Descobertas feitas por Jacques Cousteau

Escrito por tamasin wedgwood | Traduzido por mayra chibante
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Descobertas feitas por Jacques Cousteau
Jacques Cousteau foi um mergulhador pioneiro; o primeiro explorador da vida oceânica (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

Em 1956, o explorador aquático Jacques Cousteau levou a vida do oceano para as telas de televisão de uma forma jamais vista. Ele descobriu vida nos recifes de corais e nas camadas mais fundas do oceano. Seu trabalho inspirou gerações de mergulhadores e biólogos marinhos. Seus documentários pioneiros foram possíveis somente por causa das suas descobertas tecnológicas. Cousteau foi essencial no desenvolvimento dos equipamentos de mergulho, câmeras subaquáticas, minisubmarinos e uma vila submarina.

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O tubo de oxigênio

Cousteau co-desenvolveu o tubo de oxigênio enquanto estava na marinha francesa. O pré-aparelho de respiração subaquática independente (SCUBA) foi o primeiro dispositivo com regulagem do fluxo de ar. O tubo de oxigênio fornecia ar apenas quando o mergulhador respirava, permitindo mergulhos mais longos que aqueles feitos com os dispositivos onde o o fluxo de ar era contínuo. Os tubos de oxigênio libertaram os mergulhadores da conexão feita com o capacete e com as linhas aéreas para a base. Isso permitiu mergulhos mais fundos e melhorou a manobrabilidade. Cousteau usou o tubo de oxigênio para a desminagem de 1943 e para a exploração subaquática no pós guerra. Seu mergulho simplificado, desenvolvido em 1966, permitiu uma maior flexibilidade e reduziu o consumo de ar.

Fotografia subaquática

Cousteau gravou seu primeiro filme subaquático em 1942, segurando sua respiração. O tubo de oxigênio facilitou o seu segundo filme. Ele ainda tinha problemas técnicos para superar: estudar os raios de luz subaquáticos para descobrir a iluminação que deixaria as cores com maior precisão e desenvolver motores de mergulho para manter o ritmo com as criaturas nadadoras. Em 1963, as câmeras de Cousteau com a tecnologia "olho de coruja" podiam utilizar a luz mínima que as grandes profundidades forneciam.

Submergíveis

Em 1959, Cousteau desenvolveu o primeiro veículo submarino - o disco de mergulho. "Denise" comportava dois homens deitados de bruço, observando o fundo do mar através de escotilhas. Denise explorou profundidades de até 350 metros. As suas lâmpadas móveis iluminavam formas de vida jamais vistas. As câmeras a bordo, gravadores de fita e braço de amostragem documentaram essas novas criaturas. Em 1965, Cousteau desenvolveu dois submarinos individuais similares, apelidado de "Sea Fleas".

Naufrágios

Esses equipamentos ainda permitiram que Cousteau fizesse descobertas arqueológicas. Ele foi o primeiro a explorar muitos dos naufrágios do mundo, recuperando tesouros romanos e outros. Enquanto filmava seu primeiro documentário, "O mundo silencioso" (1955), Cousteau descobriu o "Thistlegorm". Naufragado em 1941, o navio de guerra britânico, cheio de equipamento militar é, hoje, uma das ruínas mais visitadas no mundo.

O Conshelf e o turbosail

Em 1962, Cousteau desenvolveu o Conshelf 1 -- o primeiro laboratório submarino, tripulado por dois "oceanauts". Isso provou que o homem poderia viver embaixo do mar. Dessa forma, Cousteau desenvolveu o Conshelf II. Essa aldeia subaquática incluía uma garagem, estoque de equipamento e uma subestação mais funda, onde dois homens viveram por uma semana. O filme de Cousteau, em 1964, sobre suas experiências, ganhou um Oscar. Em 1980 ele realizou um outro sonho: um barco sustentável que combinava motores a diesel com a energia eólica. O turbosail Alcyone Cousteau-Pechiney fornecia mais que cinco vezes de poder de vela e 35% de economia de combustíveis fósseis.

Descobertas do mundo natural

Antes do tubo de oxigênio, os oceanos eram territórios inexplorados. Cousteau explorou-os e compartilhou suas descobertas com os outros através do cinema. Ele captou as primeiras imagens feitas de nautilus. Quase nada era sabido sobre essa criatura noturna do fundo do mar. Cousteau ainda foi um dos primeiros a documentar o uso da comunicação sonar dos golfinhos. Seu navio de pesquisa, Calypso, avançou no conhecimento do fundo do mar, da Amazônia e o Mississipi através de amostragens e fotografias. Criticado por não estudar suas descobertas a fundo, Cousteau retrucou: "Sou um explorador, não um colono...meu trabalho é revelar e seguir em frente".

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