Ela foi usada pela primeira vez por volta de 1950, mas causava muitos efeitos colaterais, como náuseas e vômitos. A forma injetável da apomorfina foi introduzida em 1990, e encontrou sucesso como uma droga "de resgate".

Por causa de sua rápida ação, ela pode ser injetada até cinco vezes ao dia e mostra grande ajuda nos pacientes com Parkinson com episódios de rigidez muscular, incapacitantes nas atividades diárias.

Essa droga também não está disponível no Brasil.

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