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O que é raciocínio ético consequencial?

Filósofos e eticistas distinguem três tipos de raciocínio ético: deontológico, ou regras baseadas no raciocínio, ética da virtude e raciocínio consequencial. Este envolve o exame das consequências de uma ação ou decisão para determinar seu valor moral. Esse tipo de raciocínio tem aplicação ao se fazer julgamentos morais em decisões pessoais; assim como nos campos de política, negócios, ética médica e engenharia.

O raciocínio ético consequencial examina os benefícios de uma decisão e os custos em campos que incluem a ética médica (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Identificação

Na história de filosofia, o principal tipo de raciocínio consequencial é chamado de utilitarismo. O filósofo Jeremy Bentham foi o primeiro a estender essa linha de pensamento no final dos anos 1800 e se tornou popular devido ao trabalho expandido em ética utilitarista, realizado pelo protegido dele, John Stuart Mill. Bentham considerou que o utilitarismo faz o maior bem para o maior número de pessoas afetadas por uma decisão, ao mesmo tempo que minimiza qualquer possível malefício. Mill elaborou essa teoria argumentando que uma decisão ou ação é certa se proporcionar a maior felicidade ao maior número de pessoas, causando ao mesmo tempo um mínimo de infelicidade.

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Método

O raciocínio consequencial envolve várias etapas para chegar a uma decisão ou ação moralmente correta ou justa. A primeira etapa envolve a especificação da ação sob consideração. A segunda identifica todos aqueles afetados pela ação. A terceira determina os benefícios e o dano produzido pela ação. A quarta contrabalança a quantidade de bem, ou felicidade, produzida pela decisão. Se o bem alcançado por uma ação superar qualquer dano que possa resultar, a teoria utilitarista considera a ação moralmente correta.

Exemplo

Em ética empresarial, uma diretora-presidente poderá perguntar se é moralmente justificável para seu negócio, reduzir os padrões ambientais a fim de poupar dinheiro. Ela então determina os indivíduos afetados que incluiriam os funcionários, os acionistas da empresa, bem como a ecologia local e quais habitantes que poderiam se expor a riscos decorrentes da poluição. Ela deve então identificar os benefícios ou riscos que incidiriam sobre cada parte afetada. Os benefícios poderiam incluir maiores lucros poupando dinheiro, o que poderia levar a melhores salários e maiores dividendos par funcionários e acionistas, respectivamente. Os efeitos prejudiciais podem consistir em dano ao ecossistema local e possíveis problemas de saúde para os moradores das vizinhanças da empresa. A diretora-presidente também precisaria considerar qualquer tempo de prisão em potencial por violação de leis ambientais. Segundo a teoria utilitarista, as decisão correta é aquela que maximiza os benefícios, ao mesmo tempo que minimiza risco ou custos.

Criticismo

Os pensadores éticos criticaram o raciocínio ético consequencial por ignorar as categorias morais fundamentais. No exemplo mencionado anteriormente sobre a poluição industrial, a análise consequencial não leva em conta que as pessoas têm direitos, como o de não ser prejudicado e que esses direitos implicam deveres, como o "dever de não prejudicar os outros injustamente". Um utilitarista poderia potencialmente argumentar que uma estratégia corporativa que poupa muito dinheiro a uma empresa poderia compensar os problemas associados à poluição que prejudica bem poucas pessoas até certo grau muito baixo. Os críticos da teoria utilitarista argumentariam que a extensão de um bem não compensaria qualquer mal infligido a outros.

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Referências

Recursos

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