Os verdadeiros (e estranhos) nomes das celebridades brasileiras

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É muito comum um ator ou músico mudar seu nome artístico antes de iniciar a carreira artística. Ao longo da história da música, do teatro e da dramaturgia brasileira temos diversos exemplos de artistas bem-sucedidos que adotaram novos sobrenomes ou apelidos, utilizados até hoje pelo público. É o caso dos atores Lima Duarte e Fernanda Montenegro, o cantor Fábio Jr. ou integrantes de duplas sertanejas. Conheça alguns exemplos surpreendentes!

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É muito comum um ator ou músico mudar seu nome artístico antes de iniciar a carreira artística. Ao longo da história da música, do teatro e da dramaturgia brasileira temos diversos exemplos de artistas bem-sucedidos que adotaram novos sobrenomes ou apelidos, utilizados até hoje pelo público. É o caso dos atores Lima Duarte e Fernanda Montenegro, o cantor Fábio Jr. ou integrantes de duplas sertanejas. Conheça alguns exemplos surpreendentes!

Fernanda Montenegro

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Ao iniciar a carreira com a peça "Alegres canções nas montanhas", em 1950, a carioca Arlette Pinheiro Esteves Silva escolheu o nome artístico que a acompanharia por mais 60 anos de sucesso: Fernanda Montenegro. A atriz octogenária é considerada pela crítica "a grande dama do teatro brasileiro" e foi a única brasileira a ser indicada a um Oscar de Melhor Atriz em um Papel Principal, em 1999, por "Central do Brasil". Também recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, uma condecoração do governo brasileiro em reconhecimento por seu trabalho nas artes cênicas.

Cazuza

Reprodução Fotos Públicas|Jonathan Bramussi/ Rock In Rio

Você conhece o cantor Agenor de Miranda Araújo Neto pelo apelido que lhe acompanhou a vida toda: Cazuza. Chamado assim pela família desde o nascimento, o jovem não abandonou a alcunha depois de se tornar um dos maiores compositores e intérpretes da música brasileira. À frente da banda Barão Vermelho, o cantor alcançou o sucesso em meados dos anos 1980, e sua parceria com o guitarrista Roberto Frejat é considerada uma das mais importantes da música brasileira. Cazuza contraiu o vírus da AIDS e morreu em 1990, aos 32 anos, deixando um vasto repertório de canções famosas.

Fábio Jr.

Globo/João Cotta

O cantor Fábio Corrêa Ayrosa Galvão, nascido em São Paulo em 1953, já procurava desde muito jovem uma oportunidade para se lançar no meio artístico. Ainda nos anos 1970, no início da carreira, adotou o nome Fábio Jr. para não ser confundido com o ator Flávio Galvão, que não era seu parente mas tinha nome parecido e o mesmo sobrenome. Em 1975, gravou seu primeiro compacto e, no ano seguinte, foi convidado a participar de sua primeira novela na Rede Globo de Televisão. O cantor hoje é conhecido por suas baladas românticas e por ter se casado seis vezes.

Lima Duarte

TV Globo / Divulgação

Mineiro de Sacramento, Ariclenes Venâncio Martins chegou à cidade de São Paulo em um caminhão que fazia o transporte de mangas e rapidamente encontrou emprego em uma rádio, onde foi promovido de "faz-tudo" a sonoplasta e radioator. Adotou o nome Lima Duarte por sugestão de sua mãe, espírita, que lhe ofereceu o nome de seu guia. Com o sucesso como radioator, Lima Duarte foi convidado a trabalhar para a TV Tupi e depois para a Globo, onde participou de novelas célebres como "Direito de Nascer", "Beto Rockefeller", "Roque Santeiro" e "O Salvador da Pátria". Lima Duarte é considerado um dos maiores atores de sua geração.

Diogo Vilela

Globo/João Miguel Júnior

Diogo Vilela foi o nome artístico escolhido por José Carlos Monteiro de Barros à época de seu primeiro papel na novela "A Ponte dos Suspiros", em 1969, aos 12 anos. Tornou-se profissional cinco anos depois e construiu uma carreira sólida no teatro e na televisão, onde se notabilizou por seus papéis cômicos. Um dos trabalhos de maior notoriedade de Vilela foi no humorístico "TV Pirata", grande sucesso até seu encerramento, em dezembro de 1992. O ator também foi o dublador do mamute Manny, na animação norte-americana "A Era do Gelo".

Buchecha

Globo/Zé Paulo Cardeal

Nascido Claucirclei Jovêncio de Souza em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, o cantor e compositor Buchecha adotou a alcunha aos 17 anos, quando começou a cantar. Largou a escola aos 13 anos para ajudar a família, realocada em Niterói, em funções como camelô, office boy e servente de obras. Foi apresentado ao funk pelo amigo de infância Claudinho, com quem criou uma célebre dupla. Com o lançamento do disco "A Forma", em 1997, a dupla Claudinho & Buchecha conseguiu alcançar sucesso no mercado fonográfico. Buchecha seguiu carreira solo após o falecimento de seu companheiro, em 2002.

Susana Vieira

Globo/João Cotta

A atriz Susana Vieira tomou emprestado o nome da irmã para ingressar no meio artístico e se consolidar como uma das principais atrizes do Brasil. Sônia Maria Vieira Gonçalves, como foi batizada, era filha de um diplomata brasileiro. Foi contratada para trabalhar com televisão em 1960, após uma aparição como bailarina em um programa da TV Tupi. Estabelecida na dramaturgia, é uma das principais atrizes da Globo até hoje e tem papéis de destaque nos folhetins da emissora. Seu último trabalho foi como a médica Pilar, na novela "Amor à Vida", encerrada no início de 2014.

Zezé di Camargo e Luciano

Globo/ Rubens Cerqueira

A dupla Zezé Di Camargo & Luciano atingiu o estrelato em 1991, com a música "É o Amor". Provenientes de Pirenópolis, no interior de Goiás, os jovens cantores adotaram o nome que utilizam até hoje. Na certidão de nascimento, Zezé se chama Mirosmar José de Camargo. Já o verdadeiro nome de seu irmão Luciano é Welson David de Camargo. Ao longo de 20 anos, Zezé e Luciano emplacaram dezenas de hits nas rádios. O filme "Dois filhos de Francisco" mostra uma versão romantizada da vida da dupla desde Goiás até a chegada em São Paulo e a conquista do espaço na música sertaneja atual.

Zeca Baleiro

Reprodução Fotos Públicas|Elisangela Melo/ Rock In Rio

O cantor maranhense Zeca Baleiro deixou sua Arari natal para divulgar suas músicas e composições no mercado do eixo Rio — São Paulo, onde dividiu um apartamento com Chico César. Zeca nasceu José Ribamar Coelho Santos e escolheu o "Baleiro" de seu nome artístico por causa de um apelido dos tempos de faculdade, que aludia à sua preferência por doces. Sua primeira grande oportunidade de sucesso foi a participação no DVD "Acústico MTV" de Gal Costa, na canção "Flor da Pele". Já conhecido, Baleiro compôs músicas em parceria com Zé Ramalho, Genival Lacerda e Arnaldo Antunes.

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