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A trajetória de Oscar Schmidt

Oscar Schmidt é de longe o melhor e mais importante jogador de basquete brasileiro da história. Mesmo sem nunca ter atuado na NBA, a liga americana de basquete, o "mão santa" acumulou recordes por onde passou, tanto em clubes como na seleção brasileira. O gigante Oscar, com 2,05 metros de altura, conquistou um lugar no coração de todos os brasileiros. Suas cinco participações nas Olímpiadas e a inesquecível medallha de ouro no Pan-Americano de 1987, quando o Brasil bateu os Estados Unidos, o consagraram como um dos grandes heróis do esporte brasileiro.

Oscar, um herói do esporte brasileiro (Doug Pensinger/Getty Images Sport/Getty Images)

Começo de carreira

Oscar deu os primeiros passos na sua carreira no basquete aos 16 anos no Palmeiras em 1974, mas foi no Clube Sírio que ele começou a brilhar, quatro anos mais tarde. Em 1978, com 20 anos, ele foi medalha de bronze na Copa do Mundo de Basquete. No ano seguinte, jogando pelo Sírio, econquistou o Campeonato Sulamericano de Clubes e o Mundial de Clubes, sendo lançado para o estrelato. Em 1982, transferiu-se para o Caserta, na Itália, clube onde mais jogou durante toda sua carreira. Lá ele ganhou o campeonato Italiano de 1988 e foi o cestinha de outros 7 campeonatos. Em 1984 Oscar teve uma chance única. Foi escolhido no Draft, espécie de peneira do basquete americano, para jogar na NBA pelo New Jersey Nets. Mesmo tentado, o "mão santa" recusou a oferta pois naquela época quem jogava na NBA não podia disputar as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Basquete.

Uma história de títulos e glórias (Doug Pensinger/Getty Images Sport/Getty Images)

Pan-Americano de Indianápolis

Em 1987, Oscar Schimdt protagonizou um dos maiores feitos do esporte brasileiro. A seleção brasileira de basquete, comandada por Oscar, conseguiu vencer os americanos, que jogavam em casa na cidade de Indianápolis, e conquistou a medalha de ouro do Pan-Americano. Até 1989 os jogadores da NBA não tinham permissão para disputar as competições de seleções nacionais, mas mesmo assim o time dos EUA, formado por várias estrelas do basquete universitário da época como David Robinson e Danny Manning, era o franco favorito. Oscar foi a estrela da final, virando o jogo para o Brasil e alcançando a marca de 46 pontos convertidos.

O Pan de Indianápolis, uma medalha para a história (Doug Pensinger/Getty Images Sport/Getty Images)

Anos 90 e a volta para o Brasil

Nos anos 90 Oscar disputou duas Olímpiadas pela seleção brasileira de basquete. Tanto em 1992 como em 1996 ele foi uma das estrelas do time, destacando-se como o cestinha da equipe, porém isso não foi o suficiente para avançar além das quartas-de-final. Em 1995, depois de 13 anos jogando na Itália, o "mão santa", voltou a atuar profissionalmente numa equipe brasileira, o Corinthians. Em 1998, apadrinhado por Paulo Maluf, o jogador flertou com a política. Oscar concorreu pelo PPB (Partido Progressista Brasileiro) à uma vaga no Senado Federal pelo Estado de São Paulo. Mesmo com mais de 5 milhões de votos, ele não conseguiu se eleger, perdendo o cargo para Eduardo Suplicy do PT.

Volta para o Brasil e flerte com a política (Jed Jacobsohn/Getty Images Sport/Getty Images)

Fim da carreira e atividades pós-aposentadoria

Em 2003, depois de conquistar dois títulos cariocas jogando pelo Flamengo, Oscar se aposentou do basquete. Até hoje ele mantém a marca de maior pontuador da história do esporte. Em quase 30 anos de carreira foram 49,737 pontos, mais que qualquer outro atleta da NBA. Em 2004, começou a atuar como gerente do time de basquete Telemar, equipe que existiu durante dois anos e conquistou dois títulos estaduais do Rio de Janeiro. Em 2011, o "mão santa" foi diagnosticado com um câncer benigno no cérebro. Após uma operação bem sucedida, o tumor na parte frontal de sua cabeça foi retirado. Porém, em 2013, o câncer voltou a aparecer e Oscar reiniciou um tratamento de radioterapia e quimioterapia para vencer a doença. No mesmo ano, Oscar entrou para o Hall da Fama do Basquete Internacional, situado na cidade de Springfield nos Estados Unidos.

Aposentadoria e batalha pela vida (Jed Jacobsohn/Getty Images Sport/Getty Images)
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