Dez atitudes que fazem os chefes perderem seus funcionários

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Alta remuneração, bons benefícios, plano de carreira, participação nos lucros – nenhum desses estímulos conta mais para o funcionário decidir se continua em uma empresa do que a relação com o chefe. Ser chefe exige muito mais do que somente distribuir atribuições e acompanhar as tarefas. Segundo pesquisa do Instituto Gallup, mais de dois terços das pessoas se demitem dos chefes, e não das empresas. "Já vi gente ficar na empresa ganhando pouco porque adorava seu chefe, também já vi gente abrir mão de um bom contracheque porque seus superiores eram uns filhos da mãe", conta em seu blog o consultor de marketing Sylvio Ribeiro.

Overview

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Alta remuneração, bons benefícios, plano de carreira, participação nos lucros – nenhum desses estímulos conta mais para o funcionário decidir se continua em uma empresa do que a relação com o chefe. Ser chefe exige muito mais do que somente distribuir atribuições e acompanhar as tarefas. Segundo pesquisa do Instituto Gallup, mais de dois terços das pessoas se demitem dos chefes, e não das empresas. "Já vi gente ficar na empresa ganhando pouco porque adorava seu chefe, também já vi gente abrir mão de um bom contracheque porque seus superiores eram uns filhos da mãe", conta em seu blog o consultor de marketing Sylvio Ribeiro.

Mau caráter

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Quer motivo melhor para querer sair do trabalho do que receber ordens todos os dias de alguém que o trata mal, é grosseiro ou intransigente? Desrespeitar os funcionários e não se esforçar para manter um bom relacionamento com os colaboradores é praticamente um convite para que seus talentos migrem para o concorrente. Lembre-se sempre de que demonstrações inapropriadas de poder, assédio e mau caratismo não estão, nem de longe, associados com liderança – muito menos com o sucesso de uma equipe.

Exemplo negativo

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"Conte-me e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu compreendo". A máxima de Confúcio exaustivamente repetida nas aulas de Liderança serve também no sentindo contrário: não adianta nada utilizar a tática do "faça o que digo, mas não faça o que faço" (nem com os filhos, aliás). O chefe pode até não perceber, mas cada ação é vigiada atentamente pelos funcionários e servirá como modelo, tanto positivo quanto negativo. Assim, não vale exigir pontualidade, se você constantemente se atrasa.

Respeito não é medo

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Existem pesquisas que indicam que boas performances dos colaboradores estão diretamente associadas à qualidade do relacionamento com o líder imediato. Se essa relação for de medo, esqueça colaboradores motivados a superar desafios e alcançar resultados melhores. Enquanto o medo gera barreiras difíceis de derrubar, conquistar o respeito da equipe traz resultados eficientes e beneficia a empresa como um todo. Quando a equipe respeita o chefe, tem segurança para partilhar problemas e solucioná-los com mais agilidade.

Ausência de diálogo

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Um bom líder está sempre atento aos questionamentos e interesses de sua equipe. Um chefe que não está disposto a escutar realmente os funcionários, provavelmente desconhecerá o que os motiva a alcançar os resultados desejados. Entra nessa regra não apenas aqueles indispostos a ouvir, como também todo o tipo de comunicação ineficaz: como aquele que escuta e não toma providências, que se comunica pouco ou ainda o chefe que não explica direito a tarefa a ser cumprida.

Ignorar o potencial dos funcionários

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Não é à toa que o plano de carreira é considerado um benefício desejável por grande parte dos funcionários. Ninguém gosta de ficar estagnado e há quem se desestimule facilmente desempenhando há anos a mesma função – e mais ainda se o porte da empresa permite o crescimento do funcionário. Bons chefes reconhecem o potencial dos funcionários e os estimulam a assumir novos desafios, mesmo que não haja realmente possibilidade de promoção. Outra vantagem é que encarar funções ou cargos novos evita que os empregados ajam mecanicamente.

Fazer cortes na equipe sem uma estratégia definida

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Uma das situações que mais atrapalham o trabalho de um funcionário é o medo de ser demitido. Empresas que cortam funcionários sem uma estratégia adequada podem instalar um clima ruim e atrapalhar o rendimento dos demais trabalhadores. Caso os cortes sejam inevitáveis, expor critérios e assumir uma postura de transparência minimizam os danos dessa política.

Controlar excessivamente

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O uso das redes sociais pode atrapalhar o rendimento de muitos funcionários e o descumprimento de horários e prazos compromete a rotina da empresa. Mas o que o chefe deve realmente cobrar dos seus colaboradores são os resultados. Dessa forma, é necessário bom senso para não acabar "fuçando" a vida pessoal ou controlando o tempo inteiro o que colaborador anda fazendo. Esse comportamento é um bom incentivador para outro igualmente nocivo: ao se sentir vigiado ao extremo, o funcionário pode se sentir acuado e gastar tempo e energia tentando burlar a vigilância dentro do local de trabalho.

Isolar-se

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Há muitos chefes que acreditam que a melhor forma de evitar bajulação e fofoca é isolando-se do restante da equipe. Porém, ao estar próximo dos colaboradores, compartilhando ideias e sucessos, a confiança e a credibilidade que a equipe deposita nele tende a aumentar. Além disso, ao dividir conquistas e dificuldades, o superior adquire também mais liberdade para dar "feedbacks" aos funcionários.

Levar para o lado pessoal

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Manter relações estritamente profissionais, sem abertura ou transparência, é superficial e, portanto, pode ser algo negativo. Por outro lado, tratar os subordinados como amigos – ou inimigos – pode prejudicar de vez o relacionamento dentro da empresa. O ideal, de acordo com a professora Clara Linhares, da área de pessoas da Fundação Dom Cabral, é cultivar o limite entre se preocupar com os funcionários e procurar saber como estão sua carreira e vida pessoal e tratá-los profissionalmente, sem levar seus atos como uma afronta pessoal, por exemplo.

Não dividir

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Tão nocivo quanto sobrecarregar os colaboradores com o trabalho que poderia ser dividido é se apropriar de toda a demanda. Chefes que não cultivam um relacionamento de companheirismo junto à equipe e, assim, não deixam os integrantes se sentirem parcialmente responsáveis pelos sucessos e fracassos da companhia, impedem que seus colaboradores "vistam a camisa" da empresa. Partilhar, além de aumentar o comprometimento da equipe com os resultados, cultiva também o respeito pelo chefe, gerando fidelidade e dedicação mútuas.

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