Como ensinar a zona de desenvolvimento proximal

Escrito por jessica cook | Traduzido por fernando prezotto
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A zona de desenvolvimento proximal é uma teoria desenvolvida pelo psicólogo Lev Vygotsky (1896-1934). A "zona" é o espaço entre o que uma criança sabe fazer independentemente e o que conseguiria fazer se tivesse o auxílio de alguém que domina um conceito ou tarefa em particular. Na educação, professores devem trabalhar dentro da zona de desenvolvimento proximal da criança para ajudá-la a aprender a fazer mais coisas de maneira independente, e auxiliando-a dentro de sua zona de conhecimento já adquirido. Para mostrar aos professores como fazer isso, ajude-os a entender o conceito e como pô-los em prática.

Nível de dificuldade:
Moderado

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Instruções

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    Explique o conceito do que o aluno consegue fazer independentemente. As vezes isso é referido como conhecimento prévio. É o grupo de conhecimento e habilidades que a criança teve quando ela entrou na sala essa manhã. Digamos, por exemplo, que uma criança entrou na sala sabendo como ler um livro de nível 1. Isso significa que ela possui a habilidade necessária para ler o livro inteiramente sozinha, sem sua ajuda ou de ninguém.

    Conhecimento prévio pode também se referir a coisas que alunos sabem como fazer em cenários não-educacionais, ou experiências que tiveram em suas vida.

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    Explica o conceito de "criar suportes". Quando um professor "cria suportes" na sala, funciona como um construtor construindo um andaime ao lado da construção. Um andaime é uma estrutura grande, parecido com uma escada, que ajuda o construtor a subir no prédio e completar a construção. Na sala, um andaime é feito de atividades criadas para ajudar os alunos a passar por tarefas cada vez mais difíceis para dominar novas habilidades. Quando professores planejam suas aulas, eles precisam planejar atividades que ajudem o aluno a chegar do ponto A ao ponto B. Em outras palavras, para ajudá-los a chegar do que eles sabem agora para o que eles devem saber ao final da aula.

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    Mostre a eles como "criar suportes". Na sala, o professor deve organizar um plano de aula que inclua alguma prática guiada (onde o professor auxilie o aluno a fazer uma nova atividade ou habilidade) e alguma prática independente (onde os alunos pratiquem a habilidade sozinhos depois de terem aprendido a respeito). Em uma aula de matemática, por exemplo, você pode "criar suporte" em uma aula apresentando informações sobre frações que se multiplicam, e mostrar alguns exemplos onde você multiplica frações no quatro. Então, você coloca mais algumas multiplicações de frações no quadro e pede que os alunos o ajudem a resolver o problema discutindo o processo como um grupo. Finalmente, você dá aos alunos mais problemas em que eles devem multiplicar frações sozinhos. Dessa maneira, você conduziu os alunos de desconhecimento total sobre multiplicação de frações ao conhecimento de como fazererem isso sozinhos. Você os guiou pela zona de desenvolvimento proximal.

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    Conecte o aprendizado com o conhecimento anterior. No exemplo sobre frações acima, os alunos entraram na sala sem saber como multiplicar frações. Eles devem, entretanto, ter tido alguma experiência anterior com frações em geral. Então, você os lembraria de seu conhecimento de frações antes de ensiná-los a multiplicar frações. Dessa maneira, você começa com um tópico que é confortável à eles (frações em geral) e os tranquiliza em um tópico desconfortável ou novo (multiplicações de frações). Você os ajuda a passar pela zona de desenvolvimento proximal começando com o que eles sabem, adicionando algo que você sabe, e, finalmente, trazendo-os ao ponto onde eles sabem o que fazer sem sua ajuda.

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