A defesa dos cupins

Escrito por alicia prince | Traduzido por julio vizo
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A defesa dos cupins
Os cupins se defendem de muitas maneiras, mas não picam (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Muitos insetos, como formigas, abelhas e vespas, têm a capacidade biológica para picar. Os cupins, no entanto, não possuem tal capacidade. Apesar desta limitação, os cupins são defensores vorazes de suas colônias e muitas vezes usam métodos únicos. As colônias estão organizadas em quatro castas principais: o rei e a rainha, os reprodutores, os soldados e os operários. O papel de defender a colônia normalmente recai inteiramente sobre o cupim soldado, ao contrário das formigas, onde todas as castas são capazes de lutar. Cupins são raramente agressivos, a menos que sejam atacados, a sua principal ameaça é a predação de formigas, e para algumas espécies, tamanduás.

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Mandíbulas

Cupins muitas vezes dependem das mordidas para se defenderem, e na maioria das vezes usam essa arma contra formigas. Os cupins soldados de muitas espécies evoluíram especialmente para esta tarefa, ostentando grandes cabeças blindadas e fortes mandíbulas salientes. Morder geralmente é um processo simples, mas algumas espécies alteraram ligeiramente a sua abordagem. Por exemplo, a espécie pericapritermes é um tipo de cupim subterrâneo que usa suas mandíbulas para arremessar formigas que os ameacem a uma distância segura para evitar o ataque.

Barreiras físicas

A construção de barreiras físicas é a forma mais eficaz que os cupins têm de se defender contra a predação de formigas. Elas são geralmente construídas utilizando terra, madeira mastigada e secreções salivares. De acordo com David Stecco da Universidade Estadual do Colorado, cupins operários podem sobreviver a ataques predatórios de formigas em uma colônia protegida por barreiras físicas, mesmo na ausência dos soldados.

Auto-sacrifício

Os cupins soldados de algumas espécies utilizam elementos químicos ou ataques físicos que matam a si mesmos, como forma de defender a colônia. Um exemplo disso ocorre com os odontotermes subterrâneos e espécies coptotermes, onde um cupim soldado morde um inimigo, e então excreta um líquido branco viscoso, similar aos ingredientes ativos em muitos formicidas domésticos. Isso é eficaz contra a maioria das espécies de formigas, mas o cupim soldado é significativamente drenado de energia e muitas vezes morre pouco depois. Os globitermes sulphureus também secretam um líquido sobre predadores, embora esta espécie faça isso de forma tão violenta que os soldados se partem e morrem.

Outras defesas

Algumas espécies de cupins usam mecanismos de defesa incomum em comparação às outras. Uma espécie subterrânea da América do Sul (nasutitermes) carece de mandíbulas, e assim excreta uma substância química ligeiramente diferente que não só imobiliza formigas, mas repele tamanduás também. Os soldados da espécie cryptotermes defendem sua colônia, ligando as entradas com as suas grandes cabeças. Esta prática é conhecida como fragmose e é algo único da espécie cryptotermes.

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