As atrizes brasileiras já falecidas que deixaram saudades

••• Créditos: TV Globo / João Miguel Júnior

O teatro, a teledramaturgia e o cinema brasileiros são conhecidos pela sua criatividade no mundo todo graças aos seus protagonistas. As atrizes brasileiras, que interpretam mães, heroínas, jovens apaixonadas ou vilãs sem coração têm um lugar especial na história da dramaturgia e emocionam o público de norte a sul. Muitas delas interpretam seus papéis com tanto carisma e dedicação que acabam se tornando inesquecíveis para o público, sendo lembradas mesmo muitos anos depois de que faleceram. Conheça aqui algumas atrizes que já se foram e deixaram muita saudade!

Daniella Perez

Divulgação / http://noticias.r7.com

Filha da autora de novelas Glória Perez, Daniella tinha uma promissora carreira na televisão até ser brutalmente assassinada pelo também ator Guilherme de Pádua e sua mulher, Paula Thomaz, em 1992. Daniela tinha no currículo atuações nas novelas "Kananga do Japão", "Barriga de aluguel", "O Dono do Mundo" e "De Corpo e Alma", produção de que participava na época da sua morte. A notícia do seu assassinato comoveu o País, causando revolta. Depois, Glória Perez realizou uma campanha de assinaturas para um projeto de lei que incluía o hohttp://odin.demandstudios.com/ui/write/app.html#imageSearchmicídio qualificado na Lei dos Crimes Hediondos.

Dina Sfat

Divulgação

Dina Sfat nasceu Dina Kutner de Souza, em 1938, mas mudou seu sobrenome assim que começou a se destacar nos palcos brasileiros. Também atuou no cinema, chamando a atenção com suas interpretações em "Corpo Ardente", em 1966, e "Macunaíma", em 1969, quando seu papel como a guerrilheira Ci foi bastante elogiado. Na televisão seus trabalhos mais destacados foram na clássica novela "Selva de Pedra", em 1972, "O Astro", em 1978 e "Bebê a Bordo", em 1988. Dina morreu em 1989, vítima de um câncer de mama que ela havia descoberto há três anos. Foi casada por 17 anos com o também ator Paulo José. Uma das filhas do casal, Bel Kutner, também seguiu a carreira nos palcos.

Nair Bello

Divulgação / http://imprensa.globo.com

Uma das mais queridas e carismáticas atrizes da televisão brasileira, Nair Bello era conhecida principalmente pelo seus papéis cômicos. Nascida em 1931, sua carreira começou na Rádio Excelsior, em 1949, porém foi na televisão que Nair ganhou fama nacional. Seus principais papéis foram nas novelas "Perigosas Peruas", em 1992, "Vira Lata", em 1996, "Uga Uga", em 2000 e "Bang Bang", em 2004. Quando morreu, em 2007, por falência múltilpla de órgãos, a atriz estava no auge de sua fama com a personagem Santinha, que fazia parte do humorístico "Zorra Total". Suas atuações ao lado de Rogério Cardoso eram hilárias e divertiam o público de todo o País.

Zezé Macedo

Foto: CEDOC/ TV GLOBO

Recordista em número de papéis no cinema brasileiro, com um total de 108 filmes, Zezé Macedo ganhou o coração do público com suas atuações cômicas. Seu bom humor garantiu uma longa parceria com o comediante Chico Anysio. Foram várias produções na televisão, entre elas "Chico City", "Chico Anysio Show", "Chico Total" e, a que lhe rendeu mais fama, "A Escolinha do Professor Raimundo". Macedo intepretava Dona Bela, uma aluna que sempre repetia o bordão "Ele só pensa naquilo". Morreu em 1999, aos 83 anos, vítima de um derrame cerebral.

Norma Bengell

Divulgação

Norma Bengell é conhecida até hoje pela sua coragem e bravura. Sua carreira começou aos 23 anos de idade, quando fez uma imitação de Brigitte Bardot junto com Oscarito no filme "O Homem do Sputnik". Entrou para história também por quebrar tabus, sendo a primeira atriz a fazer um nu frontal numa produção nacional, em 1962, no filme "Os Cafajestes". Durante a ditadura, Norma chegou a ser sequestrada e questionada devido às suas opiniões fortes contra o governo. Em 1971 acabou se exilando na França devido à perseguição política. Morreu em 2013, vítima de um câncer de pulmão.

Dercy Gonçalves

Reprodução: Ricardo Leal/PRN/Especial para Terra

Conhecida pelo seu bom humor, constante uso de palavrões e frases escrachadas, Dercy Gonçalves foi um dos maiores ícones da comédia brasileira. Nascida em 1905 no interior fluminense, Dercy teve uma infância bastante pobre. Sua carreira começou no circo, mas logo ela acabou chegando aos palcos, no auge do teatro de revista carioca. Nos anos 1960 chegou a ter seu programa próprio na Rede Globo, o "Dercy de Verdade". Também fez participações em novelas como "Deus nos Acuda" e "Que Rei Sou Eu". Em 1991, sua história virou samba-enredo da escola de samba carioca Unidos do Viradouro. Dercy chocou a opinião pública ao desfilar com os seios à mostra, mesmo tendo 85 anos na época. Morreu aos 101 anos, em 2008, devido a complicações de uma pneumonia.

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