Como entrar na fila para um transplante?

Escrito por pedro santos
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Como entrar na fila para um transplante?
O transplante de órgãos é um dos mais complicados procedimentos médicos (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

O transplante de órgãos é um procedimento médico bastante complexo, principalmente pela dificuldade em encontrar compatibilidade entre o doador e receptor. Entre os casos mais complicados está o transplante de coração. De acordo com o Instituto do Coração (Incor), um paciente tem 60% de chance de morrer na fila do transplante. Isso sem contar na rotina de sofrimento diário pela qual o paciente deve passar, como doses altas de medicamentos, grande necessidade de cuidados médicos e dependência de equipamentos médicos. Também por isso, é importante que mais pessoas se disponham a se tornar doadoras. Saiba como entrar na fila para um transplante.

Nível de dificuldade:
Moderadamente desafiante

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O que você precisa?

  • Cadastro no Ambulatório de Preparo da cidade
  • Exame médico encaminhado à Central de Captação de Órgãos do Estado
  • Cadastro no Sistema Nacional de Transplantes
  • Registro Geral da Central de Transplantes (RGCT)

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Instruções

  1. 1

    Para começar o processo é preciso ter paciência. Quem entra na fila de espera por um transplante de órgãos deve estar preparado para esperar um bom tempo para encontrar um doador. Isso porque muitas pessoas no Brasil precisam de órgãos e há consideravelmente poucos doadores. Sem contar no alto índice de incompatibilidade entre os órgãos do receptor e do doador. O risco de rejeição do transplante varia de órgão para órgão. A córnea, por exemplo, apresenta o menor índice de rejeição, praticamente zero. Já para órgãos como coração e pulmão, é preciso que haja a maior compatibilidade possível antes do transplante. Gêmeos idênticos, por sua vez, apresentam compatibilidade total entre si.

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    Para entrar na fila de espera, é preciso procurar o Ambulatório de Preparo local de sua cidade.Trata-se de um ambulatório especial onde o paciente será analisado por um corpo de profissionais médicos especializados no preparo para transplantes. Em seguida, caso seja constatada a necessidade do transplante, o médico responsável deve solicitar exames para encaminhar o cadastro à Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) do Estado do paciente. Outras informações quanto à endereços e horários de funcionamento estão à disposição na Secretaria de Saúde do Estado onde o paciente vive.

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    Em seguida, o processo entra automaticamente no programa do Sistema Nacional de Transplantes. Então, o paciente recebe o Registro Geral da Central de Transplantes (RGCT) e entra para a chamada fila única. Junto com o registro, o paciente também recebe os critérios de distribuição do órgão.

  4. 4

    A fila funciona da seguinte forma: quando aparece um doador, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) é acionada. É levada em consideração uma série de fatores, como grupo sanguíneo do doador e tempo de espera para o transplante. Se a equipe da Central aceitar o órgão, iniciam-se os procedimentos para a doação do próximo da lista.

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    A lista única estipula os doadores por ordem cronológica de inscrição ou por gravidade da doença. Pacientes menores de 18 anos têm prioridade na fila. O tempo da fila de espera é variado de acordo o órgão e, em alguns casos, pode levar de cinco a dez anos. É possível consultar a posição do paciente na fila. Para isso, basta entrar em contato com a Secretaria de Saúde de seu Estado com o número do Registro Geral da Central de Transplantes (RGCT) em mãos.

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    Se o órgão estiver disponível para transplante, a Secretaria de Saúde entra em contato com o paciente para que ele se dirija ao hospital. Enquanto isso, o órgão é preservado em soluções químicas especiais e transportado para o hospital onde o paciente já deve estar preparado pela equipe médica para fazer a operação. Caso o paciente não seja encontrado, a fila passa uma posição adiante para o próximo doador.

Dicas & Advertências

  • De acordo com o Ministério da Saúde, os órgãos mais transplantados no Brasil são o rim, córnea, fígado, coração e pâncreas.
  • Em muitos casos, o próximo paciente da fila pode não receber o órgão por conta de fatores como falta de condições para transplante naquele momento ou quando a equipe médica local responsável pelo transplante não está disponível. Nesses casos, o receptor mantém seu lugar na lista, à espera do próximo doador. Depois da cirurgia, o paciente é levado à UTI, onde permanece recebendo cuidados especiais de pós-operatório. De acordo com a regulamentação do SUS, o paciente só pode receber alta a partir do décimo primeiro dia de internação.

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