Como funciona a ligadura das tubas uterinas?

Escrito por sabrina ashley | Traduzido por amanda nunes
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Como funciona a ligadura das tubas uterinas?
A laqueadura das tubas uterinas é um procedimento de esterilização para mulheres (Keith Brofsky/Photodisc/Getty Images)

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Introdução

A laqueadura das tubas uterinas é um procedimento de esterilização para mulheres, no qual as trompas de falópio são amarradas. Na fêmea humana, as trompas de falópio conectam os ovários ao útero, tornando a fertilização possível quando os óvulos deixam os ovários e viajam pelas tubas até o útero (ou ventre), onde a concepção acontece. A laqueadura das tubas uterinas previne a gravidez, sendo usada como uma forma permanente de controle de nascimento. No entanto, os médicos criaram um método cirúrgico para reverter a laqueadura das tubas, sem grande sucesso e, pelo fato de ser uma grande cirurgia, uma mulher precisa aprender tudo que puder sobre o procedimento e seus efeitos colaterais e efeitos a longo prazo.

O que é a laqueadura das tubas uterinas?

A laqueadura das tubas uterinas tem duas funções: ela previne o óvulo de entrar no útero, onde pode ser fertilizado, e também previne o esperma de entrar nas trompas de falópio, onde podem fertilizar os ovos. Essa operação tem uma alta taxa de eficácia — 99,5% nos primeiros anos — mas, ao longo dos anos, o efeito pode diminuir, uma vez que, em alguns casos, as tubas uterinas se desatam, podendo resultar em gravidez.

Como as laqueaduras são feitas

Existem várias maneiras de se fazer uma laqueadura. Nesse procedimento, as trompas de falópio podem ser queimadas, cortadas ou amarradas, sendo uma outra opção bloquear as tubas com faixas, pinças ou anéis — os médicos geralmente possuem um método preferido. Há também outras opções, e a operação pode ser feita sob anestesia geral ou local e no paciente internado ou no paciente ambulatorial. O plano de saúde de uma mulher pode definir onde o procedimento poderá ser feito.

O cirurgião faz pequenas incisões na área abdominal, normalmente próximo ao umbigo e, em seguida, insere um laparoscópio, um tubo estreito com uma câmera na ponta. O instrumento cirúrgico segue pelo laparoscópio para a área pélvica, onde as tubas são cauterizadas ou queimadas, cortadas ou bloqueadas. Uma outra forma de fazer uma laqueadura é chamada de laparotomia, que exige uma incisão maior na área abdominal, sendo normalmente feita em mulheres que tem desordens pélvicas que formam cicatrizes, tais como a doença inflamatória pélvica ou endometriose. Uma mini-laparotomia tem uma incisão menor do que 5 centímetros de comprimento.

Possíveis riscos e efeitos colaterais

Como qualquer cirurgia, existem riscos. Para a maioria dos casais que querem evitar gravidezes futuras, o marido faz uma vasectomia, que é um procedimento mais simples e que pode ser feito em um consultório médico, oferecendo poucos riscos e também sendo um procedimento mais barato. Os riscos em uma laqueadura, por outro lado, são vários: há uma grande chance de uma gravidez ectópica, na qual o feto se desenvolve nas trompas de falópio; órgãos próximos podem ser prejudicados por instrumentos médicos; algumas mulheres têm uma reação alérgica à medicação usada para a anestesia; há também a possibilidade de complicações pós-operatórias, tais como sangramento ou infecção; e, provavelmente, haverá algum desconforto ou dor após o procedimento. Em muitos casos, no entanto, uma mulher pode ir para casa após algumas horas, podendo experimentar efeitos colaterais que incluem mudanças na libido e no ciclo menstrual. Ainda assim, para a maioria das mulheres, uma laqueadura das tubas traz poucos problemas.

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