Características de neuropatia e de dor crônica na coluna

Escrito por suzanne fantar Google | Traduzido por julia palma ramôa
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Características de neuropatia e de dor crônica na coluna
Muitas pessoas sofrem de dor na lombar (pain ii image by Mykola Velychko from Fotolia.com)

A dor crônica nas costas é uma problema muito comum entre pessoas com atividades físicas variadas. O termo "crônico" descreve uma condição constante ou recorrente durante meses ou anos. Podendo envolver o pescoço, a lombar ou a área do tórax, a dor crônica pode mudar drasticamente a vida de uma pessoa. Isso é principalmente comprovado quando a neuropatia está na raiz da dor na coluna.

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Descrição

Geralmente, os médicos descrevem dois tipos de categoria de dor crônica: nocicepção e neuropatia. Os mesmos grupos se aplicam à dor nas costas. Em 2006, foi feita uma pesquisa pelo jornal "Current Medical Research & Opinions", que dizia que a estimulação de nociceptores específicos - ou receptores de dor - causa nocicepção. Por outro lado, a dor que vem da neuropatia resulta de danos ou doença no próprio nervo. Na neuropatia, os nervos não funcionam propriamente e não conseguem mais processar os sinais que recebem.

Nervos espinhais

Basicamente, nervos são um conjunto de fibras de axônio em formato de corda. Axônios são estruturas compridas e tubulares que transmitem sinais para as células nervosas. O médico de saúde espinhal, Peter Ullrich, afirma que há 31 pares de nervos ao longo da coluna vertebral, do pescoço até a lombar. Os nervos saem da medula espinhal em um ponto chamado raiz nervosa, e espalha pequenas terminações chamadas nervos periféricos para diversas partes do corpo. Quaisquer um dos 31 pares dos nervos espinhais podem sofrer danos, causando dores neuropáticas.

Características de neuropatia e de dor crônica na coluna
Vértebra e discos com aberturas para os nervos espinhais (Wirbelsäule - Computertomographie image by Daniel Schmid from Fotolia.com)

Tipos

O artigo do jornal "Current Medical Research and Opinion" lista diferentes tipos de dor crônica na coluna devido à neuropatia. Por exemplo, é destacado que lesões nos dendritos dos receptores de dor em um disco vertebral degenerado leva à dor neuropática local. Por outro lado, a compressão da raiz nervosa causa dor mecânica neuropática na raiz. Um terceiro tipo, chamado dor neuropática inflamatória, ocorre quando os discos degenerados espalham a inflamação ao longo da espinha. Normalmente, a inflamação é uma reação defensiva do sistema imunológico do corpo ao se deparar com machucados, infecções ou irritações.

Causas

A "Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease" lista várias causas possíveis de dano nervoso temporário ou permanente: inflamação, trauma, toxinas, distúrbios metabólicos, defeitos genéticos e tumores. Entretanto, a causa identificada mais comum de dor neuropática são condições degenerativas e compressão do nervo. Os nervos espinhais podem ser comprimidos devido à quedas, hérnia, discos rompidos ou quebrados, bem como por sobrecarga nos ossos.

Aspectos clínicos

De acordo com a "Spine Health", os pacientes costumam descrever a dor neuropática na coluna como intensa, severa, profunda, de queimação ou frio. Além da típica sensação de dormência persistente, o jornal "Current Medical Research & Opinions" indica que depressão e sonolência geralmente acompanham a dor crônica na coluna. Outro ponto é o fato de que um nervo afetado pode fazer com que a dor neuropática irradie para os braços, mãos, pernas e pés. Por fim, a "Spine Universe" inclui a alodinia e a hiperalgesia como fatores particulares da neuropatia. Na alodinia, estímulos indolores do dia-a-dia, como encostar nas fronhas ou na luz, acabam causando dor. A hiperalgesia, por sua vez, se refere à uma crescente sensibilidade aos estímulos de dor cotidianos.

Diagnóstico e Tratamento

O processo de diagnóstico para dor neuropática crônica envolve um exame histórico e físico do paciente, bem como análises radiográficas e testes nervosos. O sucesso do tratamento depende muito do diagnóstico da doença em estágio inicial e de um controle intenso da dor neuropática, diz o médico da "Spine Universe", Steven Richeimer. Geralmente, o tratamento possui diversas opções, incluindo procedimentos médicos, como injeções de esteroides e cirurgia; terapias psicológicas, como modificações comportamentais e treinos de relaxamento; e reabilitação física. A "Spine Health" particularmente indica programas de reabilitação para a dor através de exercícios diretos e individualizados com o intuito de reduzir a frequência, a intensidade e a duração dos episódios de dor crônica.

Prevenção

Machucados, velhice, estado geral da saúde e os hábitos cotidianos influenciam o risco de desenvolver dor crônica na coluna. Apesar de exercícios físicos ajudarem a melhorar e a manter a saúde boa, fazê-los de maneira inadequada ou com métodos ineficazes podem forçar a espinha e aumentar o risco de dor. O uso de técnicas apropriadas e de proteção são imprescindíveis quando se faz atividades de alto impacto. Para prevenir a dor na coluna, a "eMedicine Health" recomenda atividades de baixo impacto, como nadar, caminhar e andar de bicicleta.

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