A história dos automóveis japoneses

Escrito por ma wen jie | Traduzido por thais previato
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A história dos automóveis japoneses
A indústria automotiva japonesa é hoje uma das mais respeitadas no mundo (Photo: Agata Urbaniak, stock.xchng)

A indústria automotiva japonesa tem suas raízes nas lojas de reparação e de fabricação de bicicletas. Os primeiros carros foram feitos em lojas de bicicletas, e as empresas automobilísticas pioneiras, como a Honda, começaram fazendo motores para bicicletas motorizadas. De origem humilde, essa indústria japonesa evoluiu para uma das mais respeitadas do mundo.

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De 1902 a 1914

O primeiro automóvel fabricado no Japão foi feito em 1902 por Komanosuke Uchiyama em Ginza a partir de um motor à gasolina que tinha sido trazido dos Estados Unidos. Ele produziu o primeiro carro inteiramente feito no Japão em 1907. Em 1904, Torao Yamaha construiu o primeiro ônibus feito no Japão, o qual transportava 10 passageiros. Em 1914, Mitsubishi Zosen estava fabricando seu primeiro carrro, o chamado Modelo A.

De 1930 a 1945

Os fabricantes de automóveis americanos haviam começado a construir carros no Japão para o mercado japonês e em 1930 estavam produzindo cerca de 20.000 unidades por ano. Os fabricantes nacionais japoneses estavam produzindo menos de 500 unidades. Em 1935, a industrialização já estava em andamento no país, com até 16 empresas de produção de automóveis. Em 1936, o governo japonês instituiu o "Ato das Indústrias Fabricantes de Automóveis" que foi projetado para quebrar o monopólio dos carros americanos. A Toyota e a Datsun estão incluídas entre as empresas constituídas nos termos desta Lei de 1936.

De 1955 a 1965

A Segunda Guerra Mundial trouxe a exigência de que os zaibatsu, ou conglomerados industriais japoneses se dissolvessem. Muitas dessas empresas foram reconstituídas após a ocupação. O governo japonês viu a importância de reiniciar o mercado nacional de automóveis e tomou medidas para estimular inovações. Em 1955, a Suzuki começou a produção do Suzlite 360cc. A Fuji veio em seguida com sua 360cc Subaru 360 e a Mitsubishi introduziu seu Mitsubishi 500, um pequeno carro de 500cc com combustível eficiente e preço acessível. O ano de 1960 viu o aparecimento de um cupê 360cc feito pela Toyo Kogyo, que acabaria por se tornar a Mazda. O cupê 700cc da Toyota foi lançado em 1961. Todos estes carros eram o resultado de um programa do governo estimulando as montadoras a produzir veículos pequenos e altamente eficientes em termos de consumo de combustível, a um preço acessível para o mercado interno.

De 1065 a 1975

A Associação Japonesa dos Fabricante Automotivos foi criada em 1967. Ela foi formada para ajudar os fabricantes de automóveis a lidar com as mudanças na economia do Japão, como a liberalização das importações de automóveis, que resultaram da entrada do Japão no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio. Os fabricantes de automóveis do Japão perceberam que seria necessário mais automação na produção de automóveis e começaram a usar tecnologias avançadas de manufatura digital e robótica no início de 1970. As estruturas de gestão foram alteradas para coincidir com as novas técnicas e tecnologias de produção.

Entre meados de 1960 e meados de 1970, a compra de automóveis japoneses explodiu. Em 1962, 14% das famílias possuíam carros. Em 1975, aumentou para mais de 50%. Este afluxo de dinheiro permitiu aos fabricantes de automóveis japoneses inovar em áreas de tecnologia de fabricação e projeto de motores, resultando no desenvolvimento do motor rotativo pela Toyo Kogyo.

De 1975 a 1985

A crise do petróleo de 1973 criou uma demanda global de mais carros econômicos. Com os fabricantes de automóveis americanos tendo se concentrado por anos em motores grandes de alta potência, o Japão ficou em uma boa posição para entrar muitos mercados globais, especialmente nos Estados Unidos, com sua linha de motores menores e projetados para ser econômicos. Porque os carros japoneses já eram leves, eles foram um dos primeiros a usar materiais inovadores, tais como plásticos e folhas de aço de alta tensão, para reduzir ainda mais o peso dos automóveis.

De 1985 até hoje

Em 1985, as montadoras japonesas haviam sido estabelecidas como operações de classe mundial. Inovações em sistemas de produção, sistemas de gestão e de materiais automotivos estavam em níveis que não seriam igualados por outras nações até meados da década de 1990. Os fabricantes japoneses focaram na melhoria do produto, inclusive em inovações tecnológicas. Uma área de foco foi fazer carros recicláveis. Em 1985, 75% de um carro japonês, em termos de peso, podia ser reciclado. Eles também se concentraram na melhoria da segurança. O Japão começou a produção de carros em mercados locais, como os Estados Unidos, como uma resposta a medidas protecionistas. Em meados dos anos 1990, os fabricantes japoneses tinham entrado no mercado de carros de luxo com marcas de alta gama, como por exemplo, a Acura e a Lexus, sendo produzidos para competir com fabricantes europeus como BMW e Mercedes-Benz.

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