As folhas nos cabelos dos deuses romanos

Escrito por eleanor mckenzie Google | Traduzido por rayssa amorim
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As folhas nos cabelos dos deuses romanos
Os imperadores romanos usavam uma coroa de louros para exibir o seu poder (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Nas imagens da Roma antiga, os imperadores e deuses possuem folhas em suas cabeças. Elas formam a coroa de louros, um símbolo da conquista que é usado até hoje. Contudo, essa coroa precede o uso romano. Suas origens estão na mitologia da antiga Grécia e, em particular, na história do deus grego, Apolo, e Dafne, a filha do deus do rio, Peneu.

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Apolo

Apolo, filho de Zeus, o mais importante deus grego, era famoso por seu oráculo, em Delfos, assim como por seu papel como deus das artes, da medicina e, por fim, do Sol. Ele se apaixonou por Dafne, filha do deus do rio, Peneu, embora ela não retribuísse a afeição. Certo dia, enquanto ele a perseguia pelas matas, ela suplicou para que seu pai a salvasse, transformando-a em um loureiro. Apolo, abatido, arrancou um galho de árvore e amarrou-o em volta de sua cabeça, como uma forma de lembrar-se da amada. Com isso, o loureiro se tornou sagrado para os seguidores de Apolo e coroas de louro eram dadas como um sinal de honra aos poetas e atletas.

Jogos gregos

Na Grécia antiga, os atletas vencedores dos Jogos Olímpicos recebiam uma coroa de oliveira. Contudo, durante os jogos píticos, evento associado ao culto de Apolo, os vencedores recebiam coroas de louros. Os atletas recebiam diversas honrarias e benefícios pela vitória, como, por exemplo, serem alimentado por outros pelo resto de suas vidas e terem seus nomes inscritos em registros oficiais. Contudo, receber uma coroa de louro era considerado o nível mais alto de honraria.

Os romanos

Os romanos adotaram o simbolismo grego do louro. Os imperadores romanos começaram a adicionar as coroas de louros, conhecidas como coroas triunfais, às suas imagens em moedas. Os generais romanos ansiavam a vitória e os mais ambiciosos sonhavam em retornar para Roma e desfilar triunfante. Os vitoriosos usavam uma coroa de louros na cabeça e desfilavam pelas ruas da cidade em uma carruagem puxada por cavalos brancos. Os romanos também acreditavam que o louro continha propriedades mágicas, e o imperador Tibério o usava para proteger-se de raios.

Usos modernos

Os títulos de poeta laureado, bacharelado e a expressão "colher os louros" têm suas origens na mitologia de Dafne, quando ela se transforma em loureiro. Na Grã-Bretanha, o poeta laureado é uma nomeação real usada para honrar um escritor por seu trabalho e o bacharelado é um grau acadêmico usado até hoje. A expressão refere-se a alcançar a fama ou a vitória. Em 1925, a montadora italiana Alfa Romeo adicionou uma coroa de louros a seu logotipo após vencer a edição inaugural do Campeonato Mundial de Automobilismo.

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