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Características de neuropatia e de dor crônica na coluna

Atualizado em 17 abril, 2017

A dor crônica nas costas é uma problema muito comum entre pessoas com atividades físicas variadas. O termo "crônico" descreve uma condição constante ou recorrente durante meses ou anos. Podendo envolver o pescoço, a lombar ou a área do tórax, a dor crônica pode mudar drasticamente a vida de uma pessoa. Isso é principalmente comprovado quando a neuropatia está na raiz da dor na coluna.

Muitas pessoas sofrem de dor na lombar (pain ii image by Mykola Velychko from Fotolia.com)

Descrição

Geralmente, os médicos descrevem dois tipos de categoria de dor crônica: nocicepção e neuropatia. Os mesmos grupos se aplicam à dor nas costas. Em 2006, foi feita uma pesquisa pelo jornal "Current Medical Research & Opinions", que dizia que a estimulação de nociceptores específicos - ou receptores de dor - causa nocicepção. Por outro lado, a dor que vem da neuropatia resulta de danos ou doença no próprio nervo. Na neuropatia, os nervos não funcionam propriamente e não conseguem mais processar os sinais que recebem.

Nervos espinhais

Basicamente, nervos são um conjunto de fibras de axônio em formato de corda. Axônios são estruturas compridas e tubulares que transmitem sinais para as células nervosas. O médico de saúde espinhal, Peter Ullrich, afirma que há 31 pares de nervos ao longo da coluna vertebral, do pescoço até a lombar. Os nervos saem da medula espinhal em um ponto chamado raiz nervosa, e espalha pequenas terminações chamadas nervos periféricos para diversas partes do corpo. Quaisquer um dos 31 pares dos nervos espinhais podem sofrer danos, causando dores neuropáticas.

Vértebra e discos com aberturas para os nervos espinhais (Wirbelsäule - Computertomographie image by Daniel Schmid from Fotolia.com)

Tipos

O artigo do jornal "Current Medical Research and Opinion" lista diferentes tipos de dor crônica na coluna devido à neuropatia. Por exemplo, é destacado que lesões nos dendritos dos receptores de dor em um disco vertebral degenerado leva à dor neuropática local. Por outro lado, a compressão da raiz nervosa causa dor mecânica neuropática na raiz. Um terceiro tipo, chamado dor neuropática inflamatória, ocorre quando os discos degenerados espalham a inflamação ao longo da espinha. Normalmente, a inflamação é uma reação defensiva do sistema imunológico do corpo ao se deparar com machucados, infecções ou irritações.

Causas

A "Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease" lista várias causas possíveis de dano nervoso temporário ou permanente: inflamação, trauma, toxinas, distúrbios metabólicos, defeitos genéticos e tumores. Entretanto, a causa identificada mais comum de dor neuropática são condições degenerativas e compressão do nervo. Os nervos espinhais podem ser comprimidos devido à quedas, hérnia, discos rompidos ou quebrados, bem como por sobrecarga nos ossos.

Aspectos clínicos

De acordo com a "Spine Health", os pacientes costumam descrever a dor neuropática na coluna como intensa, severa, profunda, de queimação ou frio. Além da típica sensação de dormência persistente, o jornal "Current Medical Research & Opinions" indica que depressão e sonolência geralmente acompanham a dor crônica na coluna. Outro ponto é o fato de que um nervo afetado pode fazer com que a dor neuropática irradie para os braços, mãos, pernas e pés. Por fim, a "Spine Universe" inclui a alodinia e a hiperalgesia como fatores particulares da neuropatia. Na alodinia, estímulos indolores do dia-a-dia, como encostar nas fronhas ou na luz, acabam causando dor. A hiperalgesia, por sua vez, se refere à uma crescente sensibilidade aos estímulos de dor cotidianos.

Diagnóstico e Tratamento

O processo de diagnóstico para dor neuropática crônica envolve um exame histórico e físico do paciente, bem como análises radiográficas e testes nervosos. O sucesso do tratamento depende muito do diagnóstico da doença em estágio inicial e de um controle intenso da dor neuropática, diz o médico da "Spine Universe", Steven Richeimer. Geralmente, o tratamento possui diversas opções, incluindo procedimentos médicos, como injeções de esteroides e cirurgia; terapias psicológicas, como modificações comportamentais e treinos de relaxamento; e reabilitação física. A "Spine Health" particularmente indica programas de reabilitação para a dor através de exercícios diretos e individualizados com o intuito de reduzir a frequência, a intensidade e a duração dos episódios de dor crônica.

Prevenção

Machucados, velhice, estado geral da saúde e os hábitos cotidianos influenciam o risco de desenvolver dor crônica na coluna. Apesar de exercícios físicos ajudarem a melhorar e a manter a saúde boa, fazê-los de maneira inadequada ou com métodos ineficazes podem forçar a espinha e aumentar o risco de dor. O uso de técnicas apropriadas e de proteção são imprescindíveis quando se faz atividades de alto impacto. Para prevenir a dor na coluna, a "eMedicine Health" recomenda atividades de baixo impacto, como nadar, caminhar e andar de bicicleta.

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