As desvantagens da fermentação de ácido lático

Escrito por john brennan | Traduzido por pamela oliveira
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As desvantagens da fermentação de ácido lático
Em condições de baixa concentração de oxigênio, os músculos esqueléticos do seu corpo recorrem à fermentação láctica (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

A quebra da glicose nas suas células é dividida em duas fases, a primeira delas é chamada de glicólise. Um dos produtos dessa fase é uma molécula chamada de piruvato, que, em condições normais, iria ser oxidada no ciclo do ácido cítrico. Entretanto, quando há pouca disponibilidade de oxigênio, as células usam o piruvato para fazerem fermentação láctica. Esse processo é necessário para continuar a glicólise, mas também possui desvantagens.

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Motivos fisiológicos

Durante curtos períodos de atividade intensa, como uma corrida, seus músculos esqueléticos ficam sem o oxigênio necessário para continuar a fazer a respiração aeróbica. A glicólise reduz o NAD+ para NADH, e se os músculos não oxidarem o NADH de volta a NAD+, eles ficarão sem NAD+ para a glicólise e não poderão mais quebrar glicose para obterem energia. Para recuperarem seus estoques de NAD+, eles reduzem piruvato à ácido láctico oxidando NADH para NAD+ no processo.

Ineficiência

A glicólise seguida da fermentação láctica apenas extrai uma fração da energia armazenada na molécula de glicose, produzindo apenas quatro ATPs por molécula de glicose, comparados aos mais de 30 produzidos pela respiração aeróbica. Células que dependem da fermentação láctica precisam consumir muito mais glicose para obterem a mesma quantidade de energia que as células que fazem respiração aeróbica. Fermentação também gasta a energia armazenada pela redução do NADH na redução do piruvato, o que não é útil para a célula.

Ácido láctico

O ácido láctico gerado pela fermentação pode ser reciclado no fígado, mas isso leva tempo. Enquanto você está correndo, o ácido láctico se acumula e chega a concentrações bem altas no fluido extracelular. Esse acúmulo gera a sensação de queimação que se sente em atividades musculares intensas. Isso atrapalha a quebra da glicose, tornando mais difícil a continuidade do esforço. Até atletas bem condicionados só podem fazer esforços por um tempo limitado antes de terem que diminuir o ritmo ou descansar.

Glicogênio

Conforme seus músculos queimam glicose, eles precisam usar mais de seus estoques de glicogênio, um polímero de moléculas de glicose usado pelas células para armazená-la. Como o processo de fermentação láctica é ineficiente, as células consomem glicose rapidamente, reduzindo seus estoques. Juntamente com o acúmulo de ácido láctico, esses efeitos mostram que o seu corpo tem uma capacidade muito limitada para realizar esforços intensos e rápidos, muito mais do que alguns outros animais, como pássaros.

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