Curas medicinais medievais usando ervas

Escrito por alyson paige | Traduzido por marina vidal
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Curas medicinais medievais usando ervas
Algumas curas medicinais medievais são consideradas válidas até hoje (http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hildegard.jpg, doberman_2007_-_22.jpg, http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fort_Custer_Plant3.JPG, http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fennel_(PSF).png, http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Symphytum_MdE.jpg, http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Orto-medievale.JPG)

Apesar de consideradas ultrapassadas por muitos médicos contemporâneos, as curas medicinais medievais são vistas como tratamentos viáveis por muitos curandeiros alternativos e médicos. De acordo com o site Mostly Medieval, entre os curandeiros medievais estavam médicos, monges e outros curandeiros populares. A cura através de ervas era diferente do que é hoje. Por exemplo, os médicos medievais seguiam a doutrina das assinaturas. O site explica que as cores de uma flor e as características de uma planta revelavam o seu uso como planta medicinal. Flores amarelas, como o dente-de-leão, indicavam que tinham propriedades que ajudavam em doenças do fígado, cujos sintomas incluem icterícia. Dentre as muitas ervas utilizadas estavam a aloe, a agripalma, o funcho e o confrei. As ervas eram utilizadas para tratar doenças como disenteria e pneumonia.

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Relevância

De acordo com o site da Universidade de Fordham, existem manuscritos datados do século dez que mencionam o uso frequente de ervas no dia a dia medieval. As pessoas dessa época acreditavam que as plantas tinham poderes mágicos e elas eram usadas tanto para fins medicinais como em feitiços. Apesar de atualmente as ervas não serem mais consideradas mágicas, com exceção talvez do trevo de quatro folhas, elas ainda são indicadas por médicos como tratamento de diversas doenças.

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Na idade média as pessoas acreditavam que as plantas tinham propriedades mágicas

Doenças

O site Mostly Medieval descreve as doenças mais comuns do período medieval. Essas incluem disenteria, gripe, catapora, derrame e ataque cardíaco. Os médicos tratavam os pacientes de acordo com as crenças da Grécia antiga. De uma maneira simples, a doença era considerada um desequilíbrio do sangue ou de outros fluidos corporais, a bile amarela, negra e o muco. Uma vez que a área de desequilíbrio era identificada as ervas eram utilizadas para restaurar o equilíbrio.

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As ervas eram utilizadas para restaurar o equilíbrio do organismo

Ervas

Na era medieval, como agora, curandeiros utilizavam plantas comuns para amenizar doenças. O site Mostly Medieval registra que os médicos medievais seguiam um antigo médico grego que usava aloe de maneira tópica para feridas e perda de cabelo, entre outros problemas. A aloe também era prescrita como laxante. A agripalma era usada para tratar depressão e para aumentar as contrações do parto. Médicos medievais também usavam o funcho para tratar cólicas, suprimir o apetite e ajudar mulheres lactantes. O confrei fervido era usado em forma de compressa para ossos quebrados.

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A mesma planta podia ser usada para tratar diversos problemas

Soluções

O mesmo site descreve como as ervas eram usadas em poções, loções e em amuletos. Os médicos medievais preparavam poções misturando ervas com cerveja, leite ou vinagre. Eles também as misturavam com manteiga para uso externo, como em sangramentos do nariz, queimaduras de sol e mordidas de cachorro. As pessoas na Idade Média acreditavam que as ervas em amuletos serviam como proteção contra a má sorte e doenças do corpo e da mente. O site lista algumas das técnicas de cura mais incomuns usando ervas, como o uso da erva-de-são-joão na véspera do solstício de verão para curar febre. No entanto, era preciso encontrar a erva-de-são-joão por acidente no mesmo dia. Se você conseguisse capturar uma pessoa insana e amarrasse uma saco de ranúnculo ao redor do pescoço dela, ela estaria curada. Crianças que passassem por baixo de círculos feitos de madressilva também estariam curadas de suas doenças. A cura de sardas era complicada. Era preciso cobri-las com sangue de um touro ou coelho. Caso essa solução não fosse do agrado do paciente uma alternativa era cobri-las com nozes destiladas.

Curas medicinais medievais usando ervas
Algumas plantas eram utilizadas de maneira bastante incomum

Aquisição

Os médicos medievais cultivavam as ervas em seus próprios jardins. Quando não havia a opção de cultivá-las ou precisavam de um tipo específico que não era cultivado, eles procuravam as ervas selvagens na região. De acordo com o site Mostly Medieval, os curandeiros populares iam além para garantir a eficácia das suas curas colhendo as ervas em um período específico. As colheitas eram realizadas sempre ao amanhecer por alguém voltado para o sul.

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As ervas eram muitas vezes cultivadas pelo próprio médico

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