A crise do petróleo na década de 70

Escrito por erin vaughan | Traduzido por fatima mesquita
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A crise do petróleo na década de 70
Na década de 70, os Estados Unidos tiveram até racionamento e longas filas para abastecimento (county gas pump image by Robert Bourgeois from Fotolia.com)

Crise do petróleo é o nome dado quando um aumento no preço do barril do produto dispara uma onda de problemas econômicos. Em boa parte do mundo, o impacto foi sentido na maior parte da década de 70 e ainda do começo dos anos 80, com o ponto mais dramático ficando entre 1973 e 1979.

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A subida de preços da OPEP em 1973

No começo de 1973, a OPEP, que é a entidade que reúne os países exportadores de petróleo, quadruplicou o preço do produto. Os Estados Unidos, em particular, sofreram um enorme impacto com a novidade, pois estavam em uma fase de altos gastos com a guerra do Vietnã e passando por uma estagflação (quando a taxa de inflação e de desemprego sobem ao mesmo tempo). E isso apenas aumentou a dificuldade das pessoas e das empresas de suportar a alta do preço do combustível.

O embargo de 1973

A situação ficou ainda mais complicada para os EUA quando vários países do Oriente Médio decidiram, em outubro de 1973, decretar um embargo nas vendas para o ocidente, incluindo-os na lista negra da organização como punição contra o apoio dos norte-americanos à criação de Israel e pela preferência de aliança com os judeus em detrimento de vários do países árabes membros da OPEP. E a medida teve grande impacto especialmente naquela época, quando o país registrava um alto consumo de petróleo por cidadão e dependia muito do produto fornecido pela OPEP. Por tudo isso, os investidores do setor entraram em pânico, elevando ainda mais o preço do produto.

O congresso norte-americano criou, então, a Secretaria Federal de Energia para regular o suprimento do produto, o seu racionamento e preço. Políticas voluntárias foram oferecidas até a postos de gasolina, incluindo medidas como fechar aos domingos e não vender mais de 20 reais do produto a cada vez. O novo órgão também instituiu o limite por volta de 90 km/h (55 mph) em todas as rodovias. Além disso, o governo deu início ao "Projeto Independência", com o objetivo de acabar com sua dependência na importação de petróleo até 1980. As autoridades aprovaram ainda a criação de uma rota de oleodutos chamada Trans-Alaska, para melhor distribuir o petróleo explorado no próprio país.

A crise de 1979

A crise do petróleo de 1979 foi um resultado direto da Revolução Iraniana. O Shah do Irã abdicou do posto, causando temores e milhares de protestos que deixaram a produção do petróleo inconsistente e instável. O refinamento só retornou depois que o Ayatollah Khomeini assumiu o poder, mas o volume continuou aquém do tradicional e a produção se mostrou inconstante, enquanto os temores do fim dos suprimentos iraquianos levavam o preço do produto às alturas. Ao mesmo, a situação nos Estados Unidos continuava a mesma, com altas taxas de desemprego e inflação. E isso fez com que certos estados voltassem a implantar medidas de racionamento.

A chamada "Doutrina Carter" acabou com alguns dos controles de preço estabelecidos por Nixon na crise de 1973 e afirmou ao mundo que qualquer nação que entrasse em conflito com os países ricos em petróleo do Golfo Persa estaria praticando hostilidade contra os interesses norte-americanos. Essa crise se encerrou em 1980, com o mundo entendendo que o problema não era de fato relacionado à falta do produto (outras nações produtoras aumentaram de maneira tão drástica a produção que o suprimento chegou a ficar apenas cerca de 4% menor do que estaria se as contribuições iranianas estivessem em seu patamar normal). E isso fez com que os preços, aos poucos, caíssem.

Efeitos sobre a atitude dos norte-americanos

As crises dos anos 70 representaram uma tomada de consciência por parte dos norte-americanos para o fato de que o suprimento de petróleo é limitado. O pânico causado pela situação fez muita gente reavaliar sua postura em relação ao consumo do produto. Muitos compraram carros menores de marcas europeias e japonesas que consumiam bem menos combustíveis, e casas com aquecimento elétrico no lugar de sistemas à óleo. Além disso, as pessoas baixaram o termostato do aquecimento para 18 graus Celsius em um esforço de conservação de energia, enquanto as empresas passaram a colaborar criando eletrodomésticos mais eficientes em termos de consumo energético.

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