Os efeitos do sulfato de alumínio

Escrito por iris gallagher | Traduzido por vanessa arnaud
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Os efeitos do sulfato de alumínio
O sulfato de alumínio faz a boca se contrair (Creatas Images/Creatas/Getty Images)

O pó de alumínio, ou sulfato de alumínio, é um sal composto, mas, se você colocar uma pequena porção em sua língua, sentirá primeiramente um gosto doce. Este gosto é rapidamente substituído por uma sensação de repuxo, causada pela adstringência do composto. Ocorre salivação, a membrana mucosa fica esbranquiçada, os capilares se contraem e a garganta fica seca, causando muita sede. Altas doses desta substância podem causar náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia.

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Usos comuns do pó de alumínio

O sulfato de alumínio é utilizado em diversos itens, como desodorantes, lenços de bebê, aspirina, cremes para hemorroidas, duchas vaginais e loções bronzeadoras. Pode ser encontrado também em produtos alimentícios como bicarbonato de sódio, farinha fermentada, queijo processado e embalagens de alimentos (papel e latas de alumínio). A indústria médica também utiliza o sulfato de alumínio em vacinações, limpeza de feridas e tratamentos de úlceras e queimaduras.

Histórico

O momento da descoberta do pó de alumínio não é totalmente conhecido. Os primeiros fabricantes provavelmente eram do Oriente, mas não se sabe exatamente onde. De acordo com alguns historiadores, foi produzido 400 a 500 anos atrás na Síria; outros dizem que a primeira fabricação se deu em Civita Vecchia, na província de Roma. O emprego do alumínio existia em Constantinopla. Quando o Império Grego caiu, a arte de produzir pó de alumínio foi transferida para a Itália. Bartholomew Pernix, um mercador genovês, encontrou minério de alumínio na ilha de Ísquia, em torno de 1459.

Controvérsias sobre o sulfato de alumínio

A toxicidade do alumínio já foi reconhecida há algum tempo como responsável por alguns casos de encefalopatia (gagueira, convulsão, distúrbios musculoesqueléticos), osteomalácia (doença nos ossos associada à quebra espontânea), risco aumentado de infecções e diminuição da função cardíaca. A exposição ao pó de alumínio deve ser muito intensa ou prolongada, ou as funções renais devem estar comprometidas, para que estas doenças ocorram. Paradoxalmente, o sulfato de alumínio vem sendo usado para tratar problemas como excesso de muco decorrente de inflamação na membrana mucosa (como em um resfriado comum).

Possíveis efeitos da combinação com mercúrio

O sulfato de alumínio é considerado seguro e acessível o suficiente para ser utilizado na redução de fósforo, para controlar a proliferação de algas e clarear a água. A FDA ("Food and Drug Administration", órgão americano responsável pelo controle de alimentos, medicamentos e produtos afins) liberou o pó de alumínio dos testes porque foi classificado como "normalmente considerado seguro". Não há restrições para seu uso. A questão é o sulfato contido na substância, que proporciona a reação que converte o mercúrio já presente na água em metilmercúrio, uma toxina que é conservada na cadeia alimentar.

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