Por que Coca-Cola e Mentos explodem?

Escrito por edwin thomas | Traduzido por luiza g. brando
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Por que Coca-Cola e Mentos explodem?
Seria por causa de algum componente químico na fórmula da Coca-Cola? (George Marks/Retrofile/Getty Images)

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Carbonação

Quando vamos direto ao ponto, a Coca-Cola é uma solução de água, açúcar, caramelo, aromas artificiais, conservantes e grande quantidade de dióxido de carbono. O último é a parte importante. Ele é adicionado à cola sob pressão na fábrica de engarrafamento, e é esse gás que deixa a bebida carbonatada. Você pode ver o dióxido de carbono escapar rapidamente assim que uma garrafa de Coca-Cola é aberta, e continua escapando em fluxo menor mas estável pelas pequenas bolhas que saem da bebida quando está em um copo. Isso demonstra que, quando exposto ao ar livre, embora de outra forma imperturbável, o dióxido de carbono na Coca-Cola quer escapar. O efeito pode ser acelerado com um pouco de estímulo exterior. Por exemplo, todos sabem que ao balançar uma garrafa tampada e depois abrir, o líquido jorra pela abertura como um pequeno gêiser. Isso ocorre porque o dióxido de carbono, estimulado pela sacudida, faz uma grande fuga da Coca-Cola. Ele escapa no momento em que a tampa é retirada e a pressão que o mantém é liberada. Se uma garrafa de Coca-Cola for bastante sacudida e deixada quieta por algumas horas ou resfriada por pouco mais de uma hora, o dióxido de carbono, antes estimulado, vai assentar.

Explosão

A bala Mentos faz com que o dióxido de carbono saia da bebida de cola tão rapidamente que o resultado é explosivo. Se um pequeno gêiser é o que acontece ao sacudir uma garrafa, colocar uma dezena de Mentos gargalo abaixo resultará em um enorme gêiser. Houve relatos de garrafas plásticas de dois litros que explodiram ao serem enchidas com Mentos e depois tampadas. A pressão do dióxido de carbono saindo da solução e se expandindo rapidamente é mais forte do que a garrafa plástica, o que faz com que ela estoure.

Por que Mentos?

Na verdade, há alguns debates sobre o motivo da bala Mentos ser tão boa nisso. O programa Caçadores de Mitos, do Discovery Channel, afirma que há um componente químico que causa a reação. Enquanto Steve Spangler, um dos responsáveis pelo experimento original de Mentos e Coca-Cola, em 2005, afirma que é uma reação estritamente física. A única coisa em que ambos concordam é que a nucleação é fundamental para o processo. Em nível microscópico, a bala Mentos sabor hortelã é cheia de furinhos e sulcos, o que proporciona as condições ideais para que a nucleação, ou a formação em massa de bolhas de gás, aconteça. Além disso, se o programa Caçadores de Mitos estiver correto e houver uma parte química na reação, o grande aumento da área de superfície fornecido pelos furos e sulcos só aceleram essa reação. Por fim, a bala é pesada e submerge até o fundo, aumentando tanto a velocidade quanto a extensão da reação que causa. Uma colher cheia de sal também faz com que a Coca-Cola vire um gêiser, mas não tão significativo quanto o que tabletes de sal poderiam criar, exatamente porque os pequenos cristais não caem tão fundo ou tão rapidamente, o que limita a quantidade de reação do dióxido de carbono estimulado.

Considerações

A primeira consideração é que, como demonstra o programa Caçadores de Mitos, somente a bala Mentos sabor hortelã produz a dramática reação de um gêiser na Coca-Cola. Isso ocorre porque as pastilhas que não são de hortelã possuem um verniz na superfície, o que reduz drasticamente a quantidade de furinhos que tornam possível uma nucleação tão intensa. A segunda consideração é que os refrigerantes artificialmente adoçados têm muito mais dióxido de carbono embutido neles do que os refrigerantes adoçados com açúcar ou xarope de milho. O resultado é que a Coca-Cola dietética tem um potencial mais explosivo do que a Coca-Cola regular.

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