O divórcio entre os idosos

Escrito por belinda tucker | Traduzido por erika f curto
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O divórcio entre os idosos
Começar de novo em anos mais tardios apresenta muitos desafios (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

O divórcio tardio na vida afeta um casal de forma diferente do que o divórcio mais cedo na vida. A preocupação mais evidente relaciona-se às considerações financeiras. Com menos tempo para recuperar-se de perdas financeiras decorrentes do divórcio, as pessoas mais velhas são mais vulneráveis ​a um recesso financeiro permanente. Apesar da turbulência emocional, as preocupações financeiras e os medos de viver sozinho, os casais mais velhos recorrem ao divórcio em anos mais tardios em busca de uma nova vida.

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Preocupações financeiras

Em um cenário de planos de previdência, investimentos, mercado imobiliário e de segurança social, um casal de idosos pensando em divorciar-se enfrenta desafios ímpares. Dividir a propriedade justamente não é tão fácil quanto parece. Há proveitos derivados de possuir fontes diversificadas. Por esta razão, os casais mais velhos devem fazer um esforço especial para distribuir os bens em conformidade, esforçando-se para manter a divisão de investimentos para ambas as partes igualmente. Uma forma de alcançar esse objetivo é dividir os ativos em percentagens, ao invés de dar a uma das partes todos os imóveis e a outra parte todos os fundos mútuos, mesmo que o valor atual de cada ativo pareça igual neste momento. É preciso que estejam cientes das considerações de diversificações de investimento, riscos de divisões e oportunidades justas para o marido e para a esposa, para que nenhuma das partes seja devastada pelo divórcio, caso ocorra uma mudança drástica no mercado.

Explicações

Entre algumas das razões sociais dadas para o divórcio por indivíduos em idade avançada, podem estar expectativas mais altas em relação ao casamento, a liberdade, a perda do amor, expectativa de vida mais longa e saudável e mudanças de atitudes dos baby boomers sobre "começar de novo" e divorciar-se. Conhecer pessoas idosas solteiras é mais fácil do que antigamente, com sites dedicados a conectar adultos mais velhos, para o romance ou a amizade. Com a geração dessas pessoas nascidas entre os anos 40 e 60 se aproximando de seus 50 e 60 anos, espera-se que o aumento da taxa de divórcio entre os idosos continue.

Questões de saúde

Um estudo realizado pela socióloga Linda Waite, da Universidade de Chicago, e a professora assistente Mary Elizabeth Hughes, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, descobriu que o divórcio afeta negativamente a saúde de uma pessoa, independentemente de se casar novamente ou não. O estudo baseou-se em 8.652 pessoas, entre as idades de 51 e 61 anos. De acordo com as conclusões do estudo, as pessoas divorciadas ou viúvas passam por perspectivas de saúde marginalizadas, tendo um aumento de 20% em doenças crônicas, como diabetes e doenças cardíacas. Quanto às questões de mobilidade, descobriu-se também que essas pessoas solteiras mais velhas tiveram um aumento de 23% em problemas para subir escadas ou caminhar um quarteirão.

Impacto emocional

O significativo impacto emocional derivado do divórcio sobre pessoas mais velhas é inegável. De acordo com o estudo de 2004 da AARP (sigla de American Association of Retired Persons, ou associação americana de pessoas aposentadas), "A experiência do divórcio: Um Estudo do divórcio na meia idade e além", 29% sofrem de depressão, 25% sofrem de sentimentos de abandono ou traição, 23% sentem uma sensação de fracasso, 22% não se sentem amadas e 20% experienciam sentimentos de inadequação. A pesquisa constatou que os piores temores do grupo foram o medo de falhar novamente (34%) e ficar financeiramente desamparados (24%).

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