Os efeitos da radiação nos animais

Escrito por john brennan | Traduzido por kauwai nobre
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Os efeitos da radiação nos animais
Altos níveis de radiação ionizante podem oferecer uma séria ameaça ao homem e outros animais (radiation image by timur1970 from Fotolia.com)

Embora entenda-se por radição todas as formas de radiação eletromagnética, incluindo ondas de luz e de rádio, ela é mais utilizada para descrever a radiação ionizante - radiação de alta energia que pode ionizar átomos, como a radiação lançada pelo decaimento de isótopos radioativos. Raios X, raios gama e partículas alfa e beta são exemplos de radiação ionizante. Se ela estiver presente em uma escala significante, ela poderá prejudicar a saúde de humanos e também de outros animais.

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Tipos

A energia de um fóton de relação eletromagnética é fornecido pela equação de Planck-Einstein, E = h x v, onde E representa a energia, h é a constante de Planck e v é a frequência. A partir desta equação constatamos que quanto maior a frequência, maior a energia.

Raios gama e raios X estão no topo do espectro de frequência e, por isso, possuem alta energia. Quando um fóton de radiação gama ou de raio X colide com um elétron ou uma partícula, ele transfere a sua energia para o alvo. Essa transferência de energia pode potencialmente remover elétrons dos atómos, ou ionizá-los e quebrar ligações químicas entre os átomos.

As radiações alfa e beta são partículas com grande quantidade de energia obtida do decaimento dos núcleos de isótopos instáveis. Possuem uma capacidade ainda maior de ionizar átomos e de interromper ligações químicas, embora sejam mais facilmente retidas do que os raios X e raios gama. O Polônio 210 é um isótopo que emite partículas alfa. Ele virou notícia quando em 2006 um ex-agente russo da KGB, Alexander Litvinenko, foi envenenado com polônio.

Significado

Quando a radiação ionizante atinge uma célula animal, ela quebra as ligações químicas dentro das moléculas e constitui novas ligações. O grau do dano sofrido pela célula por essas mudanças dependerá de quais moléculas foram alteradas e da natureza destas alterações. Os danos ao DNA são extremamente nocivos, pois as mudanças acumuladas no DNA celular podem causar câncer.

As células possuem um mecanismo de reparo interno e conseguem aguentar danos até um certo ponto. Entretanto, se a radiação ionizante atingir o suficiente uma célula animal ou se o estrago for muito sério, a célula morrerá.

Tamanho

A dose de radiação geralmente é medida utilizando uma unidade chamada gray ou Gy, embora outra unidade - chamada rad - era a de preferência até recentemente, sendo bastante utilizada ainda. Um rad equivale a um centigray. As dores maiores são potencialmente mais letais aos animais. Uma dose aguda de radiação possui de um rad pra cima; a exposição crônica consiste na exposição repetida a pequenas doses de radiação por um grande período de tempo .

Alguns animais se mostram mais resistentes do que outros. Um episódio de 2008 do programa "Mythbusters" no Discovery Channel, constatou que, embora as baratas e bichos-da-farinha consigam suportar níveis de radiação superiores ao dos humanos, estes insetos também morrerão ao serem expostos a doses massivas.

Efeitos

As células animais que se dividem rapidamente sofrem o dano mais sério ao sofrerem uma exposição aguda. As células da médula óssea e do tecido linfático, por exemplo, são vulneráveis como as células que se dividem rapidamente no revestimento gastrointestinal dos mamíferos. Doses massivas de radiação podem causar diarreia, vômito, sangramento interno, anemia, exaustão, esterilização permanente e morte.

A exposição a altos níveis de radiação também pode causar danos permanentes no DNA celular que poderá eventualmente causar câncer. Os efeitos obtidos em ratos são os que foram mais estudados, uma vez que os ratos eram utilizados em muitos experimentos com radiação.

Benefícios

Ironicamente, algumas das mesma propriedades que fazem da radiação ionizante um perigo mostraram-se proveitosas na medicina veterinária. Os raios X são um método de diagnóstico muito útil, pois podem penetrar facilmente no tecido mole e serem absorvidos pelos ossos que possuem uma densidade de elétrons mais elevada.

Os raios X podem auxiliar os veterinários a encontrarem fraturas nos ossos e pedras nos rins e a diagnosticar outras desordens. O nível utilizado no raio X para diagnóstico é baixo o suficiente de modo que os riscos se tornam desconsideráveis. Assim como nos humanos, a radioterapia é utilizada com frequência para tratar câncer em cães e gatos. Feixes de radiação ionizante são emitidos no tumor buscando matar as células cancerígenas e diminuir o tamanho do tumor. Os efeitos colaterais geralmente são problemas de pele que podem fazer com que o animal se arranhe. Embora o cansaço e a náusea sejam efeitos colaterais da radioterapia nos seres humanos, eles não são comuns em cães e gatos.

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