Expectativa de vida após transplante de fígado

Escrito por sky martin | Traduzido por kelly isayama
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Expectativa de vida após transplante de fígado
O transplante de fígado é um processo que pode levar à exaustão (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Muitas doenças, como a hepatite agressiva crônica, tumores hepáticos ou cirrose, podem causar falência hepática. Um transplante de fígado se torna o último recurso quando a doença se tornar muito avançada, sendo que a medicação ou a cirurgia não trazem mais esperanças de melhora. O processo de transplante do fígado é uma longa jornada que pode levar à exaustão física e emocional. Abaixo estão medidas que ajudarão um transplantado a ter uma vida saudável após a cirurgia.

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Equipe de transplante de fígado

A equipe que realizará o transplante é um elemento essencial durante o processo todo. Ela é composta por profissionais dedicados e altamente treinados, que priorizam o bem estar do paciente. Um dos membros do time de transplante é o gastroenterologista. Ele é o médico que será responsável pelo cuidado diário do paciente. Por isso, se houver qualquer dúvida durante o processo, deve-se sempre conversar com o ele. Outro membro importante desse time é o coordenador de transplante. Essa pessoa geralmente é um enfermeiro registrado que gerencia todos os diferentes aspectos do processo, como garantir que todos os exames sejam feitos no prazo, atualizar a troca dos medicamentos e garantir o tratamento de rotina após o paciente ter recebido alta. É importante reportar para a equipe de transplante quaisquer alterações inesperadas de saúde ou sinais e sintomas de rejeição do órgão.

Cirurgia de transplante de fígado

Um transplante de fígado é um procedimento cirúrgico que salva vidas. Outro membro importante da equipe de transplante é o cirurgião. Ele substituirá o fígado em falência por um outro saudável. O órgão novo pode vir de um doador que já faleceu ou de parte de uma pessoa que ainda vive. Os membros familiares ou pessoas que não têm parentesco com o paciente podem ser possíveis doadores. Um doador pode ter um pedaço do seu fígado retirado e ainda viver uma vida saudável e plena. O fígado é um órgão incrível que consegue se regenerar e voltar ao normal em questão de semanas.

Medicações

Quando o novo fígado for recebido, será preciso tomar medicamentos imunossupressores, que incluem a azatioprina, a ciclosporina, o Neoral e o Tacrolimus. Esses fármacos suprimem o sistema imune e, se o paciente não fizer esse tratamento, o corpo tratará o novo fígado como um corpo estranho invasor. Com isso, o órgão transplantado seria destruído, portanto essas medicações são cruciais para prevenir a rejeição. Pacientes que se recusam a fazer esse tratamento são chamados de descumpridores. A falta de adesão ao tratamento de imunossupressão é uma das principais razões de falha de transplante. É muito importante que o paciente tome todos os remédios exatamente como foram prescritos, de modo que o organismo tenha níveis constantes de medicação. Muitos pacientes vivem por muitos anos após tomarem as doses corretas do tratamento de imunossupressão.

Resultados do transplante de fígado

De acordo com o site do U.S. Transplant, a taxa de sobrevivência por um ano após o transplante adulto e pediátrico é de 85%. A porcentagem cai para 60% se o paciente estiver criticamente doente na hora do transplante. A taxa de sobrevivência por cinco anos após o transplante é de mais ou menos 80%. É impossível dizer qual é a expectativa de vida exata para cada paciente, porém as chances de sobrevivência aumentam muito quando eles aderem ao tratamento de imunossupressão e cuidados pós-cirúrgicos.

Mudanças de estilo de vida

Uma vez que se deixa o hospital, o paciente é o responsável pelos bons cuidados com o fígado. De acordo com o Liver Foundation, muitos pacientes podem voltar a um estilo de vida normal ou quase normal dentro de seis meses até um ano após o transplante de fígado. Há várias mudanças importantes de estilo de vida que o paciente pode realizar para manter a saúde. Por exemplo, consultar um nutricionista que possa ajudar a encontrar a melhor maneira de atender as necessidade nutricionais sem ganhar muito peso. O sobrepeso pode levar à diabetes e pressão alta, que podem ser danosos ao fígado novo. Além disso, pode-se falar com o coordenador de transplante sobre um programa de exercícios, já que é preciso voltar lentamente a fazer exercícios, como caminhadas, corridas, natação e ciclismo, conforme o corpo se recupera da cirurgia. É preciso ter sempre em mente de que um fígado novo é uma segunda chance que se tem na vida e, portanto, é preciso fazer todo o possível para manter-se saudável.

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